Por Abílio Wolney Aires Neto
Da Chacina do Tapanã às cortes de San José, o Brasil é lembrado, mais uma vez, de que a lei escrita nunca bastou para fazer justiça a quem a história colocou do lado de fora
Quando alguém morre, não desaparece apenas uma pessoa. Pode desaparecer também o futuro que imaginávamos viver com ela. Quando um amor termina, não perdemos somente o outro, mas a imagem de nós mesmos que existia naquela relação. Quando um projeto fracassa, pode ruir a narrativa pela qual explicávamos quem éramos, para onde íamos e por que valia a pena continuar
Verbo “olharei” está no futuro. Não se trata, portanto, simplesmente de dizer: “olho”. Há uma promessa. O sujeito ainda não viu tudo, mas assume diante do mundo o compromisso de olhar
A ciência ensinou-nos a investigar causas; a filosofia, a organizar conceitos; a psicologia, a interpretar comportamentos; a tecnologia, a transformar dados em previsões
Publicado pela Editora Litteralux, de Guaratinguetá (SP), em 2026, com 161 páginas, Barca à Deriva chega às livrarias — e às mãos dos convidados do lançamento — como um romance que não pede licença para incomodar
Este artigo inspira-se nessa obra clássica para refletir sobre uma questão que continua desafiando a Ciência Política e o Direito Constitucional: afinal, onde reside o poder na República brasileira do século XXI?
Antes de qualquer evangelho escrito, já havia pregação e martírio. Estêvão morre apedrejado pouco depois da crucificação — primeiro registro do testemunho pago com a própria vida
Platão, Ramatís e Antúlio de Maha-Ethel: as fontes de um romance mediúnico brasileiro pela médium e Professora universitária Cinthya Amaral
As redes sociais, por exemplo, apresentam-se como espaços de liberdade individual, mas frequentemente criam mecanismos de padronização de comportamentos e desejos
As redes sociais amplificam conflitos, os noticiários sobrevivem da tragédia, a política alimenta divisões, enquanto a ansiedade, a depressão e o vazio existencial tornam-se epidemias silenciosas. Nesse contexto, dizer que a vida vale a pena quase soa revolucionário
A Revolução Francesa havia abalado profundamente as instituições políticas e religiosas, enquanto o racionalismo iluminista alimentava a convicção de que a razão, por si só, seria suficiente para reorganizar a sociedade
Durante séculos, muitos pensadores procuraram descobrir qual seria o elemento central da vida social. Karl Marx atribuiu esse papel à economia
Essa constatação não representa um fracasso da razão, mas o reconhecimento da própria condição humana
Durante séculos, a tradição filosófica ocidental depositou profunda confiança na consciência humana. Desde René Descartes, o pensamento moderno sustentava que o sujeito possuía acesso privilegiado às próprias ideias e intenções
É nesse espaço de encontro entre lembrança, documento e interpretação que atuam as grandes instituições culturais


