“O português brasileiro precisa ser reconhecido como uma nova língua. E isso é uma decisão política”

Um dos mais importantes linguistas do País, professor da UnB diz que na academia se faz política o tempo todo e se assume militante da causa do idioma nacional

Foto:  Fernando Leite/Jornal Opção

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Marcos Nunes Carreiro e Elder Dias

Na quarta-feira, dia 10 de junho, se comemorou o Dia da Língua Portuguesa. A data marca a morte de Luiz de Camões, em 1580, considerado o maior escritor da história de Portugal. A depender do professor Marcos Bagno, talvez essa data pudesse mudar para o dia 29 de setembro — a data da morte de Machado de Assis, em 1908. O autor de “Preconceito linguístico: o que é, como se faz” é também um assumido acadêmico militante. E com causa definida: luta para a oficialização de uma nova língua, o português brasileiro. “É preciso dizer, com todas as palavras, em alto e bom som: o português brasileiro é uma língua e o português europeu é outra. Muito aparentadas, muito familiares, mas diferentes”, resume.

Para ele, já existe outro sistema linguístico totalmente diferente do português lusitano no português falado hoje no Brasil. E Bagno, nas palestras que faz em congressos e seminários por todo o Brasil, leva, em slides e apontamentos, as evidências científicas do que afirma. Mas não é na ciência que baseia o sucesso da empreitada: “O cientista tem de assumir uma postura política e ideológica. Tem de declarar suas explicitamente crenças e seus valores. Não existe ciência neutra. Não existe nada que se faça em sociedade que não seja de forma política”, declara.

Doutor em Filologia e Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), Marcos Bagno é professor do Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução da Universidade de Brasília (UnB). Em 2012, seu romance “As Memórias de Eugênia”, ganhou o Prêmio Jabuti, considerado o maior da literatura brasileira. Ele também escreve uma coluna sobre língua portuguesa na revista “Caros Amigos”.

Por que o sr. defende uma gramática brasileira?
Pela necessidade que vimos detectando, há muito tempo, de que tenhamos no Brasil instrumentos descritivos, e até mesmo normativos, que apresentem, da maneira mais honesta e real possível, a nossa língua: o português brasileiro. Mesmo as variedades urbanas de prestígio são muito diferentes da norma padrão veiculada pela tradição gramatical da língua. Faço a citação de um linguista português, o professor Ivo Castro [da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com doutorado em Linguística Portugue­sa]. Ele diz o seguinte (lendo): “Minha opinião de que a separação estrutural entre a língua de Portugal e a do Brasil é um fenômeno lento e de águas profundas, que é fácil e, a muitos, desejável não observar, assenta-se no convencimento de que a fratura do sistema linguístico existe, mas não é aparente a todos os observadores nem é agradável a todos os saudosistas.”

Muitas vezes quando nós, brasileiros, falamos sobre a necessidade de reconhecer o português brasileiro como uma língua autônoma e com um sistema linguístico próprio, ouvimos que isso é nacionalismo, maluquice ou desvario de “gente de esquerda”. Mas aqui eu trago a palavra de um especialista português que reconhece que, de fato, já existe uma “fratura”, como ele diz, que separa as duas línguas. São línguas muito próximas, claro, aparentadas. Mas já com características muito evidentes que nos permitem, de fato, fazer uma descrição mais própria do português brasileiro — inclusive usando esse nome.

Mas como fica a proposta de uma união linguística entre os países chamados lusófonos?
Essa ideia de que exista uma coisa chamada “lusofonia”, com vários países de língua portuguesa, é uma bobagem. É uma posição absolutamente neocolonial e que não tem nada a ver com a realidade. Não é nada mais do que um projeto profundamente português. Aqui no Brasil, quando se fala em lusofonia, as pessoas nem sabem o que é. Somos, no Brasil, 90% dos falantes de português no mundo. Então, se alguém tem de mandar na língua somos nós, embora os portugueses achem isso terrível (risos). Eles não têm a menor importância numérica no mundo, comparando-os ao Brasil, mas ainda têm esse saudosismo imperial de querer mandar na língua. Mas a coisa é diferente.

E a partir de que o sr. afirma que já temos um português brasileiro como língua?
Todos os exemplos que trago são extraídos da escrita de gêneros mais monitorados. Por quê? Porque, quando as inovações linguísticas atingem esse extremo [de estar aparente em textos mais formais, como jornais e revistas científicas], isso significa que a mudança linguística já se completou e se constitui então uma regra da gramática da língua. O professor Marcuschi [Luiz Antonio Marcuschi, linguista, professor titular da Uni­versidade Federal de Pernambuco e com doutorado na Universitat Erlangen-Nurnberg (Friedrich-Alexander), Alemanha], de quem eu tive a honra de ser aluno no Recife, estabeleceu, já há algum tempo, esse continuum de gêneros, do mais falado ao mais escrito, mostrando que não há essa separação rígida que as pessoas há 2 mil e quinhentos anos acreditam que exista. Na verdade, temos uma língua só e duas modalidades de uso [fala e escrita] com um continuum de gêneros.
A mudança linguística ocorre na língua falada mais espontânea. À medida que essas inovações linguísticas vão sendo adotadas por mais falantes, vão progredindo até chegar à escrita mais monitorada.

Mas então nós, brasileiros e portugueses, não escrevemos basicamente em um mesmo português formal?
Vou citar exemplos de fenômenos que já caracterizam a gramática do português brasileiro nas suas manifestações escritas mais monitoradas. Aquele papo de que “ah, na fala tudo bem, mas na escrita ninguém faz” é mentira. E a ideia de que pelo menos na escrita a língua nos une aos portugueses é falácia. A língua “zune”, não une (risos), porque tem muito ruído nessa história. Talvez em um extremo literário jurídico isso possa até fazer sentido, mas na língua escrita do dia a dia não é o que acontece.

Vou tratar de um único fenômeno para provar meu ponto, que é a questão da ordem das palavras. No português brasileiro, a ordem SVO [sujeito–verbo–objeto] — ou SVC [sujeito–verbo–complemento], como eu prefiro, porque nem todo complemento é objeto —, se gramaticalizou e se cristalizou, a ponto de reorganizar o processamento cognitivo que fazemos da sintaxe da língua. Com isso, ocorreram várias reanálises, que caracterizam hoje o português brasileiro de modo exclusivo, diferenciando-o não só do português europeu, mas também das demais línguas românicas. O português brasileiro é uma língua em que o papel sintático do sujeito, o papel semântico do agente e o papel pragmático do tópico são de primeiríssima importância.

E há muitas pesquisas que comprovam o surgimento dessa nova língua?
Os pesquisadores têm feito investigações interessantes mostrando que vários fenômenos do português brasileiro, de nossa gramática, se devem ao contato linguístico que ocorreu no Brasil, durante mais de 300 anos, com línguas africanas. A professora Charlotte Galves, da Unicamp [Uni­versidade Estadual de Campinas], por exemplo, tem publicado muito a esse respeito e de maneira muito convincente, assim como especialistas de outros países. Não quero, porém, tratar dessa questão do contato, mas do que hoje de fato existe.

Nós, como falantes, o tempo inteiro reprocessamos as informações que recebemos. Com o passar do tempo, esse reprocessamento vai alterando nossa interpretação dos enunciados. Isso é fantástico, nossa máquina gramatical na cabeça é absolutamente genial.

Na questão da concordância verbal, o enrijecimento da ordem SVC levou à reanálise de todo o constituinte posterior ao verbo como complemento. Assim, quando ocorre a inversão sujeito-verbo em verbo-sujeito, o sujeito é reanalisado como complemento, o que dispensa concordância, pois o verbo é considerado como unipessoal.

Então, no português brasileiro, tudo o que vem após o verbo é complemento, não há outra chance. Alguns exemplos: “A capital cresceu e com o desenvolvimento, veio também os problemas da cidade grande”, em texto publicado no “Correio do Povo”, de Campinas; “nesse contexto, podemos afirmar que resta ao professor de Língua Portuguesa apenas três caminhos a ser seguidos”, publicado com artigo em uma revista de linguística; “falta recenseadores para colher dados”, publicado no jornal “O Globo”. Ou seja, quando vemos esse fenômeno já instalado nessa escrita monitorada, é porque na fala isso já é uma regra praticamente categórica. Se gravarmos a fala espontânea dos brasileiros e das brasileiras no dia a dia, vamos encontrar 85% de não concordância de verbo quando o sujeito vem posposto ao verbo. É por isso que se diz, com a maior alegria, “oba, chegou as férias!” ou, na livraria, “já chegou os livros que eu encomendei?”. É o que acontece e isso já faz parte da gramática do português brasileiro. Outros exemplos: “A cada um minuto quatro coisas vendem” — vendem o quê?; “o pneu furou” — furou o quê? Para um português essa frase pareceria absurda, mas para nós, não. E esses são apenas alguns dos exemplos dentre os fenômenos com os quais podemos comprovar essa mudança na língua. Quem quiser se jogar do 15º andar fique à vontade, mas a língua mudou, e mudou dessa maneira.

