Protestos de motoristas do transporte público se espalham pela Grande Goiânia

Manifestações ganharam maiores proporções, atingindo seis terminais na Grande Goiánia | Foto: Edilson Pelikano

Manifestações ganharam maiores proporções, atingindo seis terminais na Grande Goiánia | Foto: Edilson Pelikano

A manifestação dos motoristas de ônibus do transporte público se intensificou nos últimos dias da semana passada, com o início da participação de usuários, motivados pelo atraso das linhas. O Sindicato dos Traba­lha­dores em Transportes Rodo­viários no Estado de Goiás (Sindittransporte), que representa a categoria, informou que a manifestação não tem in­fluên­cia do sindicato e deu por encerrada as negociações por reajuste salarial, que fechou em 7%, como calculado pela Com­pa­nhia Metropolitana de Trans­porte Coletivo (CMTC).

A promessa do presidente do sindicato, Alberto Magno Bor­ges, era um aumento de 15%. A representatividade da categoria foi outra problemática, pois, o Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano de Goiânia e Região Metropolitana (Sin­di­coletivo) se posicionou contrário ao Sindittransporte, quanto ao acordo. Os protestos seguiram daí e efervesceram na quinta-feira, 15, culminando em pro­testos em frente ao Minis­té­rio Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO), Praça Cívi­ca, Ter­minais Praça A e Der­go, além da Avenida Anhan­gue­ra e Terminal Padre Pelá­gio. Na manhã do dia seguinte, quatro manifestantes foram presos e houve paralisação do serviço no Eixo Anhanguera, protesto nos terminais Ban­deira, Praça da Bíblia, Veiga Jardim, além da Avenida T-9 ter sido fechada para manifestação. Seis terminais registraram problemas comprometendo várias linhas de ônibus.

Protestos ressurgem na Turquia, após explosão de mina

Após tragédia em mina, protestos ressurgem contra o governo do primeiro-ministro islamita conservador Recep Tayyip Erdogan. A mina de carvão em Soma, região oeste da Turquia, explodiu e causou a morte de quase 300 mineiros. As buscas continuaram na sexta-feira, 16, pois 18 trabalhadores continuavam desaparecidos. Os protestos acusavam Erdogan de indiferença com a catástrofe. “Os acidentes são parte da própria natureza das minas”, disse o primeiro-ministro aumentando ainda mais a revolta popular.

Além disso, imagens de um assessor do premier agredindo um manifestante foram divulgadas nas redes sociais, porém o incidente não foi confirmado. Erdogan deve se anunciar, nas próximas semanas, candidato para a eleição presidencial de 10 de agosto. O acidente pode ter sido provocado por uma explosão de pó de carvão.

Mercadante fala da tática inflacionária do governo

O novo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante admitiu que o governo federal segura preços de combustíveis e energia para evitar impactos nos índices gerais de inflação. Mercadante renegou o termo “controle de preços”, mas afirmou que a política é em defesa do cidadão. “O que está sendo proposto neste país, a pretexto de reduzir a inflação, é voltar com desemprego, com arrocho salarial e recessão”, disse. O ministro ironizou a estratégia como um “museu de novidades”. Ainda disse que o efeito dos reajustes se diluirá no tempo. “Se fizer um reajuste muito alto, aumenta o custo da produção, perde a competitividade. Aí, vendo menos, produzo menos e emprego menos”, afirmou. Sobre a crise do abastecimento de água, em uma São Paulo governada pela sigla do PSDB, Mercadante disse ser evidente a falta de investimento prudencial.

Justiça aceita denúncia sobre Riocentro

A Justiça Federal do Rio de Ja­nei­ro aceitou a denúncia do Mi­nis­té­rio Público Federal contra seis agentes do regime militar, acusados por en­volvimento no atentado Rio­cen­tro, em abril de 1981. A juíza da 6ª Va­ra Criminal Federal, Ana Paula Vieira de Carvalho, considerou os crimes pelos agentes da ditadura como contra a humanidade e im­pres­critíveis. O caso cabe à Justiça comum e não militar, pois envolve crimes sistemáticos e frequentes. Os generais reformados Newton Cruz, Nilton Cer­queira e Edson Sá Rocha, o coronel reformado Wilson Ma­cha­do, o major reformado Divany Car­va­lho Barros e o ex-delegado Cláu­dio Guerra terão de responder à a­ção penal. “Passados 50 anos do gol­pe militar de 1964, já não se ig­no­ra mais que a prática de tortura e ho­micídios contra dissidentes políticos naquele período fazia parte de uma política de Estado”, afirmou a juíza.

Prefeitura é acionada por desafetação de áreas

Vereadores de Goiânia propõem ação judicial contra o projeto de desafetação de 18 áreas públicas da prefeitura. O texto foi publicado na sexta-feira, 16, no Diário Oficial do Mu­nicípio, após ser aprovado na Câmara Municipal de Vereadores. O grupo alega que o projeto da Prefeitura de Goiânia irá vender as áreas com finalidade de especulação imobiliária. Também questionam um erro jurídico quanto à alteração do plano de desenvolvimento urbano e seus eixos de desenvolvimento, pois modifica as características das edificações. As áreas farão parte dos Projetos Diferenciados de Urbanização, o que permitirá o adensamento por meio da verticalização dos imóveis. O projeto de desafetação foi aprovado por 19 votos a 11, em definitivo, na Câmara de Verea­dores, na terça-feira, 13.

Com Toffoli, campanha eleitoral se acirra

O ministro Dias Toffoli as­sumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na terça-feira, 13, no lugar de Marco Aurélio Mello. Com a consolidação de uma composição mais liberal na Corte com Toffoli, a tendência é favorecer o acirramento eleitoral deste ano. Mello presidiu o TSE por três vezes e se destacou pela rigorosidade e votou por sucessivas multas aos dois últimos presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, por denúncias de campanha antecipada. Já Toffoli compreende que se não há pedido explícito de voto, não há como condenar as atitudes dos candidatos e, por isso, as punições serão apenas se houver flagrante de descumprimento da lei. O novo presidente do TSE foi fiiado ao PT, tendo sido advogado do partido.

Em meio a nova presidência no TSE, o PT apostou no discurso do medo contra adversários. Um comercial, de um minuto de duração, foi exibido também na terça-feira, nas TVs abertas. Para Aécio Neves, foi uma “triste” iniciativa. Já E­duardo Campos, classificou como um “grande tiro no pé”.

semana1

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