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“Muitas mulheres são políticas, mas não estão na política partidária. Quando deixamos de governar, perdemos a voz. Precisamos sair da zona de conforto e partir para a ação”, declarou a ex-miss Tocantins Viviane Fragoso, ao abrir a reunião do movimento de mulheres denominado Reage Mulher, da coligação Reage Tocantins, encabeçada pelo senador Ataídes Oliveira (Pros). Para Viviane, que coordena o movimento, a política tocantinense necessita que as mulheres tenham voz ativa, para isso informa que foi criado o movimento de mulheres da coligação.
O evento, realizado na semana passada, reuniu cerca de 80 mulheres, líderes e esposas dos candidatos que compõe a coligação, para propor novas ideias e discutir a participação efetiva na política. Candidata à vice-governadora pela coligação, Cinthia Ribeiro, pioneira em reunir grupos de mulheres para debater política no Estado, compartilhou sua experiência com as participantes.
“Comecei com um movimento pioneiro. Construímos um trabalho de formiguinha, que rendeu bons frutos. Queremos chamar as mulheres para participar ativamente da vida pública e que elas possam nos ajudar a construir um Tocantins melhor”, disse Cinthia.
Para a presidente do Pros Mulher, Nazaré Marthins, as mulheres estão com a oportunidade de mudar o rumo do Tocantins. “No governo do senador Ataídes Oliveira as mulheres terão espaço. Para isso nós estamos nos preparando”, disse.
A campanha no Tocantins ainda não alcançou as ruas, mas já está sendo debatida em encontros, reuniões e eventos sociais em que os candidatos comparecem. O candidato Ataídes Oliveira foi primeiro a organizar um comitê de campanha e o primeiro também a criar movimento de rua, ainda reunindo apenas militantes dos partidos da coligação, mas já é o começo propriamente da campanha de rua. Talvez este seja o primeiro grande evento da campanha deste ano após as convenções.
Dos seis candidatos a governador, dois são advogados (Luis Cláudio e Ataídes Oliveira), um é jornalista (Carlos Potengy), um médico (Joaquim Rocha) e dois não têm formação superior (Sandoval Cardoso e Marcelo Miranda). Os advogados dominam, portanto, a disputa pelo Palácio Araguaia.
O plenário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) virou o centro das atenções dos candidatos. É de lá que pode sair a sentença que vai turbinar a campanha de muitos candidatos ou eliminar alguns da disputa. Até o dia 5 de agosto, quando termina o prazo de julgamento dos pedidos de registro de candidaturas, permanece o clima de expectativa.
Júnior Coimbra é um caso raro de político com forte vocação artística. Sua representação beira o real. Depois de contribuir com o governo desarticulando o PMDB até onde pôde, agora posa de vítima do que chamou de “autoritarismo” do partido que o arredou do comando. O deputado vai terminar se convencendo que sempre trabalhou pela eleição de Marcelo Miranda e Kátia Abreu, mas o partido é que atrapalhava, e que sua boa relação com membros do governo é por pura solidariedade aos líderes incompreendidos.
O deputado Júnior Coimbra (PMDB) tem razão. Não é mesmo de se estranhar vê-lo ser fotografado ao lado do governador Sandoval Cardoso (SDD) em visita pelo interior do Estado. Afinal, o deputado está apenas mantendo a coerência. Está do lado onde sempre esteve.
O governador Sandoval Cardoso (SD), que em função de acordos políticos já tinha a obrigação de eleger o ex-secretário de Relações Institucionais Eduardo Siqueira a deputado estadual e reeleger mais 16 deputados que o fizeram governador indireto, terá agora também que “salvar” Júnior Coimbra, que corre sério risco de perder a reeleição depois que foi acusado pela executiva nacional do PMDB de tentar entregar o partido ao governo. Não será tarefa fácil diante do sentimento de mudança da sociedade. No caso de Coimbra tem um agravante, os votos serão computados para o PMDB e não para a chapa governista.
Em nota a comissão interventora do PMDB volta a acusar adversários de deturpar informações para prejudicar o candidato da coligação oposicionista. Diz a nota: “‘A Experiência Faz a Mudança’ vem a público denunciar à população as práticas espúrias de seus adversários, deturpando reportagem da Veja On-Line desta semana, fazendo de uma matéria que apenas relaciona candidaturas questionadas pelo Ministério Público Eleitoral dos Tribunais Regionais Eleitorais, sem juízo de mérito, para confundir os eleitores do Tocantins, atribuindo à Revista a falsa informação de que o ex-governador Marcelo Miranda estivesse inelegível,” explica a nota informando que ex-governador tem sua candidatura garantida pelo TJ Tocantins, que suspendeu, liminarmente, os efeitos de um decreto ilegal da Assembleia Legislativa. E também pelo Tribunal Superior Eleitoral que em decisão da ministra Luciana Lóssio, no dia 29 de maio de 2014, firmou entendimento, transformado em acórdão, de que o prazo de inelegibilidade deve ter início na data da eleição questionada. Portanto, segundo a nota, no dia 5 de outubro de 2014, Marcelo Miranda está plenamente elegível.