E então podemos dizer que temos, de fato, duas línguas diferentes?
Sim. É preciso ressaltar que a linguística não toma decisões. Quem toma somos nós, linguistas. Cabe a nós dizer, com todas as palavras, em alto e bom som: o português brasileiro é uma língua e o português europeu é outra. Muito aparentadas, muito familiares (fazendo o sotaque lusitano), mas diferentes. Repito: não é um problema “da” linguística, mas dos linguistas. Nós é que vamos ter de decidir se o português brasileiro e se o português europeu são duas línguas diferentes ou não. É inútil esperar que a resposta venha em um formato científico, porque o científico, como algo acima de qualquer suspeita, é uma quimera. O cientista tem de assumir uma postura política e ideológica. Tem de declarar suas explicitamente crenças e seus valores. Não existe ciência neutra. Não existe nada que se faça em sociedade que não seja de forma política. Temos de assumir uma postura ideológica, porque é assim que acontece.

Então, ideologicamente , como acon­teceu nos países da antiga Iugoslávia, não seria mais interessante nos referirmos à nossa língua como “brasileiro”, em vez de “português brasileiro”?
O nome das línguas é uma questão muito complicada, porque depende das questões sociais, políticas, históricas etc. A antiga Iugoslávia se fragmentou em seis pequenos países e a língua que, então era considerada uma só, o servo-croata, agora se chama bósnio, croata, sérvio, montenegrino… Mas, para esses nomes aparecerem, ocorreu uma guerra horrorosa, muitas mortes, uma coisa terrível. A questão do nome atualmente, para nós, não é tão importante. Muito mais importante é afirmar a autonomia do português brasileiro. No Brasil, nós pesquisadores estamos sempre falando “português brasileiro”. Quem sabe daqui a alguns anos, apaguemos o “português” e fique só o “brasileiro”. Mas isso é uma questão eminentemente política.

Na década de 30, houve até uma proposta de lei na Câmara dos Deputados para que nossa língua passasse a se chamar brasileiro. Mas então houve a revolução, Getúlio Vargas tomou o poder e essa proposta foi esquecida. Para nós, professores e pesquisadores, o importante é afirmar essa distinção, essa autonomia da língua.

"Caetano Veloso diz que nos EUA preto é preto e branco é branco e a mulata “não é a tal”, porque lá não existe mulata. É muito diferente do brasil”

“Caetano Veloso diz que nos EUA preto é preto e branco é branco e a mulata “não é a tal”, porque lá não existe mulata. É muito diferente do Brasil”

Nossa diferenciação do português eu­ropeu, com o português brasileiro, não seria como a diferença entre o in­glês americano e o inglês britânico?
Cada país tem a sua história. A história da formação econômica, social e linguística do Brasil é muito diferente da história dos Estados Unidos e da do Québec [maior província do Canadá], por exemplo. As pessoas perguntam “por que você está dizendo que existe o português brasileiro? Existe o espanhol argentino? Existe o espanhol mexicano? Existe o inglês americano?”. Existe, sim. Mas as circunstâncias históricas da formação do português brasileiro são muito diferentes da formação do inglês americano, por exemplo. Basta lembrar que até 1960 era proibido por lei nos Estados Unidos o casamento entre pessoas negras e brancas. No Brasil, desde quando os portugueses vieram para cá faziam a festa com as índias e as escravas, também. Então, a formação étnica da nossa população é muito diferente da formação étnica dos Estados Unidos.

Por isso Caetano Veloso [cantor e compositor brasileiro] diz que nos EUA preto é preto e branco é branco e a mulata “não é a tal”, porque lá não existe mulata. É raríssimo encontrar nos EUA uma pessoa que seja mestiça de branco com negra ou negro com branca, porque até “ontem”, em 1960, isso era proibido por lei. A miscigenação no Brasil foi muito mais intensa e, evidentemente, a miscigenação linguística também. O português foi língua minoritária no Brasil durante todo o período colonial. Falava-se como língua geral o tupi e nossa população, até a época da Independência, era 75% mestiça.

O português só muito recentemente se tornou a língua hegemônica no Brasil. Esses contatos linguísticos do português com as línguas africanas e indígenas é o que configura o português brasileiro, diferentemente do que ocorreu nos Estados Unidos e no Québec. Nosso período colonial começa em 1500; no Québec depois de 1600, portanto, são cento e tantos anos de diferença. Os portugueses vieram para cá explorar, já os ingleses foram para os EUA fugindo da perseguição religiosa. Portanto, foi outro tipo de colonização, são outras histórias.
O que o sr. pensa do tratamento desse conflito entre português de Portugal e português brasileiro na escola? Quando um aluno diz que não sabe português, na verdade, está dizendo que não sabe as normas da gramática do português ensinado na escola.

Daria para falar sobre isso umas três horas. Em nossa cultura linguística, português é essa coisa nebulosa, essa nomenclatura gramatical. Uma pessoa que diz que não sabe português é porque acha que saber português é saber o que é uma oração subordinada substantiva objetiva direta completiva nominal reduzida etc. (risos). Então, como ninguém sabe isso — eu decorei, porque também não sei (risos) —, a pessoa acha que saber português é esse saber esotérico. Isso é uma cultura linguística transmitida pela escola, sem dúvida. No dia em que a nossa educação linguística abandonar esse tipo de trabalho e se concentrar no mais importante, que é letrar as pessoas, colocá-las para ler e escrever para um dia, quem sabe, no ensino médio, descobrirem que a língua pode ser analisada em partes chamadas “substantivo” e “sujeito”, aí sim, vai interessante.

Sabemos que 75% da população brasileira é analfabeta funcional. São 150 milhões de pessoas e, entre elas, estão nossos docentes de língua portuguesa. Não vamos nos iludir: já fiz trabalhos de coletas de textos escritos de professores de português no Distrito Federal, a unidade da Federação com renda per capita mais elevada, e vi que as pessoas escrevem pavorosamente mal. São professores de português formados e na ativa já há bastante tempo. Então, temos aí um grande imbróglio para resolver, a formação docente. Não adianta tentar resolver o que acontece na escola, sem resolver primeiro as questões que envolvem a formação das professoras e dos professores, e claro, as condições de trabalho das pessoas, para que elas não sejam espancadas em praça pública, como aconteceu recentemente no Paraná.

O Brasil, onde eram faladas tantas línguas de base africana e indígena, não poderia hoje ter uma outra língua que não fosse o português? Por que isso não aconteceu por aqui, como houve em outros países latino-americanos hoje bilíngues?
Existiu, durante o período colonial, a chamada língua geral brasileira, que era de base tupi e também se chama nhemgatu e que hoje é falada lá em São Gabriel da Cachoeira. Mas ninguém propôs que ela se tornasse a língua nacional, a não ser Policarpo Quaresma [personagem do escritor Lima Barreto] (risos). Policarpo Quaresma, quando estava no ato sexual, quando chegava ao apogeu, falava “catupiry, catupiry!” (risos), que significa “excelente!” em tupi.

Não dá para impor uma língua de uma hora para outra a um povo. O padrão da língua no Brasil deve ser a língua falada pela maioria da população brasileira contemporânea, que é o português brasileiro — se quiser delimitar um uso mais urbano, letrado, tudo bem, mas tem de ser o português brasileiro.

A língua geral brasileira, como vocês sabem, foi proibida no Brasil no século 18 pelo Marquês de Pombal [dirigente de Portugal durante o reinado de José I]. Se não tivesse acontecido isso, talvez hoje seríamos como os paraguaios, que falam espanhol e guarani — este também uma invenção dos padres jesuítas como uma língua geral, muito parecida com a língua geral brasileira, com base no tupi. Por uma política autoritária, repressora, foi proibido ensinar e falar qualquer coisa no Brasil que não fosse o português. A partir daí, a língua geral foi sendo abandonada e o português acabou se tornando hegemônico.

A militância na academia existe, não há dúvidas. Mas essa posição externada de forma clara, como o sr. faz, não lhe traz dificuldades no meio científico?
Muitas, a tal ponto que estou pensando em abrir uma pousada em Pirenópolis (risos) e sair do meio acadêmico. Como em qualquer lugar, em qualquer ambiente, principalmente em um ambiente que se diz intelectual, existem disputas ideológicas. Há linguistas que acham que fazem ciência pura, inventam uma língua e ficam examinando exclusivamente essa língua. Outras pessoas se debruçam sobre a realidade social, sobre a língua em sociedade e tentam analisar os conflitos, os interesses, as questões de poder, de preconceito, de opressão, que são feitas a partir do uso da língua. Temos alguns sociolinguistas, nem outros, temos os grupos que trabalham com a Análise do Discurso, os que fazem a Linguística Aplicada Crítica — hoje mesmo, para vir aqui, deixei de assistir a uma palestra do professor Kanavillil Rajagopalan [professor de semântica e pragmática da Universidade Es­tadual de Campinas (Unicamp)] na UnB, que está lá, falando exatamente sobre linguística aplicada crítica.

