Por Raunner Vinícius Soares
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Durante o 3º Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade, realizado, nesta quinta-feira, 11, em Salvador, Bahia, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, apresentou uma série de iniciativas que buscam conciliar produção agrícola com preservação ambiental. Em sua participação no painel “Os desafios do agronegócio sustentável no Brasil”, Caiado destacou projetos que envolvem biocombustíveis, inteligência artificial e recuperação de áreas degradadas.
Um dos pontos abordados foi o investimento estadual na produção de biometano, combustível derivado de resíduos orgânicos. Segundo Caiado, Goiás adquiriu 500 ônibus movidos a esse tipo de energia para o transporte público, como parte de uma estratégia para reduzir a emissão de gases poluentes. A medida, segundo ele, reforça o compromisso com alternativas energéticas mais limpas no setor agrícola e urbano.
O uso de inteligência artificial e drones na agricultura também foi citado como ferramenta para tornar o manejo mais eficiente e menos agressivo ao meio ambiente. Robôs capazes de identificar pragas e realizar pulverizações de forma precisa estão sendo testados para reduzir o uso excessivo de defensivos agrícolas e evitar a contaminação de recursos hídricos.
Caiado também apresentou o projeto Juntos Pelo Araguaia, que atua na recuperação das nascentes do Rio Araguaia em 16 municípios goianos. Com mais de 5 mil hectares já restaurados, o programa é considerado um dos maiores do país voltados à revitalização de bacias hidrográficas.
Outro destaque foi o Programa Cerrado em Pé, que incentiva proprietários rurais a preservar áreas nativas do bioma. O governo afirma ser o único no país a oferecer pagamento direto pela conservação, cobrindo mais de 15 mil hectares.
O governador aproveitou o espaço para defender o Código Florestal Brasileiro, que segundo ele é um dos mais rigorosos do mundo. Caiado argumentou que o país tem conseguido manter altos índices de produtividade agrícola sem abrir mão da preservação ambiental, posicionando-se como referência internacional.
O evento, que reuniu especialistas do direito e do setor empresarial, teve como tema central “A Bahia e o Brasil na COP 30: Desafios e Oportunidades”. Organizado por entidades como a Associação Comercial da Bahia e o Instituto Brasileiro de Direito e Sustentabilidade, o congresso buscou promover o diálogo entre diferentes áreas sobre os caminhos possíveis para um desenvolvimento mais responsável.
A participação de Goiás no encontro reforça o debate sobre como os estados podem liderar iniciativas sustentáveis, combinando inovação, políticas públicas e engajamento do setor produtivo.
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O evento, realizado no Auditório 1 da Casa, teve como foco a valorização do Cerrado como patrimônio ambiental e estratégico para o Brasil, especialmente por seu papel na produção de água e na sustentação de grandes bacias hidrográficas
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Em uma ação inédita, batizada de “Lago Luiz Alves Pede Socorro”, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (DEMA) investigam irregularidades que ameaçam um dos maiores patrimônios hídricos do Cerrado. “Não posso dizer que vi o lago morrer, mas vi o caixão”, disse o delegado titular da DEMA Luziano de Carvalho
Durante a operação, o delegado fez um desabafo que extrapola o papel institucional e se transformou em um verdadeiro apelo em defesa do Rio Araguaia e seus ecossistemas.
Marcelo Sales, superintendente de fiscalização e controle da Semad, detalhou ao Jornal Opção as principais infrações encontradas: desmatamento, intervenção em áreas de preservação permanente (APP), captação irregular de água e assoreamento do lago. “Neste primeiro momento, identificamos também um dreno em área suspeita de ser APP de murundu. A confirmação dessa situação resultará em autuação”, explicou Sales, ressaltando a complexidade de identificar essas formações durante períodos de seca.
Para Luziano, que há mais de 20 anos protege as nascentes do Araguaia, o cenário é dramático. “Não posso dizer que vi o lago morrer, mas vi o caixão”, afirmou, referindo-se à degradação acelerada causada por desmatamento, drenagem de áreas úmidas, extração ilegal de areia e captação irregular de água. O delegado alertou ainda para o impacto dessas práticas em veredas, murundus e lagoas naturais, essenciais para a regulação hídrica e a biodiversidade da região. “Esses murundus são a razão do Araguaia existir”, disse.
Luziano questiona também a validade de licenças para irrigação e critica loteamentos em áreas de preservação. Segundo ele, o caminho é valorizar o turismo de contemplação e a pesca esportiva com soltura, respeitando os limites ecológicos e a cultura local. “O Cerrado pede socorro. Temos que mantê-lo em pé. É o coração pulsante do Brasil”, concluiu o delegado, reforçando que a operação busca não apenas responsabilizar criminosos ambientais, mas também preservar o futuro do Araguaia.
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