Por Euler de França Belém
“Se Lúcia Vânia entregar todos os cargos que o PSB e o PPS têm no governo, a sociedade vai acreditar que discorda realmente do governo tucano”, diz deputado
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Arquivo[/caption]
O grupo do senador Wilder Morais avalia que Lúcia Vânia não levava a sério sua candidatura à reeleição. “Agora, com a definição de que será candidato e a conclusão de que é o preferido dos prefeitos, a senadora acordou, por isso os ataques à base aliada e ao presidente do PP”, afirma um de seus aliados mais próximos. “Chegou a hora de a líder do PSB, que não é socialista, parar de perceber o Senado como feudo. Por que ela pode, mas Wilder não pode ser candidato?”
Prefeitos e deputados do PSB já avisaram, com certa discrição, que, se a senadora Lúcia Vânia deixar a base aliada, não a acompanharão. “A senadora só levará o deputado Marcos Abrão, a prefeita de Nova Veneza e o presidente da Agehab, Luiz Stival”, admite um prefeito do PSB.
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Arquivo[/caption]
O empresário Vanderlan Cardoso (PSB) respeita a senadora Lúcia Vânia, mas hoje é muito mais ligado ao governador Marconi Perillo e ao vice-governador José Eliton.
Vanderlan Cardoso disputou o governo de Goiás e perdeu. Em Goiânia, foi para o segundo turno, disputando com uma fera política, Iris Rezende.
A tropa de choque do governo de Goiás avalia que Lúcia Vânia será candidata a senadora numa composição com Ronaldo Caiado, possível candidato do DEM, ou Maguito Vilela ou Daniel Vilela, os pré-candidatos do PMDB.
Os governistas sugerem que, como quer mudar de lado, a senadora do PSB está criando o discurso de que é “boicotada”.
Como dizem os políticos, aquele que não acreditam que 2018 está determinando 2017 entende pouco ou nada de política.
Nas várias conversas que mantiveram por telefone, o governador Marconi Perillo (do Oriente Médio) e o governador em exercício, José Eliton, falaram sobre incentivos fiscais, investimentos em Goiás e indicação de novos nomes para a equipe. A senadora Lúcia Vânia não foi citada.
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Deputado Lissauer e o prefeito Juraci | Foto: divulgação[/caption]
O deputado estadual Lissauer Vieira (PSB) disse que não está rompido com o ex-prefeito de Rio Verde Juraci Martins. “Nós tomamos vinho [na semana passada] no restaurante Pobre Juan, no shopping Flamboyant.”
“Juraci é meu pai político e, portanto, não romperemos jamais. Não sei se vai disputar mandato eletivo em 2018. O mais provável é que não”, disse Lissauer Vieira ao Jornal Opção.
Francisco Júnior (PSD), se confirmado que o PSB não quer o cargo, será convidado para assumir a Secretaria da Habitação. O vice-governador José Eliton tem apreço pelo jovem deputado estadual.
Se recriada pelo governo de Goiás, a Secretaria de Infraestrutura pode ser ocupada por um líder do PSB, como Vanderlan Cardoso ou Lissauer Vieira. Ou então alguém do PTB ou do PSD.
Os peemedebistas aceitam que o prefeito apoie sua mulher para deputada federal, mas indicam que o PMDB terá outros candidatos
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Reprodução[/caption]
A deputada federal Magda Mofatto, do PR, quer ser candidata a senadora. Se não for, optará pela reeleição. Porém, na base aliada, há quem aposte noutra possibilidade: seu marido, Flávio Canedo, líder do PR, iria a deputado federal e Magda Mofatto a suplente de senador do governador Marconi Perillo. Aí, se o tucanato eleger o próximo presidente, Marconi vira ministro e ela assume.
Luiz Bittencourt é cotado para a pasta. Mas o deputado frisa que é preciso discutir suas ações
Pedro Santana Lopes, intelectual formado em Portugal e na Alemanha, sentiu-se ultrajado quando apresentadora interrompeu entrevista para José Mourinho
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Pedro Santana Lopes: ex-primeiro-ministro de Portugal[/caption]
O ex-primeiro-ministro de Portugal Pedro Santana Lopes estava concedendo entrevista a uma emissora de televisão de Portugal quando foi interrompido pela apresentadora, que começou a exibir cenas da chegada do técnico de futebol José Mourinho a Portugal. Sentindo-se desrespeitado, Pedro Santana Lopes, um intelectual com formação em Portugal e na Alemanha, irritou-se e não deu mais entrevista. Ele disse que o canal de TV deu mais importância ao futebol do que aos assuntos, “sérios”, que estavam discutindo.
Curiosamente, as cenas exibidas pela televisão mostram José Mourinho, um dos técnicos mais respeitados da Europa, tratado pelos portugueses como um pop star, o que de fato é (e não só em Portugal; é ídolo na Espanha e na Inglaterra).
Confira o vídeo:
https://youtu.be/3SFwLNA8Ceo?t=5
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Arquivo[/caption]
Dois auxiliares do governador Marconi Perillo — Jayme Rincón, presidente da Agetop, e Raquel Teixeira, secretária da Educação — são apontados como fortes candidatos (dos mais qualitativos) a deputado federal em 2018. Rincón é a grande aposta de Benitez Calil, presidente do PSL, e do secretário extraordinário Lucas Calil. Teixeira disse ao Jornal Opção que não é filiada e que não será candidata. Mas é sempre citada pelas tropas de choque do governismo.
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Orion Andrade e Olier Alves | Arquivo[/caption]
O grupo do ex-prefeito Nion Albernaz emplacou Thiago Albernaz numa diretoria da Codego. Mas Orion Andrade, ex-presidente da Agecom e ex-diretor da Celg, teria sido abandonado depois que a empresa foi vendida para o grupo italiano Enel. Olier Alves também não teria sido agasalhado. Há outros nionistas — entre os comissionados que foram exonerados — fora do governo.
Mas uma coisa é certa: quase todos, sobretudo Orion Andrade e Olier Alves, se quiserem, irão para o governo.
Com a senadora Lúcia Vânia fora da chapa majoritária, está praticamente configurada a chapa majoritária da base governista em 2018. Será José Eliton (PSDB) para governador, Thiago Peixoto (PSD) na vice, Wilder Morais (PP) e Marconi Perillo (PSDB) para senador. Pode ter alguma alteração? É possível. Mas hoje é o quadro mais delineado.