Mas o que chama atenção no deputado peemedebista não é só a coerência, mas a capacidade de transformação. Depois de mais de dois anos mantendo um discurso ameaçador contra o ex-governador Marcelo Miranda e mais recentemente contra a senadora Kátia Abreu, Coimbra adota agora uma atitude de paz e amor. Diz até que gostaria muito de estar ajudando o seu partido, mas que foi rejeitado pela cúpula. O que, segundo ele, explica a sua ligação com Sandoval. Não
O Tocantins ganha mais um candidato a governador. Trata-se do advogado Luis Cláudio, que foi lançado de última hora pelo PRTB, numa correção de rumo da legenda. A executiva nacional fez intervenção no diretório regional e decidiu lançar candidato próprio, retirando o partido da base do governo. Compõem a chapa majoritária os empresários Odethe Catumbia como candidata a vice, e Joel Matos na disputa pela cadeira no Senado. Agora são seis os candidatos ao governo do Estado.
A contestação da coligação “A mudança que se vê” contra a realização da convenção do PMDB é mais um desses absurdos do siqueirismo contra a candidatura do ex-governador Marcelo Miranda que foge ao racional. A coligação governista não é parte legítima para esse tipo de reclamação. Só um membro do partido poderia fazer. A medida leva a concluir que os governistas falam de inelegibilidade do ex-governador, mas não confiam totalmente nesta tese, por isso em via das dúvidas buscaram minar a candidatura do peemedebista no seu próprio partido. Como já não contam mais com colaboradores no partido adversário, o jeito foi admitir que tem medo do PMDB e a busca desesperada para tentar evitar disputar contra ele.
João Ribeiro Júnior, o JR, derrapa feio na largada da campanha para deputado federal. O todo-poderoso herdeiro do senador João Ribeiro sofreu intervenção no comando do PRTB regional por desobedecer a orientação quanto à aliança. O partido decidiu lançar candidato próprio a ter que coligar com o governo. O jovem líder não poderia iniciar pior uma carreira política promissora.
Novamente o deputado José Bonifácio (PR) acertou. O deputado alertou que o julgamento político na rejeição das contas do ex-governador Marcelo Miranda (PMDB) pela Assembleia Legislativa não teria efeito legal e que além de diminuir o Parlamento contribuiria para aumentar o prestígio político do peemedebista. Bonifácio já tinha denunciado a manobra da bancada do governo na “fabricação” de um decreto que tinha como objetivo criar subterfúgios para caracterizar inelegibilidade de Miranda. O decreto por si só já é uma aberração
A senadora Kátia Abreu (PMDB) prevê que a campanha vai começar mesmo de verdade a partir de agosto, mas observa que os candidatos que não querem perder tempo vão manter contato com o povo visitando as praias. Revela que esta vai ser a sua agenda e a do candidato a governador Marcelo Miranda durante o mês de julho. “Vamos fazer visitas às cida
Os candidatos Marcelo Miranda, da coligação A experiência é que faz a mudança (PMDB-PV-PT-PSD), Sandoval Cardoso, da coligação A mudança que a gente vê, (SD-PSDB- PTB-PDT-DEM-PPS-PSB-PRB-PP-PR-PTC-PEN-PHS-PSL-PRP-PSC), Ataídes Oliveira, da coligação Reage Tocantins (Pros-PTN-PCdoB- PMN-PPL-PSDC-PTdoB), Carlos Potengi (PCB) e Joaquim Rocha (PSol) cumprem agenda de campanha, cada um ao seu modo. Sandoval Cardoso nas ações do governo e os candidatos de oposição na ausência das ações do governo.
Desde o dia 6 que os candidatos estão liberados para fazer campanha. No Tocantins a impressão é que a campanha eleitoral ainda não começou. Na verdade a campanha já começou. É certo que meio truncada e restrita aos bastidores, onde acontece uma verdadeira guerra declarada. A campanha de rua só começa mesmo a partir do início de agosto. No Tocantins a campanha tradicional começa no dia 1º agosto, quando se encerra a Romaria do Senhor do Bonfim, em Natividade.

