Por Euler de França Belém
José Gomes da Rocha pode assumir a presidência do PTB em Goiás, se Jovair Arantes se dedicar mais à política nacional, como se espera se quiser mesmo disputar a presidência da Câmara dos Deputados, no fim do ano. Acrescente que, amigo e aliado, tem o apoio do deputado federal. Zé Gomes da Rocha é o favorito para a disputa da Prefeitura de Itumbiara. Até seus adversários dizem que, em termos de popularidade, é o único hors concours do município. Nem Gugu Nader, do PPS, que quer ser seu vice, nem Álvaro Guimarães, do PR, querem enfrentá-lo.
O deputado federal João Campos, do PRB, avisou ao governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, que planeja disputar mandato de senador em 2018. Ele tem o apoio da cúpula nacional do partido, liderado pelo bispo e advogado Marcos Pereira, e da Igreja Assembleia de Deus.
Chefona do PR em Goiás, a deputada federal Magda Mofatto afirma que vai disputar mandato de senadora. Mas, comportando-se como um verdadeiro trator, tem desagradado as bases governistas. Sua principal rival é a senadora Lúcia Vânia, que deve disputar a reeleição.
O secretário das Cidades do governo de Goiás, Vilmar Rocha (PSD), tem dito aos aliados que será candidato a senador em 2018 de qualquer maneira. Não desiste nem que a vaca tussa em hebraico ou iídiche. Vilmar Rocha, por sinal, teve o nome lembrado para ser ministro do governo de Michel Temer. O goiano está na lista dos cinco políticos que o presidente do PSD nacional, Gilberto Kassab, mais consulta em todo o Brasil.
A lista dos políticos goianos que são ficha suja será enviada pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no fim do mês. Segundo uma fonte do TCM, o deputado estadual Adib Elias, pré-candidato a prefeito de Catalão pelo PMDB, é um dos listados como ficha suja. Teria cometido “irregularidades insanáveis” quando prefeito do município. A aliados, Adib Elias estaria dizendo que não é ficha suja.
Criticado pelo deputado Santana Gomes, o deputado Lucas Calil desapareceu da Assembleia Legislativa. O parlamentar e o pai, Benitez Calil, embarcaram na canoa do prefeito Paulo Garcia e Adriana Accorsi, mas já prometem desembarcar.
O Ipasc chegou a ser envolvido em escândalos das pastinhas. Luciane Hoepers chegou a mesmerizar um ex-deputado do PMDB
A delegada foi assaltada, ao lado da filha Verônica, e pessoas sugeriram que deveria ter sido morta por ser do PT
O doutor em economia Ricardo Paes de Barros, professor do Insper, sugere o congelamento do salário mínimo e o aumento do salário-família
Um livro que parece imperdível será lançado pela Editora Record: “O Brasil na Fita — De Collor a Dilma, do Caso Magri à Lava Jato, O Que Vi e Ouvi em Mais de Vinte Anos” (406 páginas), do perito Ricardo Molina, professor-doutor da Unicamp. Um dos temas quentes é o exame das conversas entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula da Silva. Aliados do petista-chefe queriam saber se o telefone da gestora federal havia sido grampeado. A perícia constatou que não havia sido.
O Caso Magri foi investigado por Ricardo Molina (o capítulo pode ser lido na internet). Antônio Rogério Magri era ministro do Trabalho de Fernando Collor. Numa conversa gravada, admitiu que havia recebido um pixuleco — de fato, era um pixuleco — de 30 mil dólares.
A revista “Piauí” publicou um artigo espantoso de Suzana Herculano-Houzel — “Bye, bye Brasil” —, no qual a neurocientista explica os motivos pelos quais está trocando o Brasil pelos Estados Unidos. O país abençoado por Deus não incentiva a pesquisa e as universidades não valorizam o esforço criativo, diferenciado, optando por igualar todos (talentosos e medíocres ganham a mesma coisa). Não há dinheiro, mesmo o básico, e sequer espaço para laboratórios.
Depois de muito relutar, a notável Suzana Herculano-Houzel aceitou convite para ser professora associada dos departamentos de Psicologia e de Ciências Biológicas da Universidade Vanderbilt, que “abrigarão” seu laboratório. “Terei escritórios amplos em ambos os prédios. Minha carga de aulas não precisa ser mais do que trinta horas por semestre. Com estabilidade e salário mais do que confortável, poderei dedicar todo o resto do tempo à minha pesquisa.”
Em Harvard, Suzana Herculano-Houzel foi recebida com tapete vermelho. Um chefe de departamento disse-lhe: “Harvard só se interessa por pessoas que estão mudando o mundo — como você”. No Brasil, como faz pesquisa a sério, mas não é militante política, especialmente de esquerda, a cientista é tratada praticamente como pária. Pior para o país e melhor para os Estados Unidos.
Livro de historiador examina a trajetória do intelectual rigoroso e militante da esquerda
É louvável que, ao lado ou abaixo de uma reportagem, “O Popular” publique o que chama de “análise”. Percebe-se, porém, que a maioria das ditas análises pode ser tudo, menos análises. São comentários leves, perfunctórios, insossos — não raro repetindo o conteúdo das reportagens. O editor-executivo Fabrício Cardoso, jornalista de inegável talento — suas crônicas são muito bem escritas —, aos poucos, por certo, vai redimensionar o recurso, válido, mas, no momento, mal utilizado. Com uma redação composta por jornalistas competentes, o jornal tem condições de melhorar suas análises. De torná-las, de fato, análises.
A história do soldado Alexander Prokhorenko (foto acima) comoveu a Rússia. O militar russo, de 25 anos, segundo relato do jornal espanhol “La Vanguardia”, “lutou durante várias semanas para liberar a antiga cidade síria de Palmira até que foi cercado por militares do Estado Islâmico”.
Com receio de ser capturado e torturado, Prokhorenko “decidiu morrer com dignidade e chamou um ataque aéreo sobre sua própria posição. O jovem sacrificou sua própria vida para poder recuperar, com isso, um ponto de vital importância que estava nas mãos de jihadistas desde maio” de 2015. “No seu último contato com integrantes do Exército da Rússia, o jovem pediu que dissessem à sua família o quanto a amava e que vingassem sua morte.”
O governo russo revelou a identidade do soldado heroico na semana passada e o homenageou. O presidente Vladimir Putin outorgou-lhe o título de Herói da Federação da Rússia. Prokhorenko está sendo chamado de o “Rambo russo”.
A mulher de Prokhorenko, Ekaterina — estavam casados há 18 meses —, espera o primeiro filho. Ela não sabia que o marido estava numa missão secreta do Exército da Rússia na Síria. A função dele era entrar no território dos jihadistas e informar, passo a passo, as coordenadas dos locais onde estavam os integrantes do Estado Islâmico — para que fossem bombardeados por aviões russos.
Roubava-se no governo de Fernando Collor, com PC Farias na comissão de frente, e o presidente não articulava com o Congresso Nacional e com as elites empresariais

