Iris ignora lei federal e Guarda Civil deve deixar de patrulhar bairros de Goiânia

Por fora dos debates mais recentes sobre segurança pública, prefeito anunciou que a corporação voltará a se dedicar exclusivamente em zelar dos prédios públicos da capital

Iris Rezende durante evento da GCM no início do ano | Divulgação

A lei federal de número 13.022, de 8 de agosto de 2014, institui como principais funções das guardas municipais o patrulhamento preventivo, a preservação da vida, a proteção dos direitos humanos fundamentais, entre outras atribuições.

Ignorando, entretanto, o que deixa bem claro a legislação, o prefeito Iris Rezende (PMDB) informou, em entrevista coletiva, nesta terça-feira (27/6), que a Guarda Civil Metropolitana de Goiânia (GMC) voltará a se dedicar exclusivamente em zelar dos prédios públicos da capital, e não mais trabalhar no patrulhamento preventivo dos bairros.

“Vai cuidar da segurança dos prédios públicos da capital, como praças, parques. escolas etc. A Guarda estava se misturando com a Polícia Militar e vamos fazer tudo dentro da lei e exigir o cumprimento do dever”, afirmou à imprensa.

Vereador GCM Romário Policarpo | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Além de ignorar a lei, Iris também se recusa a encarar os mais recentes debates sobre a municipalização da segurança pública. É o que entende o vereador e também guarda civil Romário Policarpo. Em entrevista ao Jornal Opção, ele lembra que há índices que apontam queda da criminalidade nas regiões em que a GCM atua realizando serviço de patrulhamento preventivo.

“Na região Noroeste, por exemplo, houve uma redução de 87,5% na criminalidade após a atuação da corporação. Já o Setor Novo Mundo ficou 23 dias sem registro de homicídios”, exemplificou.

Policarpo afirma que a municipalização da Segurança Pública é o que há de mais moderno no setor e define como “retrocesso para Goiânia” retirar os guardas da rua.

Sobre a declaração de que a corporação tem se “misturado” com a Polícia Militar, o vereador lembra que a própria PM incentiva a integração das forças e explica que as atribuições são diferentes. “A PM realiza o patrulhamento ostensivo e a Guarda o patrulhamento preventivo.”

Ao lembrar que a Câmara de Goiânia tem defendido a municipalização dos mais variados serviços na capital, Policarpo avalia que a Casa de leis não coadunará com as intenções do prefeito. “Serei o primeiro a me posicionar contrário”, finaliza.

Deixe um comentário

Vergonha esta gestão do Iris. Não fez nada pela saúde e educação. Agora o cidadão que já sofre com a violência perde serviço de policiamento municipal. E o pior que prédios vai continuar sendo arrombados, porque não tem contigente para a pretensão de Iris. Os tempos mudaram, íris parou no tempo e no modelo de segurança dos anos 60. Tudo por vaidades, não quer ajudar o estado por pretensão política.

Não é atoa que ele e conhecido como dinossauro suas ideias ultrapassadas do século passado infelizmente não se atualizou.

Finalmente uma boa açao, das ruas cuida o estado, o qual devemos cobrar melhorias e um maior contingente de milirares, a guarda civil deve se preocupar com nossos parques e espaços municipais combatendo os traficantes e ladrões em principal nossas creches e escolas onde estão sendo alvo contínuo de roubo e depredaça.

Uma boa ação mesmo, a criminalidade agradece, o estado não tá dando conta mas, o senhor está parado no tempo, bom é pro guarda que vai ficar tranquilo resebendo um salário sem fazer nada, ruim e pra população pois a criminalidade vai alimenta.

A visão do Prefeito não vejo como retrógrada mas como contenção de gastos. No entanto é inviável lotar um GCM em cada prédio público municipal. Outro ponto a ser além da efetivação do trabalho desempenhado pela corporação através dos dados técnicos apresentados, é que através do patrulhamento preventivo o tempo de resposta é muito maior. A logística deve ser utilizada com inteligência. É necessário o monitoramento por câmeras e alarmes sendo que a guarda faça o monitoramento na sua central. Para isso cabe investimentos e manutenções e o executivo municipal quer simplesmente cortar gastos, e fazer segurança pública enxugando gelo.… Leia mais

O íris está correto…o artigo 144 par 8 é claro proteção do patrimônio… Essa é a atividade Constitucional. Precisamos da nossa guarda realizando esse importante papel…Cmeis sendo roubados , postos de saúde desprotegido e parque cheios de marginais…esses é o trabalho importante para guarda.

Antes de falar de GCM, vamos estudar e si atualizar, o que fala a última parte do testo, “o que dispuser a lei” o que dispõe da lei e a lei 13022/14, e outra, a segurança pública está cada dia pior, o Guarda escondido em posto e menos agentes na rua fazendo a proteção da população, quem PERDE E A POPULAÇÃO, NÃO O GUARDA, pq o salário de um Guarda de Goiânia e uns 4mil

A guarda precisa realmente cumprir seu dever Constitucional para depois se envolver em outras atividades. Os Cmeis , escolas postos de saúde ,parques sem guarda e a população está desprotegidas porque uma lei inconstitucional (ADI em andamento para 13022 parecer do procurador Rodrigo Janot dando parecer pela inconstitucionalidade da lei) da a ela de forma desorganizada funções atípicas e incostitucionais. Ou anulando está lei logo ou criamos outra guarda…porque ela faz muita falta deixando de realizar seu trabalho Constitucional . (Patrimônio público)

Em andamento, não foi julgado, a lei está em vigor, quem é contra a Guarda, e a favor da criminalidade, em todo país de primeiro mundo o policiamento é Municipais, a criminalidade agradece

Esse prefeito é louco ?

wpDiscuz