Evidentemente, as coisas variam muito. Algumas pessoas me dizem na cara, outras por trás, outras publicam falando mal. Aí, eu também publico falando mal, porque falo mal com a maior facilidade (risos), no sentido de assumir uma posição crítica e ideológica. Tudo em termos de posicionamento político na academia na área da língua.

Como fica a questão do acordo ortográfico entre os países de língua portuguesa?
Eu prefiro falar sobre “desacordo ortográfico”. Essa questão foi muito interessante para mostrar justamente as posições dominantes em Portugal. Foi um processo catalizador que trouxe à superfície toda a questão da ideologia linguística vigente na cultura dos portugueses. Para os portugueses, no acordo, seria preciso alterar 1% do vocabulário da língua; para nós brasileiros, apenas 0,5%. Essa diferença é suficiente para explodir o mundo várias vezes. Os portugueses dizem que vão abrasileirar a língua, fazem um escândalo total e se opõem ao acordo ortográfico.

Também acho que esse acordo é um grande problema. A melhor solução teria sido as duas formas de escrita valerem igualmente. Isso porque, bem ou mal, elas acabam refletindo questões linguísticas mesmo, fonéticas. Por exemplo, em Portugal, quando escrevemos determinadas letras que consideramos mudas, isso no português europeu significa que a vogal é aberta. Quando escrevemos “diretor”, nós pronunciamos “diretor”; os portugueses escrevem “director” e falam “dirétor”, se o é aberto, aquele c tem de estar ali.

A fonética portuguesa é extremamente complicada. Quem acha que consegue imitar português não consegue, porque a fonética deles é muito mais complicada, tem mais vogais, mais fenômenos consonantais do que o português brasileiro, que é mais conservador nesse aspecto. A grafia para os portugueses ainda traz muita indicações de pronúncia. Então, quando algumas coisas desaparecem com a reforma, para eles isso se torna mais complicado.

De todo modo, é uma questão que está aí para ser resolvida ou não. No Brasil, o acordo já tinha sido implementado oficialmente em 2010, mas agora os senadores — que não têm nada para fazer, porque este País não tem problemas (irônico) — resolveram postergar, pedir um adiamento para que ele entre em vigor. Aí vêm uns idiotas que querem realmente reformular a língua, botar tudo com “x”, com dois “s”, com “z”, com uma série de questões que não têm nada a ver, sem nenhuma fundamentação teórica que as sustente. Está aí o problema. A gente vai escrevendo muitos artigos e dissertações sobre isso, porque vai render pano pra manga.

“Gramática normativa? Importância zero” 

galeriaMas Portugal está cedendo mais e o Brasil cedendo menos nesse acordo?
Eu quis dizer que, segundo as novas regras ortográficas, só meio por cento das palavras escritas no português brasileiro vai sofrer alteração; em Portugal, vai ser 1%. Essa que é a diferença.

Para os portugueses, a diferença fonética é considerável. Não é mais fácil para os brasileiros fazerem concessões?
Não se trata de fazer concessões. Diante das palavras que já existem e estão grafadas na língua, são pouquíssimas as mudanças, se nós aplicarmos o acordo. Nós, que trabalhamos com editoras, por exemplo, quando temos de relançar um livro que foi lançado antes do acordo, temos de passar o texto para o novo acordo. Tirar o acento de “idéia”, retirar o trema. É tão pouco que as regras do novo acordo cabem em uma página, a não ser a palhaçada sobre o hífen — pois é uma palhaçada, legislar sobre o hífen é falta do que fazer, deixe que escrevamos como quisermos: com hífen, sem hífen; uma palavra, duas palavras. Que bobagem! Mas isso não é exclusivo do nosso acordo ortográfico. Eu traduzi, recentemente, um livro de Florian Coulmas, um sociolinguista alemão muito famoso, que se chama “Escrita e Sociedade”, lançado pela Parábola no final do ano passado. O livro tem um capítulo só sobre reformas ortográficas. Ele trata do alemão, do francês e do inglês, mas parece que está falando do Brasil, pois é a mesma coisa. Na Alemanha, eles resolveram fazer uma minúscula, uma ínfima reforma na ortografia. Foi o que bastou para que os jornais se enchessem de cartas de leitores, criaram-se associações em defesa da língua alemã.

A questão da língua faz parte da nossa identidade; a escrita também, pois é um aprendizado demorado, doloroso, leva muito tempo até dominá-la. Então, com qualquer tipo de mudança as pessoas se sentem feridas intimamente. “Ah, vamos tirar o trema de lingüística” — eu mesmo acho horrível escrever linguística, sem trema. Já estava habituado, acho tão bonitinho (risos). E para nós que ensinamos tem uma coisa que precisa ficar claríssima: o importante é a política educacional de um país, o sistema de escrita pouco interessa. Por exemplo, não existe ortografia mais caótica no universo do que a da língua inglesa; no entanto, os países que têm o inglês como a língua materna oficial, têm taxa de analfabetismo de 0,000001%. Se você chegar à Aus­trália, à Nova Zelândia, ao Canadá, ao Rei­no Unido, não vai ver analfabeto. E a língua que se escreve é aquela ma­­luquice. A mesma coisa no francês.

O espanhol, que tem a escrita e a fala muito próxima, quase ideal. Em Cuba tem 100% de gente alfabetizada em espanhol; na Guatemala, são 40% de analfabetos. População de tamanhos semelhantes e a mesma língua. Qual a diferença? Política educacional. Portanto, se vamos escrever com ou sem acento, se é “diretor” ou “diretor”, isso não interessa. Não é que a nova ortografia será mais fácil, isso não tem nada a ver com facilidade: aprendizado da escrita tem a ver com formação do professor e política educacional. Por isso na China, que tem 1,5 bilhão de habitantes, cuja língua é escrita daquela maneira, absolutamente, louca, em que se tem de saber desenhinhos — deve levar a eternidade para aprendê-los —, 99% da população é alfabetizada. A escrita ideográfica é extremamente complexa e, no entanto, as pessoas lá sabem ler e escrever. Por quê? Política educacional de verdade. Enquanto a política no Brasil for um ornamento, enquanto o lema do governo for “Pátria educadora” — “Pátria” é uma palavra que me dá arrepios, pois me lembra ditadura, e “educação” também está na boca de todos, mas na hora de investir, ninguém investe —, enquanto for assim, a coisa não anda. Então, não interessa se se escreve assim ou assado, se vai escrever tudo com x porque é mais fácil… besteira. No francês se coloca um acento circunflexo para dizer que no século 12 tinha um s depois da letra. “Île” [“ilha”, em francês] tem um acento que não serve para nada e todo mundo lá sabe ler e escrever bem.

Essa questão do uso da língua e do poder que se demonstra do uso da norma culta em relação às outras, vemos isso sendo usado inclusive de uma forma diretamente política. Por exemplo, o que se diz do ex-presidente Lula. Uma coisa clássica é o “menas”, que se atribui a ele. Eu não sei nem se ele assim ainda, mas por ele ter vindo de família humilde e ter falado um dia, lá no início da carreira, se atribui a ele o português mal falado. E Lula também usa esse atributo para se dizer mais perto do povo. É uma ação e uma reação, talvez, em relação ao mesmo uso. Que rumo nós tomaremos a partir do que acontece de até hoje termos essa dominância culta inclusive ao português do goiano, que falamos, e das normas a que estamos ligados ou afastados?
Primeiro, eu quero fazer uma declaração de amor, pois Luiz Inácio Lula da Silva é o homem da minha vida. Eu me considero privilegiado por viver na mesma época que ele. Em segundo lugar, é muito curiosa essa questão da língua usada como poder. Na época em que Lula foi eleito pela primeira vez, antes mesmo de assumir, vários jornalistas — e eu ia dizer “jornalistas reacionários”, mas isso é quase redundante no Brasil — começaram a dizer que nas escolas as crianças teriam de aprender a falar como o presidente Lula, sem regras de concordância etc. O mais engraçado foi que uma das jornalistas que escreveram sobre isso, Dora Kramer, ao falar sobre isso também cometeu um erro do ponto de vista da gramática normativa. Então, eu escrevi um livro inteiro só sobre isso, chamado “A Norma Oculta”, de 2003, falando exatamente dessa manipulação das questões de linguagem. A pessoa que já está no topo da “cadeia alimentar” acha que pode falar da maneira que quiser, mas quem está lá embaixo não pode. Para quem está no topo é “licença poética”, aqui embaixo é erro mesmo. Portanto, quando houve a disputa entre Lula e Fernando Henrique Cardoso, Ruth Escobar [atriz] escreveu um texto chamado “O encanador e o sociólogo”, mostrando que os erros de Fernando Henrique eram atribuídos a essa licença poética: “Ele sabe tanto que pode errar”. E com Lula, não: “É erro mesmo”, pois é ignorante, nordestino, operário. Esse é o famoso princípio de Getúlio Vargas: “Para os amigos tudo, para os inimigos, a lei”.

