Justiça goiana autoriza aborto de feto com síndrome rara

Doença acomete sistema nervoso e coração do bebê. Grande parte das gestações de crianças com esta anomalia acaba em interrupção espontânea

Síndrome foi diagnosticada por vários especialistas por meio de ultrassom | Foto: Divulgação

Síndrome foi diagnosticada por vários especialistas por meio de ultrassom | Foto: reprodução

A 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás autorizou, nesta quinta-feira (17/12), que uma mãe abortasse depois de descobrir, no exame pré-natal, que o feto era portador da síndrome de Edwards, uma má-formação congênita. A doença é resultado da trissomia do cromossomo 18 e acomete o sistema nervoso e o coração da criança.

Segundo os advogados que representaram a mulher, Antonio Henriques e Danilo Gouvea, vários especialistas atestaram a síndrome. Segundo a empresa do ramo de análises genéticas Chromosome, crianças com a doença têm “frequentemente, coração e cérebro defeituosos, além de desordens congênitas em outros órgãos”. Elas também podem “nascer bem pequenos e ter um crescimento lento”.

Os abortos espontâneos são comuns no caso da doença, como aponta a Chromosome: “Muitas das gravidezes diagnosticadas com Trissomia 18 são naturalmente abortadas”.

Quando não ocorre aborto, o bebê normalmente tem no máximo algumas semanas de vida. “Apenas 5 a 10% dos bebês com Trissomia 18 vivem mais de 1 ano”, diz a empresa. “Bebês com Trissomia 18 normalmente têm defeitos de nascimento que colocam a vida em risco e deficiências intelectuais graves”, acrescentam.

A sentença foi assinada pelo juíz Jesseir de Alcântara, para quem está “comprovado que é impossível a sobrevida do feto”. Ele acrescentou ainda que “a requerente corre sérios riscos para sua saúde física e mental, tenho que deve ser autorizado o aborto”.

 

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Sorte que o caso não caiu no radar dos “protetores da família”.

Sorte que a criança abortada não era você, não é mesmo?

Sorte também do feto abortado: Muito antes de desenvolver o sistema que permitiriam sentir incômodo, teve sua vida cessada. O que aconteceria de qualquer forma — só que na versão dos protetores da família, teria que submeter a mãe ao suplício de sustentar uma gravidez arriscada por um bebê que não teria condições de sobreviver depois de nascido.

E se eu fosse o bebê abortado? Como disse Mark Twain: “Estive morto por bilhares e bilhares de anos antes de nascer. Isto não me parece ter trazido nenhum incômodo”

Um deformado não merece viver porque isso “incomoda”…Hiltler concordaria com você.

Godwin’s law: VOCÊ PERDEU A DISCUSSÃO.

Não é o caso de ser deformado. É o caso que não sobreviveria. Não iria sobreviver apesar do amor e fé. Não fui eu, você ou Hitler que causou a deformação fatal. Na natureza, às vezes, acontece. Ou na acepção dos cristãos, “Deus quis assim”.

Quer dizer que o sentido da vida humana consiste em “não sentir incômodo”? Pensamentos como estes é que levam psicopatas a criarem grupos de extermínio de mendigos e indigentes das ruas. Pensamentos como estes respaldaram o extermínio de judeus nos campos de concentração nazista e nos gulags soviéticos. No dia em que a vida de um inocente indefeso tiver que ser sacrificada para evitar “incômodos” teremos nos rebaixado ao nível da bestialidade; não melhores do que as hienas da África que comem a carniça de seus próprios semelhantes dando risada. Mostre-me que autor da literatura médica afirma que toda gestação… Leia mais
Você agora quer que um feto com má formação, que se chegasse a nascer não conseguiria se sustentar por si só e morreria no primeiro ano, é igual a “mendigos, indigentes, vítimas do holocausto e dos regimes socialistas”. Menos, né. À priori, toda gestação incute riscos. Basta ver que as grávidas são proibidas, por qualquer médico, a esforço desnecessário, repouso pré e pós-natal. Eles não fazem isto porque é legal, mas para poupar de riscos desnecessários. Não vou atrás de literatura sobre isto, converse com qualquer obstetra. Na carta, a ideia é aquela coisa de sempre: A condição feminina é… Leia mais
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