Por Marcello Dantas
Um veterano peemedebista lembra que o símbolo de Iris Rezende era a pá do pedreiro. O objetivo era mostrar-se como um político da construção. Já, na campanha deste ano, Iris mudou tudo e trocou a pá por uma marreta — sugerindo que se tornou um político especialista em destruição.
O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, respirou, mais ou menos aliviado, na semana passada, com a ascensão da presidente Dilma Rousseff. Paulo Garcia teme que, se Marconi Perillo for reeleito governador de Goiás e se Marina Silva (PSB) for eleita presidente do Brasil, sua gestão fique engessada. Sua administração está sendo muito criticada pela população, e isto ele tendo o apoio do governo de Dilma Rousseff. Imagine se perder a ajuda federal.
O vereador Fernando Cunha (PSDB) propõe a tese de que o eleitor anapolino que votar em Antônio Gomide para governador estará ajudando Iris Rezende a ir para o segundo turno. Fernando Cunha afirma que, em Anápolis, há um movimento espontâneo para garantir a vitória de Marconi no primeiro turno. “De que adiante votar em Antônio Gomide, se ele não vai para o segundo turno? Quem votar em Gomide deve entender que está votando não nele, e sim em Iris Rezende.”
Ora, se o vereador Tayrone di Martino pretende tucanar, como diz o paulo-garcismo, o que dizer do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, que é mais irista do que petista?
Tayrone Di Martino disse a um petista que, quando Paulo Garcia o indicou para vice na chapa de Antônio Gomide, acreditou que isto significava que estava apoiando a candidatura do ex-prefeito de Anápolis para governador de Goiás. O petista Di Martino descobriu, a duras penas, que, ao colocá-lo como vice de Gomide, Paulo Garcia estava sugerindo outra coisa, do tipo: “Já dei minha contribuição, ao colocar um aliado como vice, e agora posso apoiar meu verdadeiro candidato, Iris Rezende”.
O padre Robson e o prefeito de Trindade, Jânio Darrot, não articulam para atrair Tayrone di Martino para o PSDB. Porém, se for expurgado pelo PT, o tucanato receberá o jovem vereador de braços abertos.
O empresário Hugo Goldfeld disputa a presidência da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura, em 20 de outubro. Goldfeld afirma que a próxima diretoria da SGPA “precisa necessariamente gerar receita e se firmar como referência na agricultura e no agronegócio” O dono da Govesa e outros negócios diz que o presidente da SGPA deve se “aproximar do pecuarista, mas principalmente do agricultor. Hoje a entidade pode ser chamada de apenas SGP, pois a agricultura está um pouco esquecida”. Goldfeld frisa que a área do Parque de Exposição Agropecuário precisa ser mais bem aproveitada. “O espaço da SGPA recebe apenas duas feiras por ano. Um dos objetivos da nossa chapa é movimentar o local — possibilitando a geração de renda.” Sugerindo que “a renovação é a chave da democracia”, Goldfeld pretende mesclar na diretoria jovens e a velha guarda. “Sou contra a reeleição e, por isso, vamos ajudar, com a nossa experiência, os mais jovens a assumirem a diretoria da SGPA.”
Na semana passada, Iris Rezende decidiu pôr um pé em Anápolis, enviando “estrangeiros” para tentar convencer o eleitorado de que não é inimigo da cidade, mas a turma quase foi escorraçada. Anápolis tem um caso de ódio com Iris Rezende e o PMDB. O peemedebista odeia a cidade e a cidade o detesta. Chumbo trocado não dói.
O marqueteiro Renato Monteiro, o craque da Cantagalo, abandonou de vez a campanha de Iris Rezende. Ou melhor, a pedido do prefeito Paulo Garcia, ele deu alguns pitacos, sugerindo o que estava errado — quase tudo estava e está —, mas, como não foi ouvido, caiu fora. No caso de segundo turno, se Dimas Thomas for mesmo dispensado, Renato Monteiro, aí sim, deverá ser convocado para nortear o marketing de Iris.
O advogado goiano Márcio Cunha está organizando o partido Segurança. O nome é bom e pode pegar. Sua equipe vai começar a colher assinaturas para registrá-lo. Um grande grupo de advogados está empolgado com a ideia.
Candidato a senador, Vilmar Rocha (PSDB), aproximando-se da casa dos 20% nas pesquisas de intenção de voto — um índice considerado “bom” pelos marqueteiros de sua campanha —, aposta que, contrariando o coro dos contentes, será eleito. A equipe de Vilmar Rocha avalia que os 33% de Ronaldo Caiado significam um número “inercial” e “fixo”. Frisa que, enquanto o candidato do PSD cresce, Caiado estagnou, permanecendo com os mesmo índices do início da campanha.
A campanha de Daniel Vilela em Aparecida de Goiânia é suprapartidária. Ele tem apoio de praticamente todos os partidos, inclusive de alguns políticos do PSDB. Em compensação, pelo menos 55% dos peemedebistas estão firmes na campanha do governador Marconi Perillo.
O jornalista Wilson Silvestre, um dos articuladores da campanha de Vilmar Rocha, afirma que, “na bacia das almas”, o candidato pessedista “será eleito senador”. “Caiado não cresce, apesar de ser o mais conhecido e o número de indecisos para senador é enorme. Vilmar vai ganhar. Está escrito nas estrelas”, afirma, enigmático.
Felisberto Jacomo, do PP, é apóstolo de Vilmar Rocha. “Caiado parou e Vilmar está crescendo. Nós vamos eleger o governador, o senador, 12 deputados federais e, se a oposição brincar, de 26 a 30 deputados estaduais. Faremos cabelo, barba e bigode”.
Idalino Hortêncio vai disputar, em 19 de novembro, a presidência do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) de Goiás. É nome forte. Até fortíssimo.