A atribuição do rótulo de “certo” e “errado” depende muito de quem lança esse rótulo e de que lugar na hierarquia social essa pessoa se encontra. Muito do que é considerado errado está começando a subir na hierarquia social e sendo usado por pessoas altamente letradas. Por exemplo, se o ex-reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carlos Lessa, que foi presidente do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], diz “tornou-se possível fatos” é porque isso já virou uma regra. Se daqui a pouco — é um teste que eu vivo fazendo — apresentarmos essas construções a estudantes de Letras e a professores de português, para eles isso vai estar 100% correto, pois já está enraizado na gramática do português. Portanto, a noção de certo e errado varia com o tempo e tem a ver também com os processos de mudança.

Qual seu entendimento sobre a importância da gramática normativa hoje e como o sr. acha que deveria ser o ensino de português para os brasileiros?
Importância da gramática normativa: zero. Como deveria ser o ensino? Bom, as pessoas que se dedicam às questões pedagógicas do ensino de língua tem dito cada vez mais que a coisa mais importante é ensinar a ler e a escrever. Se nós conseguirmos ensinar as pessoas a ler e escrever faremos uma revolução cultural no Brasil. Como se ensina a ler e a escrever? Eis uma grande descoberta: lendo e escrevendo. Uau! (risos)

Como era o ensino tradicional, baseado na gramática normativa? Primeiramente, tem de aprender toda aquela nomenclatura confusa, caótica e contraditória, para um dia, quem sabe, começar a ler e a escrever. Então, a criança mal foi alfabetizada e já no primeiro ano começa a aprender sobre dígrafo, separação silábica, oxítona, paroxítona e tudo o mais. Para quê? Para nada. Portanto, o certo seria, pelo menos nos nove primeiros anos de escola, ter leitura e escrita, leitura e escrita e —– porque é inevitável —– reflexão da língua. É impossível trabalhar com leitura e escrita sem levar a pessoa a refletir sobre o que está acontecendo.

É possível conscientizar o estudante sobre os fenômenos linguísticos sem entupir a cabeça dele com teoria gramatical tradicional. Se tomarmos a coleção didática da Magda Soares, que se chama “Português, uma Proposta para o Letramento”, que é toda baseada em leitura, escrita e reflexão sobre a língua, ali não tem nada de nomenclatura gramatical, mas tem tudo de gramática. Por exemplo, ela diz: “Vejam, para expressar ideias contraditórias nós temos as seguintes possibilidades: ‘embora’, ‘apesar de’, ‘porém’ etc.” Então, ao invés de esquartejar a língua em classes gramaticais, Magda trabalha com os recursos que a língua oferece. Pois, se partirmos apenas para classe gramatical, não poderemos mostrar que “embora/apesar de/porém” e outras construções servem para expressar oposição de ideias. Temos que partir dessas questões do uso da língua para a pessoa se conscientizar e usar. Meu exemplo preferido é a oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo. O que é isso? É assim: “Vânia disse que gosta mais de cinema do que de teatro/Vânia diz gostar mais de cinema do que de teatro”. Então, para esse “que gosta” e esse “gostar”, o mais simples é levar uma pessoa a refletir sobre essa transformação, de “ela disse que gosta” para “ela disse gostar”. Para fazer isso, você dá exemplos e mostra como ocorre essa mudança sintática, sem precisar levar a pessoa a decorar que isso é uma oração subordinada substantiva objetiva direta reduzida de infinitivo. Essa é a diferença. É impossível ensinar a ler e a escrever sem ensinar gramática; porém, não é preciso essa gramática nesse sentido tradicional, de esquartejar frases ridículas tiradas do bolso e fazer classificações. É refletir sobre a língua em uso, a partir de textos autênticos e, para isso, nenhuma gramática normativa serve — principalmente porque, se ela é uma gramática normativa, ela é baseada no português europeu, escrita no século 19. Nem para Portugal serve mais.

A formação do professor de Letras está cada vez mais restrita. Falam em linguística “hard” e linguística “soft”. Isso parece prejudicar essa formação.
Por isso é que digo que minha saída é abrir uma pousada em Pirenópolis (risos). Eu escrevi um texto chamado “Curso de Letras, Pra Quê?”, por que a coisa já começa pelo nome: “Letras”, em 2015? Essa ideia de Letras é muito do século 19, das Belas Letras, quando se aprendia francês e literatura clássica — literatura contemporânea jamais. Esta noção de letras está muito ultrapassada. A gente deveria falar em “ciência da linguagem”. Outro problema é que no Brasil, como há na vizinha Argentina — que tem uma educação tradicionalmente muito melhor do que a nossa —, professores de Línguas deveriam se formar em escolas de formação de professores de línguas. Depois, se quiser, vai fazer Letras na universidade. Essa história de formar professor na universidade é que não dá certo, porque entram no pacotão da universidade, fazendo disciplinas como Física Quântica 3, Sociologia 8, coisas interessantíssimas, mas não para o professor que terá de enfrentar sala de aula.

Na Argentina, há um curso chamado professorado, no qual a pessoa sai apta a lecionar após passar por professores de espanhol, português e outras línguas, em um curso de três anos. Depois, se quiser, pode fazer o curso de Letras, que não é nada parecido com o nosso. É barra pesada: não é só ler um artigo de Bakhtin [linguista russo] ou um resumo de Saussure [linguista francês], tem de ler a obra completa dos autores todos, fazer resumos e seminários. É universidade de verdade. Aqui, a gente tem esse misto de formar pesquisador e professor em um indivíduo só. O que ocorre é que muitos professores não sabem fazer análise de um livro didático, ou um documento oficial sobre diretrizes educacionais. Tinham de saber não só para absorver, mas também para criticar. Mas não ensinam isso em uma universidade. Falta uma “implosão” dessa coisa chamada Letras para se construir outra no lugar. E, como esse Congresso que a gente tem, estou mesmo pensando nessa pousada em Pirenópolis. (risos)

Aqui em Goiás costumamos dizer que falamos o goianês, uma mistura do mineiro com, talvez, uma parte da Bahia. Tínhamos em Geraldinho Nogueira, um caipira autêntico que por anos fez propaganda para a Caixego [Caixa Econômica do Estado de Goiás, banco liquidado em 1990], um representante dessa “língua” particular. Muita gente que vem de fora não entende o “goianês”. Existe no Brasil hoje regiões realmente mais distantes do português brasileiro “médio”, vamos dizer assim?
Existe um postulado da sociolinguística que diz que toda língua é um feixe de variedades. Portanto, a palavra língua, ao contrário do que o senso comum pensa, não se refere a um bloco homogêneo. Língua é um substantivo coletivo. É feito um rebanho e, quando você pensa em rebanho, você pensa em 50 mil vacas. Com a língua é a mesma coisa. Imagine 200 milhões de falantes brasileiros, cada um desses com sua língua própria — a que chamamos de idioleto —, cada um com a língua de sua família, de sua comunidade, de sua região, de sua cidade, de seu Estado. Portanto, a língua varia em todos os aspectos; pela idade, pelo sexo, pelo gênero, pela orientação sexual, pela etnia, pelo grau de escolarização, se mora na cidade ou no campo, pelo universo da pessoa. Evidentemente, em cada região e dentro de cada região, encontram-se variações. Em uma cidade como São Paulo — que não é uma cidade, é um monstro — há 20 milhões de habitantes, o dobro da população de Portugal (e, abrindo parênteses, por isso eu penso: por que ficar se submetendo a Portugal, se só em São Paulo temos o dobro da população de lá?). Fala-se mais português em São Paulo que na Europa inteira. Em cada bairro de São Paulo, você encontra peculiaridades na fala. Na periferia é de um jeito, nos bairros tradicionais de colonização italiana, de outro. E é a mesma coisa em Goiás. Não existe um “goianês”, existem vários. Por exemplo, na região mais próxima ao Triângulo Mineiro, que já foi Goiás, existe uma similaridade cultural, culinária e linguística entre o Triângulo e esse Sul de Goiás. Já no Oeste de Goiás, mais próximo da Bahia, em Posse, por exemplo, já é bem diferente. Pois, a língua varia de acordo com a sociedade e de acordo com o clima, com a ecologia, com o que as pessoas comem, um pacote grande. É muito curioso também que, apesar disto, exista no Brasil certa unidade em vários traços, e no vocabulário também. É muito engraçado porque, em determinados lugares, as pessoas me trazem, por exemplo, o dicionário do alagoano, o dicionário do sergipano, mas no final das contas 25% apenas é próprio daquela região. Tem coisas que se encontra no Rio Grande do Sul e no Amapá. Mas como as pessoas do Rio Grande do Sul nunca vão ao Amapá, porque é longe, é do outro lado do País, não têm ideia de que lá também eles dizem “engastalhar”, por exemplo. Este tipo de coisa exige pesquisa; por isso, temos agora um atlas linguístico do Brasil. Desde o final do século 19 existe uma disciplina, que se chamava dialetologia e hoje se transformou em geolinguística, que estuda precisamente a variação da língua de acordo com os lugares. Isso se faz por meio de mapeamento. Quando se trata de língua, temos sempre duas coisas em conflito: o senso comum e a pesquisa fundamentada. Pelo senso comum, o goiano fala muito diferente do pernambucano. Mas não fala, só um ou outro traço prosódico ou fonético. Na gramática, no léxico, tudo é muito mais parecido do que o que a gente pensa.

