Por Herbert Moraes

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A última fotografia da aliança entre Estados Unidos e Arábia Saudita

[caption id="attachment_64233" align="alignnone" width="620"]Presidente dos EUA, Barack Obama, e rei da Arábia Saudita, Salman Al Saud: relações abaladas, mas ainda precisam um do outro | Foto: Pete Souza/ Casa Branca Presidente dos EUA, Barack Obama, e rei da Arábia Saudita, Salman Al Saud: relações abaladas, mas ainda precisam um do outro | Foto: Pete Souza/ Casa Branca[/caption] Ao final da segunda guerra mundial, em 20 de fevereiro de 1945, o presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt voltava da Conferência de Yalta, um encontro de líderes que discutia o futuro da Europa pós-guerra. A bordo do USS Quincy, no Canal de Suez, no Egito, Roosevelt encontrou-se pela primeira vez com o rei da Arábia Saudita, Abdual Aziz. Começava ali uma aliança que até hoje provém a segurança da Arábia Saudita. Um reino cercado por uma região instável e volátil. Os sauditas têm nos Estados Unidos a garantia do suporte militar que provém a segurança do reino, cercado por uma região instável e volátil. Desde então, Roosevelt e todos os outros presidentes dos Estados Uni­dos que vieram depois dele, foram fotografados lado a lado com os reis da Arábia Saudita. As provas incontestáveis de uma sólida relação estratégica entre os dois países estão penduradas nas paredes da Casa Branca em Washington. Na semana passada, o presidente dos EUA, Barack Obama, fez uma visita oficial ao reino saudita. Há oito meses do fim do mandato, Obama foi recebido pelo rei Salman em Riyad, onde os dois tiveram um encontro privativo. Os sauditas, acostumados à prosperidade que o petróleo lhes proporciona, estão incomodados e assustados com o que vem acontecendo dentro e nos arredores do reino: milícias que atacam comunidades na fronteira sul do país, a embaixada saudita em chamas em Teerã, e três diferentes guerras civis nos países vizinhos. Com a queda do preço do barril de petróleo, o governo saudita tem dificuldades em lidar com as crises internas e externas, entre elas o Irã, que com o fim das sanções econômicas impostas pela comunidade internacional devido ao programa nuclear, tem se movimentado agressivamente afim de expandir sua influência num mercado até então dominado pelos árabes. A relação entre os dois países foi profundamente afetada durante os oito anos do governo Obama. Os sauditas, mesmo contra o desejo dos americanos, resolveram agir sozinhos afim de sobreviver numa região que muda rapidamente e pra pior. Os dois governos discordam sobre o acordo com o Irã, como lutar contra o Estado Islâmico, o futuro da Síria e o conflito no Iêmen. A coalizão árabe formada para combater os rebeldes houthis (que têm o apoio do Irã) no Iêmen, já custou milhões de dólares ao país, e até agora teve pouco resultado. Pelo contrário, a falha militar fortaleceu ainda mais a filial da Al-Qaeda no Iêmen. Com o terrorismo batendo à porta, os sauditas aumentaram o número de execuções no país, entre os executados este ano está um clérigo xiita, aliado do Irã. E foi pela mesma causa que eles voltaram atrás numa doação, já anunciada, de bilhões de dólares ao governo libanês, que tem uma aliança estreita com os ayatolás. Obama chega a Riyad para tentar evitar o colapso com um dos parceiros mais estratégicos para os Estados Unidos no Oriente Médio. A relação é problemática, mas os dois países ainda precisam um do outro. Os Estados Unidos provêm o suporte militar e os serviços de inteligência ao reino, e no encontro ficou acertado o aumento significativo desse “apoio” para ajudar na luta do país contra o terrorismo. Já os americanos esperam que Arábia Saudita continue a ser o segundo maior provedor de petróleo e derivados patra os Estados Unidos. Ainda não está claro qual o resultado efetivo da visita de Obama à Arábia Saudita. Obama pode até tentar, mas os sauditas veem nele uma das causas de quase tudo que o país está passando. Os monarcas árabes responsabilizam abertamente Obama pelo caos que tomou a região. A confiança foi abalada, a monarquia se enfraqueceu e ninguém sabe, ainda, se o dano provocado poderá ser reparado. A América mudou e a Arábia Saudita também. Na semana que vem, a foto de Barack Obama com o rei Salman estará exposta na mesma galeria na Casa Branca. Mas é a próxima foto que intriga americanos e sauditas.

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