Preso suspeito de assassinatos de mulheres

Delegado Deusny Silva: motivos da prisão não foram revelados Fernando Leite/Jornal Opção

Delegado Deusny Silva: motivos da prisão não foram revelados
Fernando Leite/Jornal Opção

A polícia goiana prendeu, na sexta-feira, 8, um homem suspeito de envolvimento em pelo me­nos dois “fatos” que podem estar relacionados à onda de assassinatos contra mulheres em Goiânia. O superintendente de Polícia Judiciária da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, Deusny Aparecido Silva, não especificou que “fatos” seriam esses, sejam homicídios e/ou tentativas de homicídios, por exemplo. O delegado não quis especificar quais os motivos que levaram à prisão do investigado, mas afirma ter informações suficientes para acreditar em seu envolvimento. A polícia não sabe as motivações do rapaz com os crimes e o suspeito nega a autoria. O homem tem diversas passagens pela polícia por roubo à mão armada, formação de quadrilha e ou­tros. No momento de sua abordagem, na noite do dia anterior, foram apreendidas uma moto preta e roupas da mesma cor –– indumentária atribuída ao suposto serial killer, que estaria atuando na cidade. Apesar disso, nenhuma arma foi localizada. “Te­mos algumas outras situações que nos levaram ao pedido de prisão, mas não posso dizer o que encontramos na investigação que nos levou até ele”, afirma o delegado. O superintendente ainda disse que outros mandados de prisão devem ser cumpridos nos próximos dias. O envolvimento do suspeito preso nos crimes recentes continuará sendo investigado. Até o dia da prisão, 13 mu­lheres foram mortas.

 

Fraude no Palácio

Os perfis na Wikipédia dos jornalistas de economia Míriam Leitão, colunista do “O Globo”, e de Carlos Alberto Sardenberg, âncora da CBN nacional e da Rede Globo, foram alterados a partir da rede de internet do Palácio do Planalto. O objetivo era o de criticá-los na enciclopédia colaborativa virtual. O site permite que qualquer usuário da internet insira ou exclua informações. As fraudes foram praticadas a partir do IP (sigla em inglês, Internet Protocol) da Presi­dência da República. Com o número do protocolo 200.181.15.10 foi possível identificar que os textos sobre os dois profissionais foram adulterados nos dias 10 e 13 de maio de 2013. O planalto informou que é “tecnicamente impossível” identificar os responsáveis pelas modificações, pois não há mais registros dos acessos.

 

Na faixa de pedestre

Vítima de atropelamento na noite de segunda-feira, 4, morreu na madrugada seguinte Jéssyca Nunes. Ela foi atropelada em frente ao Campus V da Pontifícia Univer­sidade Católica de Goiás (PUC-GO), no Jardim Goiás, onde cursava jornalismo. Com o impacto, sofreu traumatismo craniano. Foi socorrida e encaminhada para o Hospital de Urgência de Goiânia (Hugo). Ela sofreu uma parada cardíaca e não sobreviveu. Professores da instituição e jornalistas consternam a perda da jovem. Jéssyca estava na faixa de pedestres. Estudantes do Campus reclamam, constantemente, quanto à localização da faixa, que fica longe da entrada da universidade e os veículos trafegam em alta velocidade pela avenida, quase sempre não respeitando a sinalização para passagem dos pedestres. Ironicamente, a moça de 23 anos cursaria a disciplina de Comunicação e Cidadania, em seu último período de graduação. Jéssyca deixa uma filha de 4 anos.

 

Inflação estável

O índice de inflação oficial do Brasil ficou estável no mês de julho, registrando alta de apenas 0,01%. Assim, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulado em um ano, voltou para 6,5%, o teto da meta. A variação é a menor registrada desde 2010, quando o índice foi igual em julho, com 0,01% e 0% no mês anterior. O dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e ficou abaixo do previsto por analistas, que era de 0, 03% a 0,17%. A queda da inflação teve influência dos setores de Transporte, com redução para 0,98% e Despesas Pessoais, com fechamento de 0,12%. No Transporte, o motivo foi pelas passagens aéreas e nas Despesas Pessoais foram os hotéis, cujos preços foram influenciados pela Copa do Mundo.

 

Kirchner culpa o Brasil por crise

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, culpa o Brasil pela queda do PIB no país. Segundo ela, a recessão pela qual a Argentina passa não é isolada de outros países e o baixo crescimento do Brasil é uma das razões pelo semestre de recuo econômico argentino. “O Brasil tem um crescimento previsto de 1,3%, em 2014, e é o nosso principal sócio comercial”, afirmou a presidente na sexta-feira, 8, em alusão à projeção do FMI. A indústria automotiva brasileira é citada como motivo para as baixas exportações argentinas de autopeças. Além disso, o congelamento dos pagamentos da Argentina a parte dos credores, pelo juiz americano Thomas Griesa, até que o país feche acordo com todos que têm dívida, foi mencionado por Kirch­ner. Ela diz que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, poderia intervir na decisão do juiz: “Quando o mesmo fundo ‘abutre’ quis embargar os fundos do Congo, um deputado republicano interveio”.

 

Polícia prende maior grupo de tráfico de drogas

O maior grupo de distribuição de pasta base de cocaína de Goiás e do Distrito Federal foi desbaratado pela Delegacia Estadual de Repressão a Nar­cóticos (Denarc) após dois anos de investigação. De acordo com a Polícia Civil, a quadrilha movimentou quase dez toneladas da droga entre 2012 e 2013 e, nesse período, os criminosos lucraram R$ 83 milhões. Se refinado, o entorpecente resultaria em cerca de 60 toneladas de cocaína. A organização foi revelada por meio da Operação Esmeralda, que resultou na prisão de chefe do grupo, Marcelo Gomes de Oliveira, de 34 anos, e de mais 14 pessoas. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Odair Soares, outros três suspeitos estão foragidos. O braço direito do mentor do grupo era José Carlos Moreira Cunha, responsável pelo controle do dinheiro, do estoque de drogas, do gerenciamento de imóveis e da aquisição de dólares e de veículos. “A investigação revelou uma quadrilha compartimentada, profissionalizada e estruturada financeiramente”, disse Odair Soares. Além da distribuição de pasta base de cocaína, o grupo é acusado de latrocínio, lavagem de dinheiro, roubo, falsificação e uso de documento falso.

 

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