Sua visão quanto a termos o português brasileiro é suficiente no ponto de vista cultural ou é uma questão puramente ideológica? Há base cultural para se fazer essa “independência”?
No ponto de vista gramatical está comprovado que sim. Mesmo que um português compreenda um brasileiro, há diferenças de interpretação. Um exemplo como “minha bermuda está lavando” nunca aconteceria em Portugal, não faz parte da gramática da língua deles. É um exemplo mínimo, trouxe aqui apenas um fenômeno, que é a questão da ordem das palavras. Mas têm outros, como a conjugação verbal, termos de pronomes, regências verbais. Há vários outros fenômenos que distinguem claramente o português europeu do brasileiro, apesar de que, na aparência, na escrita, acharmos que é a mesma coisa.

Na fala, já sabemos que são línguas muito diferentes. Eles nos entendem, porque falamos de uma maneira mais lenta, mais pausada, temos um ritmo silábico. O português europeu é classificado como língua de ritmo acentual: tomam-se várias palavras e juntam-se todas, como se fosse uma só. É outra língua até no ponto de vista da estrutura fonética, eles têm vogais que nós não temos. Eles têm vogais que não fazem parte do português brasileiro, o que fica muito claro em palavras como “revolução” ou “gente”. Eles dizem “achetoras”, não “às sete horas”. Se pegarmos o discurso de um português dizendo espontaneamente, se entende alguma coisa, mas também se perdem outras. Muitos brasileiros dizem que entendem mais o espanhol do que o próprio português europeu.

Falei, então, do ponto de vista estrutural. Já do ponto de vista ideológico, é assumir que sim ou que não. Como as línguas estão neste momento de diferenciação, algumas pessoas pesam mais ideologicamente na semelhança. Há muitas pessoas que dizem que há muita semelhança entre o português europeu e o brasileiro, por isso dizem que é a mesma língua. Outras, como eu, pessoalmente, pesam mais pelo ponto de vista interno, motivar a que as pessoas olhem para sua língua de forma mais particular. Acho que temos de ter uma cultura de autoestima linguística. É, então, uma questão ideológica.

Professor Marcos Bagno falao aos editores Marcos Nunes Carreiro e Elder Dias: “Língua é substantivo coletivo”

Professor Marcos Bagno fala aos editores Marcos Nunes Carreiro e Elder Dias: “Língua é substantivo coletivo”

Por conta da ascensão econômica brasileira nos últimos anos, há um interesse de muitas pessoas de fora de aprender o português brasileiro. Como fica então, por exemplo, no Timor Leste, onde há professores portugueses e brasileiros ensinando a língua portuguesa ao mesmo tempo. Que tipo de língua portuguesa está sendo criada fora do Brasil?
Isso é uma questão que chamamos de política linguística. O Brasil não tem tradicionalmente uma política linguística. A difusão do português brasileiro no exterior ocorre quase por inércia, mais pela importância que o Brasil vem assumindo geograficamente, geopoliticamente e economicamente. Portugal, ao contrário, tem uma política linguística, tem o Instituto Camões, com mais de mil professores espalhados pelo mundo todo, enquanto o Brasil tem 40 leitorados. Cria-se aí, já, uma diferença.

No México, se interessam mais pelo português brasileiro, mas há mais presença de professores portugueses do que brasileiros.
Exatamente. A Universidade Autônoma Nacional do México é o lugar onde se há mais gente estudando português no mundo. Só que o governo brasileiro quase não investe lá, manda só um leitor. Enquanto isso, o Instituto Camões tem um andar inteiro lá. Mandam livros didáticos, mandam professores, dão bolsas de estudos para os alunos mexicanos irem a Portugal. Os europeus não estão errados, estão certíssimos. Nós que tínhamos de ter uma política linguística mais agressiva, mas temos uma posição de colonizados, de que, se Portugal já está lá, não precisamos ir. Precisamos, sim. Nós somos 90% de quem fala português no mundo e somos a 7ª economia mundial. Portugal, ao contrário, está no fundo do poço, com essa crise horrível que acontece por lá. Nós que temos de investir e brigar pelo nosso espaço, porque as pessoas de fato querem aproveitar as oportunidades que nós oferecemos.

Não é uma vergonha o Brasil não ocupar este espaço linguístico na América Latina?
É verdade. Mas o mesmo ocorre com o espanhol. No Brasil, existe o Instituto Cervantes, que é da Espanha. A gramática é feita na Espanha, tudo vem de lá. E nós não temos um instituto linguístico de grandes países latino-americanos, como Peru, Argentina, Colômbia ou México. Esses grandes países de língua espanhola poderiam investir mais nesse sentido.

O sr. concorda que, se Machado de Assis tivesse nascido em um país cuja língua tivesse importância maior, com certeza estaria em outro plano mundial?
Se ele tivesse sido espanhol, com certeza seria muito mais difundido. Quando os estrangeiros descobrem Machado de Assis, não acreditam. Eles dizem que não é possível ser tão fantástico. É um escritor único.

O português na Europa é tido como uma língua de segundo escalão, abaixo do inglês, do francês, do alemão e do espanhol?
O português na Comunidade Europeia é realmente uma língua de segundo plano. Portugal tem a mesma população da Hungria. Então, o húngaro e o português têm o mesmo status, assim como o grego. São línguas oficiais da comunidade, mas quem realmente manda é o inglês, francês e o alemão — o inglês mais ainda.

Existem posições políticas quanto a isso na Europa. A Catalunha, por exemplo, adota um discurso forte em termos de sua língua. Os jornalistas brasileiros que vão para Barcelona cobrir o futebol de lá são praticamente obrigados a aprender catalão. Por que isso não “pega” no Brasil?
É questão do colonizado. Mesmo países colonizados, como os Estados Unidos, têm uma posição muito diferente diante da língua. Eles criaram, logo após sua independência, a expressão “American english”, e elaboraram um dicionário com os hábitos linguísticos de lá, que já existiam. Isso, no Brasil, até agora não aconteceu. Quando se fala em português brasileiro as pessoas reagem, chamam isso de “nacionalismo babaca”. São as diferenças de formação histórica: lá, eles pegaram em armas e colocaram os ingleses para correr. Aqui não, foi o próprio príncipe regente que teve um ataque histérico e declarou a independência. A população nunca teve participação ativa nos grandes momentos de nossa história. A libertação dos escravos foi decretada de cima para baixo; da mesma forma, a proclamação da República e a independência, também. Isso continuou até o fim da ditadura militar, tudo tramado de cima para baixo. Por isso há essa revolta toda quando um governo tenta fazer uma gestão de centro-esquerda. Nossa elite escravocrata não suporta essa ideia.

 

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Na Galiza a dizermos que é a mesma língua e este senhor a negá-lo. Fraco favor nos faz…

exatamente!! bem que fazia esse senhor se dedicar à pousada em vez de andar dizendo barbaridades.

que pena existir brasileiros como vc, com mente de quem adora subordinação e se conforma com o colonialismo europeu da era da escravidão!

No colonialismo, dividia-se para conquistar. É fragmentando que nos sujeitaremos à dominação. Se o espanhol e o inglês se consideram uno com tantas variações, é tão difícil conviver com o diferente na lusofonia? Discordo de vários argumentos dele, que claramente despreza Portugal.

tem mais é que desprezar mesmo, não temos nada mais de Portugal e muito menos dos portugueses e viva a Semana da Arte Moderna brasileira de 1922.

O movimento modernista nem rompeu totalmente, muito menos perdurou sua ala mais radical. Um pouco de conhecimento faz bem antes de levantar bandeiras.

