Médico é preso sob vaia de “monstro” e “maníaco”

Roger Abdelmassih é escoltado por policiais: condenação a 278 anos  pelo estupro de 37 mulheres

Roger Abdelmassih é escoltado por policiais: condenação a 278 anos pelo estupro de 37 mulheres

O ex-médico Roger Abdel­massih, 70 anos, foi preso na terça-feira, 19, em Assunção, capital do Paraguai. Abdel­massih foi condenado em primeira instância a 278 anos pelo estupro de 37 mulheres. Ele foi recebido em São Paulo no dia seguinte sob gritos de “monstro” e “maníaco”. Conhecido como “médico das estrelas”, estava foragido há mais de três anos.  Ele usava peruca e se passava por outra pessoa, Ricardo Galeano. Sem disfarce, foi preso em uma operação conjunta da polícia do Paraguai e da Polícia Federal brasileira. “Para nós, é uma felicidade muito grande. E é liberdade, porque quando ele foi solto eu fiquei presa”, disse Vanuzia Lopes, uma das vítimas que fizeram questão de vê-lo preso. As autoridades investigam se houve participação de familiares e políticos no plano de fuga e no dia a dia da vida secreta do ex-médico. Os bens de Abdelmassih teriam sido transferidos a terceiros para que não fossem bloqueados pela Justiça. No período de 10 a 30 dias, o ex-médico ficará em uma cela sozinho, longe dos outros detentos e poderá receber, apenas, a visita de advogados.

 

Governo estimula crédito

O governo federal lançou novo pacote de estímulo ao crédito. O cenário do lançamento é de crise econômica e de um quadro de recessão durante a campanha eleitoral. As medidas foram anunciadas pelo Banco Central e pelo Ministério da Fazenda e combinam a injeção de dinheiro no sistema bancário, afrouxamento dos controles das concessões de empréstimos, além de normas para o financiamento de imóveis e veículos. A oferta pode ser elevada em até R$ 25 bilhões. Os bancos comemoram o pacote, que deve favorecer o ambiente para o crédito no Brasil, mas alertam que, em curto prazo, as medidas não serão significativas.

 

Arrecadação federal cai em 1,6%

Segundo dados da Receita Federal, divulgados na sexta-feira, 22, a arrecadação federal caiu 1,6% e fechou o mês de julho como o pior em quatro anos. Devido o fraco desempenho da economia e as desonerações de tributos, feitas pelo governo, a arrecadação de impostos e contribuições federais, além das outras receitas, somou R$ 98,81 bilhões em julho deste ano. As atividades já estavam lentas e, praticamente, estacionaram no mês anterior, quando a Copa do Mundo no Brasil começou. O Fisco argumentou que que a arrecadação foi impactada pelos dias úteis a menos no mês.

 

Em benefício do mercado e Banco Central

A coordenadora do programa de governo de Marina Silva, Maria Alice Setubal, afirma que a candidata à Presidência pelo PSB reafirmará os compromissos feitos por Eduardo Campos, que faleceu no dia 13, sobre conceder autonomia formal em lei ao Banco Central. Ela disse que, ao longo da campanha, economistas se aproximaram e terão o perfil de “operadores” do mercado, compensando a característica acadêmica da maioria dos conselheiros da Marina. Essa é uma tentativa da candidata se qualificar como confiável para os especialistas do ramo financeiro e empresarial. A meta, segundo a coordenadora, é que inflação anual fique em 4,5% e que será perseguido o porcentual de 3%. Maria Alice é acionista do Banco Itaú.

 

Médicos ficam livres do vírus ebola

Depois de quase três semanas de tratamento, dois americanos que se infectaram com ebola na Libéria receberam alta em um hospital em Atlanta, nos Estados Unidos, após receber tratamento com medicamento experimental. A liberação do médico Kent Brantly, 33 anos, e da missionária Nancy Writebol, 59, foi na quinta-feira, 21. O médico Bruce Ribner, do Hospital Universitário de Emory, onde os dois estavam internados, informou que eles não impõem nenhum risco para a saúde pública. Branlty afirmou, enquanto segurava as mãos de sua mulher: “Hoje é um dia milagroso” e completou que está muito feliz por estar vivo e ter reencontrado sua família. A medicação, chamada ZMapp, foi ministrada enquanto Brantly ainda estava na Libéria.

 

Governo de Paulo Garcia é rejeitado por mais da metade dos goianienses

A administração do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), foi reprovada por mais da metade da população goianiense. O governo do petista, que enfrenta problemas financeiros e administrativos, teve desempenho considerado como péssimo (34, 3%) ou ruim (20,8%). O prefeito disse que recebeu a pesquisa com humildade e acato e afirmou que a insatisfação é fruto de mais de 80 anos de estruturação da capital, que reflete nas situações atuais. Segundo ele, “não é rejeição, é não aprovação”. Crise da coleta de lixo, causada pela falta de pagamento de uma das empresas que alugavam os caminhões para prefeitura, problemas no serviço tapa-buracos e no viaduto da Marginal Botafogo são motivos da reprovação, além do pagamento da folha de funcionários do Paço Municipal, que chegou a ter alerta de descompasso. Os dados são da pesquisa Serpes, feita pelo O Popular e foi divulgada na quinta-feira, 21.

 

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