A China apresentou nesta semana um planejamento ambicioso para buscar a liderança mundial na agricultura com um planejamento que prevê investimentos em mão de obra e tecnologia. Entre as medidas anunciadas estão a melhoria das infraestruturas agrícolas, a recuperação de terrenos agrícolas abandonados, projetos de conservação de água, construção da rede nacional de conservação e o fortalecimento da capacidade do país em prevenir e mitigar desastres naturais para a agricultura por meio de observação meteorológica e monitoramento de doenças e pragas.

Manter uma produção estável e adequada de grãos e de outros produtos agrícolas mirando em uma meta de produção anual em torno de 650 milhões de toneladas de grãos, por meio da expansão da área plantada de soja e oleaginosas, é uma das principais metas descritas no plano chamado “documento central nº 1”, que foi divulgado mundialmente essa semana.

A promoção do desenvolvimento verde da agricultura, estabelecendo um sistema de coleta, utilização e tratamento de resíduos agrícolas e um sistema de monitoramento para proteção do meio ambiente agroecológico, está previsto nas ações, assim como a promoção de avanços nas principais tecnologias agrícolas essenciais. 

O governo chinês também quer estabelecer laboratórios agrícolas e centros de inovação, fortalecer a observação básica de longo prazo e experimentos na agricultura. Além disso, os chineses pretendem acelerar a pesquisa e o desenvolvimento de máquinas e equipamentos agrícolas inteligentes em larga escala e revigorar a indústria de sementes, construindo um mecanismo de compartilhamento para identificação e avaliação de recursos genéticos.