Tem mais é que desprezar mesmo! A única coisa que Portugal fez para o Brasil foi explorar, escravizar e roubar…Aliás, ele impôs seu idioma somente para esses fins quando aqui chegou com toda sua tralha, como se aqui não houvesse moradores, como se já não existisse quem fosse donos dessas terras… e como se não bastasse matar esses donos indígenas) ainda trouxe escravos traficados da áfrica e hoje pagamos um preço muito alto por isso… Viva a Semana da Arte Moderna de 1922 que rompeu com a arte europeia e mostrou ao mundo que o Brasil tem cultura, história e… Leia mais
Vê-se claramente que você tem um discurso ideológico antilusitano, ao defender ao desprezo a determinado povo. Dizer que Portugal é “a soma de todos os nossos males” também é conversa pra bovinos roncarem. Entre os colonizadores europeus, talvez Portugal tenha sido dos menos ruins — basta comparar países tropicais (não os da zona temperada) que foram colônias. O massacre de indígenas e a escravidão de africanos foi muito promovida por seus pares. Não estou justificando nem defendendo as atrocidades cometidas, mas ter uma postura inocente, quase infantil, da realidade. Até porque em determinado momento não foram mais portugueses, mas sim… Leia mais

Vc tem toda razão! Isso nem é tratado nas escolas e nem muito menos na imprensa brasileira!

Pra mim parece que a sua frase explícita o que o Bagno diz na entrevista.

Pode explicar por que?

O que vc escreveu parece absurdamente diferente de como fazemos aqui! Vc legitimou tudo que Bagno falou. Sua frase nunca seria construída por um brasileiro. Realmente são duas línguas!

Pois é, a minha sintaxe é mais galega, mas isso seria equivalente a dizer que o urso pardo e o urso cinzento são espécies animais diferentes quando ambos são Ursus arctos.

Não é não. As diferenças são estruturais, de construção da frase, por exemplo, de sintaxe. Não são diferenças meramente estéticas, de pronúncia.

Claro, são diferenças (mínimas) de sintaxe. Você quer fazer uma outra língua com um acento ou com uma expressão…

A senhora continua reforçando as ideias do professor DOUTOR Marcos Bagno! kkkk

Guilherme Sachs, a Isabela escreveu, sim, de uma maneira bem diferente, mas… ABSURDAMENTE? Somente um brasileiro com muito pouca escolaridade é que não entenderia. Brasileiros que vão a Portugal estranham no começo mas, segundo me disseram, logo, logo assimilam o que está sendo dito. Acho que o mesmo “fenômeno” acontece (acontecia?) quando vamos a alguma cidade do Nordeste onde há emprego de palavras e expressões bem diferentes das do Sul.

Perfeito! Português brasileiro é o nosso idioma… viva este sr. DOUTROR e linguistica, Marcos Bagno que também é brasileiro sendo entrevistado por brasileiro!

“por quê?”

por que? Tanto tem. Não diferencia línguas.

Guilherme Sachs, a Isabela escreveu, sim, de uma maneira bem diferente, mas… ABSURDAMENTE? Somente um brasileiro com muito pouca escolaridade é que não entenderia. Brasileiros que vão a Portugal estranham no começo mas, segundo me disseram, logo, logo assimilam o que está sendo dito. Acho que o mesmo “fenômeno” acontece (acontecia?) quando vamos a alguma cidade do Nordeste onde há emprego de palavras e expressões bem diferentes das do Sul.

É vergonhoso ver um professor defender o assassinato do idioma português dessa maneira. O pior é saber que muitos ainda o apoiam nessa empreitada.

Calma, amigo.

eu não sei como é dado o ensino no brasil, mas pelo que se vai vendo parece que andam a ensinar ás pessoas a desvalorizarem o português, e com isto uma espécie de ódio a Portugal (mais própriamente nas aulas de historia).

O ensino no Brasil é dado assim: Todos os dias você aprende a língua portuguesa exatamente de acordo com o que é “correto” em Portugal. Enquanto você “aprende” a língua PT, sua professora te explica o português de portugal falando em língua brasileira, e você de vez em quando conversa em brasileiro com o seu amigo ao lado enquanto assiste a aula de língua portuguesa em língua brasileira. Quando acaba a aula, você volta integralmente para o mundo da língua brasileira. Tudo o que você aprende sobre a língua PT, aquele monte de conjugação verbal que não serve para nada… Leia mais

chama se a isso ignorar a propria cultura, e sobre o que se deu nas aulas.

Acho que você não entendeu.

eu entendi, tu é que não entendeste.

Que bom. Então quer dizer que você concordou.

eu entendi tu é que não entendeste o que eu escrevi.

Acho que eu posso dizer que a tua colocação é perfeita, mas não no sentido que você que você acha. “ignorar a própria cultura e o que é dado em sala de aula” é exatamente o que acontece com a imposição do Português PT no Brasil. Deixamos de aprender mais sobre a nossa própria cultura e realmente ignoramos o que é dado em sala de aula porque simplesmente o Português PT não nos representa.

não é o português PT que vos tem que representar é o Português apenas. É assim tão dificil de perceber?

A partir do momento que toda as sua regras e normas tal como é em Portugal nos são impostas, não tem essa de “apenas o Português”. O que tem que nos representar é a língua brasileira. Dificultar todo um aprendizado com algo que na realidade não usamos é perda de tempo.

Não se trata de ignorar a própria cultura, Lince Ibérico. Não seja estúpido. A cultura brasileira não se reduz à cultura portuguesa, galega ou ibérica. Nós somos uma nação bem específica, multicultural, com diversos dialetos alemães, indígenas, italianos, nordestinos. Nós temos uma história própria, música própria e um idioma próprio. Nós, brasileiros, não temos a mínima obrigação de falar o português PT, uma vez que os portugueses invadiram essas terras, roubaram ouro daqui, estupraram índias além de movimentar o tráfico negreiro. É claro que Portugal é um elemento importantíssimo para a nossa identidade nacional, mas não é o único, tampouco… Leia mais

uhuuuu! Dei valor!

“Nós, brasileiros, não temos a mínima obrigação de falar o português PT, uma vez que os portugueses invadiram essas terras, roubaram ouro daqui, estupraram índias além de movimentar o tráfico negreiro. É claro que Portugal é um elemento importantíssimo para a nossa identidade nacional, mas não é o único, tampouco o principal. ” Não há relação de causa e efeito entre aprender a gramática da língua portuguesa (sem PT ou BR, apenas língua portuguesa como falou o amigo Lince Ibérico) e os pormenores da colonização lusitana (inclusive os míticos que você, pelo visto, acredita, ignorando por exemplo que o tráfico… Leia mais

Fabio, e os americanos que estão roubando o nosso ouro agora? Esse são uns santos. Os Portugueses aplicaram esse dinheiro em Portugal mas também no Brasil. Larga essa mentalidade.

Aplausos, Conrado! Explanou muito bem!

Conrrado, mas essas coisas todas também são aprendidas em Portugal e não são usadas. “monte de conjugação verbal que não serve para nada”

Gustavo, vc tem toda a razão. É triste querer separação. O “Brasileiro” iria ser uma língua fraca sem projeção mundial alguma.

Não é tão simples assim! Marcos Bagno tem razão! Já tem muitas características na fala dos Brasileiros que identificam o “português brasileiro” como uma língua separada da “variante” européia. E não se trata apenas da pronúncia, vocabulário ou colocação pronominal. A sintaxe e a morfologia do “português brasileiro” também sofreram grandes modificações ao longo do tempo O problema é que se insiste em negar isso. Definimos a língua escrita (um modelo que não corresponde à nossa fala) como padrão e colocamos essas particularidades da fala como analfabetismo, falta de cultura. Ou seja, é o velho preconceito lingüístico sempre sofrido pelos… Leia mais

Na verdade a língua portuguesa é originária do galego (os portugueses não gostam de admitir isso). Pois se a língua brasileira, chamasse galaico-brasileira, faria muito mais sentido do que esse “português brasileiro”, porque a língua portuguesa nada mais é do que galaico-portuguesa. Acho uma injustiça com os galegos essa omissão histórica.

a sua ignorância ainda tem tratamento. está tudo na internet…

finalmente uma coisa em que estamos de acordo: também sou CONTRA o acordo ortográfico.
vou morrer a falar e escrever português, ponto final parágrafo.

Mas o galego e o português são a mesma língua, até eu que sou brasileiro entendo o que os galegos falam

Ridículo. Não vale a pena terminar de ler a matéria

Fazia tempo que eu não via uma enfiada tão grande de estupidezes

Por que não chamarmos essa língua de “brasileiro” ou “brasiliano”?

Ou brasileirês (riso geral)

Ou brasileirês (riso geral)!

porque assim teria que haver uma língua de “algarvio”, “açoriano”, “madeirense”, “transmontano” – porque também há formas diferentes de usar o português nessas regiões.

