Após manifestação, passagem sofre aumento e pacote de melhorias é previsto

Protesto na UFG contra aumento da tarifa terminou com queima de um veículo da frota  | Foto: Marcelo Gouveia

Protesto na UFG contra aumento da tarifa terminou com queima de um veículo da frota | Foto: Marcelo Gouveia

A Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC) de­terminou o acréscimo de 10 centavos à tarifa de ônibus, elevando a passagem para R$ 2,80. O novo preço foi determinado na quarta-feira, 16, um dia após a manifestação no Cam­pus Samambaia da Uni­ver­si­dade Federal de Goiás, onde um ônibus foi queimado e cin­co linhas fo­ram prejudicadas. O novo preço valerá a partir do dia 3 de maio. Além do reajuste, a reunião estabeleceu medidas já previstas em contrato. O pa­cote de melhorias para o setor de transporte público prevê dez benfeitorias, como a vol­ta do programa Ganha Tem­po, para outubro deste ano, e mais novos 300 veículos.

“Com essas mudanças a­nunciadas esperamos uma melhor qualidade no transporte coletivo. A tarifa vai a R$ 2,80. É isso que eu tenho a dizer”, afirmou, emocionado, o secretário da Infraestrutura e presidente da CDTC, João Balestra. A previsão era de que o valor da passagem subisse para R$ 2,90. Po­rém, explicou a presidente da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), Patrícia Veras: “Temos no nos­so contrato de concessão regras para calcular o valor da tarifa. Tínhamos calculado a tarifa anterior em R$ 2,90. Mas, com as desonerações, esse valor pode ser reduzido, e ainda acompanhado por um pacote de qualidade”.

Os protestos do “Dia de Lutas Contra o Au­mento da Tarifa”, na terça-feira, foi realizado pela Frente de Luta pelo Transporte Coletivo e reivindicava, também, a volta do programa Ganha Tempo e o fim da precariedade do sistema de transporte.

 

semana.qxdEntre Aspas

Presidente da União Goiana dos Policiais Civis (Ugopoci), Ademar Oliveira, sobre reajuste dos benefícios da categoria.

Vamos lutar até o último dia. Se preciso, negociaremos com o próximo governador”

 

Transferência da Celg D à Eletrobrás deve ser melhor analisada

O Ministério Público de Goiás (MPGO) recomendou ao governador Marconi Perillo (PSDB), que não transfira o controle da Celg D à Eletrobrás, antes que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) se manifeste sobre a prorrogação do contrato de concessão. Assim, após a avaliação da Aneel, Marconi realizará uma análise sobre a viabilidade da transferência. O MP havia instalado inquérito para investigar supostas irregularidades no processo de transferência. De acordo com a promotora de Justiça Villis Marra, a presidência da Celgpar confirmou irregularidades, como a transferência de 51% das ações da Celg D à Eletrobrás, o que pode causar prejuízo de R$ 7 bilhões. Sem a avaliação da Aneel, a transição pode causar danos ao patrimônio público estadual. Por exemplo, se houver renovação da concessão e caso haja inviabilidade técnica.

Fica 2014 divulga obras selecionadas

O Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), na cidade de Goiás, terá 32 filmes na Mostra Competitiva. Foram inscritos mais de 453 filmes, sendo 258 estrangeiros e 195 nacionais. Foram selecionados cinco curtas-metragens goianos. Com critérios de preservação da diversidade e qualidade, também foi divulgado a lista dos artistas goianos que se apresentarão nesta edição, selecionados por curadoria especializada. Entre eles, os artistas Grace Carvalho, Johnny Suxxx & Fucking Boys, Abluesados e Marcus Bian­cardini. A 16° edição do Fica (de 27 de maio a 1º de junho) homenageará o escritor, poeta, contista e historiador José Mendonça Teles.]

O “caso IBGE”: judicialização da Pnad

Após o DEM protocolar um re­que­rimento de esclarecimento na Câ­mara dos Deputados, a ministra de Pla­nejamento, Miriam Belchior, afirmou que um erro nos dados da Pes­qui­sa Nacional por Amostra de Do­micílios Contínua (Pnad Con­tí­nua) po­de levar a pesquisa à judicialização. Na quarta-feira, 16, cer­ca de 200 técnicos do Instituto Bra­sileiro de Geo­gra­fia e Estatística (IBGE) se reuniram em frente à sede do órgão em pro­testo à decisão da presidente do IBGE, Was­má­lia Bivar, de suspensão até 2015, da divulgação dos resultados da Pnad. O “caso IBGE” envolve a me­­todologia, que agora prevê o le­van­tamento da renda domiciliar per capita para o cálculo para o Fundo de Par­ti­­­cipação dos Estados (FPE), e o ca­len­dário do órgão, que não prevê a pesquisa completa para janeiro de 2015.

PF abre nova investigação sobre a Petrobrás

Com objetivo de rastrear fraudes em licitações, desvios de recursos públicos, corrupção ativa e passiva e sonegação fiscal em contratos com a Petrobrás, a Polícia Federal (PF) a­briu, na operação Lava Jato, uma no­va linha de investigação. Na terça-fei­ra, 15, a PF concluiu quatro inquéritos e indicou 46 investigados, en­tre eles o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Pe­trobrás, Paulo Roberto Costa, in­diciado por crimes de organização cri­minosa, falsidade ideológica e la­vagem de dinheiro. O ex-diretor da á­rea internacional da petroleira, Nes­tor Cerveró, afirmou no dia se­guinte que não houve “intenção de en­ganar” o conselho e que houve consenso da diretoria e dos conselheiros sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). A pre­sidente Dilma Rous­seff se declarou comprometida com a apuração e punição no caso.

Envolvimento de Vargas com doleiro afeta PT

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) declarou que a relação entre o deputado federal e vice-presidente da Câmera dos Depu­tados, André Vargas (PT-PR), e o doleiro Alberto Yous­sef “é um envolvimento que não encontra justificativa para ter acontecido e acaba impactando o PT na política”. O parlamentar anunciou na terça-feira, 15, a desistência de renúncia ao mandato, cuja intenção foi declarada um dia antes.

O deputado está envolvido com o doleiro Youssef, pre­so pela operação Lava Jato da Polícia Federal por suspeita de participação em lavagem de dinheiro (cerca de R$ 10 bilhões). Var­gas estava sob pressão do PT para renunciar, uma vez que poderia prejudicar as campanhas de Dilma Rousseff, à reeleição, e da senadora Gleisi Hoffmann, ao governo do Pa­raná. O deputado faria parte da coordenação da cam­panha da senadora. Hof­fmann afirmou não poder julgar o deputado, mas acredita que o episódio se arrastará pela campanha eleitoral.

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