Audiência pública da ANTT pode redefinir cronograma de obras na BR-153 em Anápolis; Trevo da Havan é prioridade
03 julho 2026 às 07h03

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A possibilidade de antecipar uma das principais obras de infraestrutura viária de Anápolis estará em debate na próxima quinta-feira, 9. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Ecovias Araguaia realizam uma audiência pública para discutir a revisão quinquenal do contrato de concessão das BRs-153, 414 e 080, processo que poderá alterar o cronograma de investimentos previstos para a região.
O principal pleito do município é a antecipação da obra definitiva no entroncamento da BR-153 com a BR-060, no viaduto Miguel Moreira Braga, conhecido como Trevo da Havan. Considerado um dos maiores gargalos viários de Goiás, o trecho concentra diariamente intenso fluxo de veículos de passeio e caminhões, agravado pela expansão do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) e pela conexão entre importantes corredores logísticos do país.
Embora uma intervenção emergencial esteja em execução para amenizar os congestionamentos, a solução definitiva prevista no contrato ainda está distante. Pelo cronograma original da concessão, as obras estruturantes somente deveriam começar entre 2030 e 2031.
A revisão contratual, no entanto, abre a possibilidade de reavaliar prioridades e antecipar investimentos considerados estratégicos.
No início deste ano, a própria Ecovias Araguaia admitiu que a intervenção no Trevo da Havan poderia ganhar prioridade durante a revisão quinquenal. Nesta semana, durante encontro com jornalistas, o prefeito Márcio Corrêa (PL) também demonstrou confiança de que a negociação poderá resultar na antecipação da obra.
Obra definitiva vai além das intervenções atuais
Enquanto a discussão sobre a antecipação ocorre, a concessionária executa melhorias consideradas paliativas no local. Entre elas estão a implantação de uma terceira faixa na rotatória e a criação de acessos com conversão livre à direita nas alças do viaduto, medidas voltadas para reduzir os congestionamentos registrados nos horários de maior movimento.
O projeto definitivo, entretanto, é significativamente mais amplo. A proposta prevê a construção de trincheiras e novos viadutos para separar os fluxos de veículos, além da interligação entre as BRs-060 e 153 e o Anel Viário do Daia.
A expectativa é eliminar os cruzamentos em nível, aumentar a capacidade da via e reduzir os congestionamentos que se intensificaram com o crescimento da atividade industrial e logística de Anápolis.
Duplicação da BR-414 também entra na pauta
Outro pedido defendido pelo município durante a revisão do contrato é a antecipação da duplicação da BR-414 no trecho urbano.
Nesse caso, porém, o desafio é maior. O contrato de concessão estabelece que a obra seja executada apenas na década de 2040, o que reduz as chances de uma mudança imediata no cronograma.
Mesmo assim, a Ecovias Araguaia já sinalizou que avalia alternativas para melhorar a circulação na rodovia, entre elas a implantação de novos acessos aos bairros localizados às margens da BR-414.
O que é a revisão quinquenal
Prevista nos contratos de concessão rodoviária, a revisão quinquenal é realizada a cada cinco anos para avaliar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato e atualizar parâmetros técnicos, operacionais e de desempenho.
Durante o processo, podem ser discutidas alterações no cronograma de obras, inclusão de novos investimentos, revisão de obrigações da concessionária e medidas para melhorar a prestação dos serviços aos usuários.
As contribuições da população, de entidades e de representantes do poder público servem de base para a análise técnica da ANTT antes da definição das mudanças que poderão ser incorporadas ao contrato.
Como participar
A audiência pública será aberta à participação de moradores, empresários, representantes de entidades e autoridades interessadas em apresentar sugestões sobre a concessão das rodovias.
Além do encontro presencial, a ANTT receberá contribuições por escrito até 31 de julho de 2026, período em que a sociedade poderá encaminhar propostas relacionadas às obras, investimentos e demais obrigações da concessionária.
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