Acho que a importância numérica e econômica do português brasileiro já superou o português Portugal a muito tempo e concordo que não seria difícil a “independência” de nosso idioma, digo isso pelo que presencio no mercado de softwares. Quando eu era pequeno os programas costumavam tem como opção apenas o “português”, com o passar dos anos surgiu a opção “português brasileiro”, e atualmente na maioria dos softwares e jogos que eu utilizo, a opção “português” é cada vez mais rara, tendo apenas a opção “português brasileiro” o que evidencia a maior importância que o nosso português tem no cenário internacional… Leia mais

essa sua fundamentação é muito pobre. Portugal tem 10 milhões de habitantes. o Brasil, 300 milhões.
se eu tivesse uma empresa de sw não hesitaria.

Só m esmo b rasileiro para propor ou discutir imbecilidades de natureza supostamente séria.Tanto a língua inglesa, quanto a francesa, quanto a portuguesa… todas elas contam com suas respectivas variantes. Por que será que só a nação periférica, com intelectuais que emitem comentários também equivalentes ao subdesenvolvimento, sentimento de inferioridade, necessidade de firmar-se etc. dão importância a isso? Idiomais como o francês e o inglês não padecem sucessivas reformas ortográficas. As últimas ocorreram há seculos. Pouco importa se as especificidades de natureza ortográfica dificultam ou facilitam a apreensão por parte dos falantes nativos (menos ainda no caso dos falante estrangeiro).… Leia mais

Você tem o direito constitucional de emitir sua opinião…
Infelizmente.

as reformas ortográficas começaram a existir sob exigência do Brasil, nunca ouvimos os paises africanos queixarem se do português, o brasil é o unico que sempre se queixa, das duas uma, ou não soube evoluir com o português padrão, ou então mta gente no brasil sonha em destruir o português como uma língua apenas partilhada por vários paises, e o pior é quando essa gente chega a ser professor.

Se fosse oficializado a língua brasileira, não mais nos queixaríamos porque aí já estaríamos completamente confortáveis dentro das regras que nos atendem. Não queremos destruir a Língua Portuguesa, queremos apenas parar de fingir que realmente é a língua que falamos.

parar de fingir? não é fingimento, voces falam portugues e ponto final, o que voces não sabem é que além do português brasileiro também há outros tipos de português em que é ensinado nas aulas o correcto e fora fala se da maneira que se fala na região, isso acontece até em Portugal. Por isso não é uma justificação para criar uma lingua autonoma, se as bases do que se aprende no Brasil fossem completamente diferentes das bases de Portugal e se nós não nos entendessemos isso sim seria uma forte justificação para terem uma lingua propria.

A mesma base não quer dizer a mesma coisa. Não compare regionalismo com o que se está discutindo aqui.

Discordo em gênero, número e grau. O português é quase totalmente mutualmente inteligível com o espanhol, o aragonês, o catalão e no entanto estes são claramente línguas distintas. Português brasileiro e o europeu já deixaram de ser a mesma língua há algum tempo. São línguas aparentadas, ainda muitíssimo parecidas, praticamente inteiramente mutualmente inteligíveis (até mais do que com o espanhol), mas não são a mesma. O nosso “português” também não é uma “criouliação” ou “deturpação” do português europeu, mas ambas se desenvolveram a partir do português europeu de alguns séculos atrás. Concordo plenamente com o sr Bagno e outros linguistas… Leia mais

“Só mesmo brasileiro para propor ou discutir imbecilidades de natureza
supostamente séria”? Cara você tem certeza que discutir uma mudança no ensino da língua não é um assunto sério? Você fala e escreve fielmente como a Escola ensina? Tem certeza? Acho que não! E qual o problema de Marcos Bagno ser brasileiro? Acho que você tem complexo de vira-lata. Então o Bagno teria que ser um estrangeiro pras idéias que ele defende serem válidas? Faça um favor não abuse de seu direito constitucional de expor suas opiniões sobre questões lingüísticas, pois suas idéias são pura bobagem.

Que entrevista maravilhosa!

Esqueceu de dizer que o único Nobel de Literatura em Língua Portuguesa é de… Portugal!

E você esqueceu de dizer qual a relevância disso para a discussão.

“é nacionalismo, maluquice ou desvario de “gente de [extrema] esquerda”.”
Sim, em Portugal diz-se “o pneu furou”.

E por ser um imperialista (de extrema esquerdinha ignorante) é que ele
despreza a importância estratégica dos outros países falantes da mesma
língua, para além de Portugal.
Mais um a contribuir para o nanismo diplomático

Quanta bobeira!? As pessoas emitem opinião sobre tudo na internet sem antes fazer a auto-crítica do que elas realmente entendem sobre o assunto e quanto tempo elas passaram lendo e pensando a respeito.

Eu discordo do autor, tenho críticas política externa brasileira, mas o que você está dizendo é simplesmente um punhado de besteira. Tudo agora no Brasil virou paranóia comunista! Já está ridículo isso!

É que para esse povo é mais fácil usar clichês.

Uma entrevista gigante que poderia ter sido entregue mais civilizadamente, quem sabe em capítulos, einnn? No mais quase inteiramente de acordo com o colega; quase porque, mesmo sendo Lula e falando do jeito que ele queira ou saiba ou aprecie ou melhor se comunique com quem quer que seja, e por questões de sua índole própria, não se deve esquecer como e quanto as pessoas (Lula por exemplo) deslizam em faux pas, ou como dizem em inglês: Freudian slip, ou seja, o famoso Freud explica, escorregada geral e complexa, dadas as circunstâncias do fato; dizia o ex-presidente, certa vez na… Leia mais

A Língua portuguesa deve ser respeitada como tal, pois foi levada pelos portugueses, aquando da descoberta. Se os brasileiros não querem falar o português, então falem outra língua, agora não é possível que o Brasil , esteja a adulterá-la . A língua é de Portugal , não é brasileira !

como você mesmo disse o língua deve ser respeitada, mas não generalize,de onde vc tirou que os brasileiros não querem falar o Português? a reportagem não afirma isso em nenhum momento, o que o “professor” propõe é que o Português PT e o Português BR seja considerado como línguas distintas, diferentes, coisa que nunca vai acontecer, pois o Português é um idioma internacional, seja ele falado no Brasil, Angola, Timor, Portugal ou qualquer outro país lusófono, continua sendo Português, sobre a alteração da língua, isso acontece desde os primórdios da civilização, pois a língua é um “ser vivo” portanto mutável… Leia mais

A língua é de quem a fala. O brasileiros já falam outra língua, o português brasileiro. Todos os 202 milhões de brasileiros, mais alguns milhões que estão fora do Brasil, mas os estrangeiros que a aprenderam como língua estrangeira.

Se vocês não queriam que a língua se modificasse, que ficassem no seu paisinho na Europa. Agora a língua é tão nossa que se tornou outra.

Conformem-se.

Elenita, a única coisa que concordo com vc é que a língua é de quem fala, sobre os brasileiros falarem outra língua, o que vc diz se o português brasileiro, como vc entendeu o que o Aurélio Santos escreveu??? ele é português, sendo assim, já que vc como brasileira “fala outra língua” não deveria entendê-lo certo??? para de palhaçada, o Português é um só, seja no Brasil, Angola, Portugal ou qualquer outro país lusófono, essa história de dividir o português em dois é pura estratégia de marketing, para as pessoas acreditarem ser outra língua e com isso um livro de… Leia mais

Yo hablo en spañol y tu me entiendes, entonces no es porque hay similaridades que hablamos la misma lengua. E outra coisa, não confunda regionalismo e variação linguística com o que ele está abordando no artigo. Uma coisa é termos pronúncias diferentes em cada estado, outra coisa é termos uma estrutura linguística diferente.

Caso não saiba, aqui a língua que o brasileiro deveria falar era o nhemgatu, não foram os brasileiros que não quiseram e aderiram o português, foram motivos políticos que impuseram o português e proibiram o nhemgatu… e pela sua lógica, por que é que os portugueses não falam latim então…. E por gentileza, não fale barbaridades como “dono da língua”…

porque se os portugueses tivessem que falar latim, então toda a europa também teria que falar latim.

Aí, está a tua resposta. Se ninguém tem que falar latim, isso significa que a língua é passível da transformação necessária para cada sociedade. Isso responde porque um brasileiro pode considerar a sua autônoma como língua brasileira e não portuguesa.

mas tu estas a comparar as diferenças do Latim – Português com o Português do Brasil . Português? ahahha

Não, porta. Você se confunde com os seus próprios comentários?

estás a comparar a evolução do Latim com o do Português Brasileiro? ahahahah desculpe mas isso é uma comparação sem lógica, visto que o português do Brasil não é tão diferente como seria o Latim.

Não estou comparando nada, camarada. Quem comparou com o Latim foi você. Não precisamos ir tão longe. Podemos falar do galego. Não foi do galego que veio o Português?

eu comparei o Latim com as línguas da europa.

Dá no mesmo. Sua intenção continua equivocada.

e sua continua a ser ridicularizada.

Por quem? Pelo linguista e especialista em cultura brasileira Lince Ibérico? Sei… Fique à vontade.

Não é, é de certeza, pelo português do Sr. Marcos Bagno que, porventura, pelas suas outras raízes europeias revela o conhecimento frágil que tem do idioma que fala. O “pneu furou” é português europeu; assim, tal e qual, podem dizer-lhe que o português brasileiro, afinal, também é falado e escrito na Europa! ;-)

Como linguista o homem é uma nódoa. Será que ele como brasileiro me entende? ahahahaha

A propósito, assina um português casado com uma brasileira e com filhos bilingues… ehehehe

Absolutamente ridículo!

Independente de qualquer deslize que ele tenha cometido (de acordo com a tua observação), não invalida a importância das questões que estão sendo discutidas e muito menos invalida as grandes diferenças de pressuposto semântico. É muito fácil vir um português querer decidir o que é ou não é relevante para a cultura BRASILEIRA (desde que seja do seu ponto de vista PORTUGUÊS, claro) como se tratasse tudo apenas de vernáculo, de normativa. A língua que pertence aos portugueses é a língua falada em Portugal, a língua falada no Brasil pertence aos brasileiros e temos sim que nos apropriarmos dela, respeitando… Leia mais

Mais um português querendo discutir um assunto que pertence à cultura BRASILEIRA sob o ponto de vista PORTUGUÊS. Obrigado, mas não nos interessa.

Mais um que acha que um assunto referente à cultura brasileira tem que ser decidido sob o ponto de vista português! Dale colonialismo!

Assino Caros Amigos e mensalmente leio a coluna do Marcos Bagno.
Sempre genial.

Muito boa a entrevista, sou grande fã do Marcos Bagno! Só questionaria dois aspectos. Um é quanto a divisão entre professores e pesquisadores na universidade. Sou formada em letras na USP e agradeço profundamente ao curso justamente por me oferecer os dois tipos de formação. Acredito que para formar esse tipo de professor, que possa ensinar a usar e a pensar a língua, é sim necessária uma formação linguística e literária de profundidade que se confunde com o trabalho do pesquisador. Um professor de língua deve ser um pesquisador da língua… Também estudei na Argentina e acho que, apesar da… Leia mais

Ótima entrevista! No blog Luso(dis)fonia há uma interessante (e extensa) lista com palavras do português europeu que a muitos brasileiros soam estranhas! Vale a visita: http://lusodisfonia.wordpress.com

Este senhor é maluco… só pode… perdeu o juízo de vez…

complexados!

Quem?

A lusofonia é um sentimento nostalgico dos portugueses espalhados pelo mundo e que os une pela saudade do seu país, nada tem a ver com a língua. A língua se transforma e adapta conforme o entendimento dos povos, ela se mistura com os sentimentos e maneira de agir em conformidade com a forma de estar de cada um na sociedade, já a ortografia, deve ser respeitada na sua essência para o entendimento correto da comunicação escrita. Quem se julga dono da língua, ou tem o preconceito de se achar dono da verdade, ou quer dar nas vistas pela janela errada.… Leia mais

A questão colocada nos exemplos, nada tem a ver com o que você citou: já chegou os livros que eu encomendei ?
O complemente seria: os livros que eu encomendei; e não o pronome Eu. O que ele quis dizer é em relação a inversão da ordem da oração. De acordo com a gramática normativa, deveríamos dizer “Os livros que eu encomendei já chegaram? ( SV+ adj)”. No entanto, na língua falada, inclusive em situações formais, essa primeira construção é utilizada e aceita.

É bom pesquisarmos um pouco antes de nos metermos na profissão dos outros. 😉

Recomendo que leia a Gramática do Português Brasileiro, para entender com mais profundidade as colocações de Bagno.

ai sim ? e a a Francofonia é o quê? saudade francesa? pelo amor da Santa Ignorância.

— Como é que é?

— Ah, é o cara do “preconceito linguístico”…
— Cuidado: o médico mandou não contrariar

Engraçado como você conseguiu admitir seu próprio preconceito e ignorância em poucas frases. Poucos conseguem fazer isso, parabéns.

Só queria saber uma coisa: como se escreve em português brasileiro o trecho inicial da resposta à primeira pergunta dos entrevistadores. Eis o trecho: “Pela necessidade que vimos detectando, há muito tempo, de que tenhamos no Brasil instrumentos descritivos, e até mesmo normativos, que apresentem, da maneira mais honesta e real possível, a nossa língua: o português brasileiro.”

O texto inteiro está escrito em português brasileiro.

não entendeu Elenita, ele perguntou como se escreve em português brasileiro aquele parágrafo porque está inteiramente escrito como português, logo onde está a diferença entre português e português brasileiro? qual é afinal a necessidade quando ambas são praticamente iguais?

E eu estou dizendo que o texto está escrito em português brasileiro.

se está então onde está a grande diferença entre o português brasileiro e o português de portugal? quando o texto é exactamente como se escreve em português.

a diferença maior está na língua falada. isso é óbvio. mas existe na língua escrita também. um brasileiro jamais escreveria “exactamente”, por exemplo.

aí é que tu te enganas, os brasileiros que escrevem “exactamente” são por norma pessoas com formação académica que escrevem e falam um português mto bem elaborado, e também há diferenças na língua falada dentro de Portugal, em regiões diferentes, assim como há diferenças dentro do Brasil (por exemplo entre o Nordeste, e Paulista),

“os brasileiros que escrevem “exactamente” são por norma pessoas com formação académica”. De onde você tirou essa afirmação? Porque isso é uma completa mentira e não faz o menor sentido. De onde você tirou isso? Você tem alguma formação em linguística? Já leu alguma coisa sobre variação linguística? É professor de língua? O que você sabe sobre o português brasileiro? Aparentemente nada. Me parece (e inicio frase com pronome átono mesmo porque é assim que falamos no Brasil) que você fala baseando-se em achismo, e eu não vou perder tempo discutindo um assunto como esse com alguém que claramente não… Leia mais

Exato.

Elenita, eu te amo.

Brasileiros NÃO escrevem “exactamente”.

pois não, escrevem – “izátámentxi”

-_- ahahaha

A cada manifestação tua, dás provas da tua enorme ignorância linguística. Patético.

É claro que está em português normativo! Mas não confunda as coisas, a língua escrita é conservadora e sempre vai ter similaridade ou convergência nas variedades brasileira e européia.E isso causa a ilusão de que falamos uma mesma língua. Agora as diferenças no modo de falar de brasileiros e portuguesa são grandes e não podem ser negadas. E nem adianta tentar esconder com essa teoria furada da lusofonia.

Tu nunca deves ter saido do Brasil, para verificar as inumeras diferenças que há do português, até mesmo dentro de portugal há diferenças grandes do modo de falar e isso nota se de região para região. Por isso a unica pessoa com ilusão és tu, que acha que português brasileiro é uma língua unica no mundo e que deveria ser tratada como tal, ridiculo essa mentalidade.

Eu já saí do Brasil, falo outras línguas e concordo plenamente com a colocação do Gomez. De novo: não confunda diferenças regionais com o que estamos discutindo aqui.

quem está a confundir diferenças regionais são vocês, que acham que essa diferença entre o português do brasil e de portugal não é nada mais do que diferenças regionais.

É, pelo jeito escrever não é suficiente. Te mando um desenho?

Não falamos tu deves usamos “você deve”.
Usamos o gerúndio “confundindo” e não estar a confundir. No seu texto já deu para ver as diferenças. Não acredito que devam criar uma nova língua, mas o português brasileiro tem que se sobressair nesses acordos ortográficos porque aqui tem 200 milhões de pessoas e difundimos o idioma no mundo muito mais que 11 milhões de portugueses.

Exato!

Meu caro idiota, queira entender que se hoje você sabe falar e tem uma língua que lhe permite comunicar sem ser por gestos ou grunhidos, essa língua é o PORTUGUÊS! É essa língua “MÃE” que lhe permite escrever e falar as porcarias vergonhosas que escreve! Se não fosse a Língua de Camões você nunca teria passado do estado indígena para um estado mais ou menos inteligente, no seu caso especialmente será sempre menos está claro. Deixe-se de complexos!

Meu caro apedeuta, leia mais antes de exibir sua extrema ignorância publicamente. Vergonha alheia.

Não gosto de ser grosseiro, mas vou seguir o seu tom: Meu caro idiota, queira entender que se o hoje a língua portuguesa tem alguma importância global é devido aos 200 milhões de brasileiros, pois não acredito que um país com 10 milhões de habitantes com mais uns poucos da população dos países africanos conseguiria essa proeza. Talvez seria tão relevante como a língua finlandesa ou sueca. Essa tal língua “MÃE” também já teve outra “MÃE” e inclusive “AVÓ”. Se língua fosse imutável, estaríamos todos falando latim. E para o seu governo, a língua mãe brasileira é antes de tudo,… Leia mais

Gostaria de ter participado da entrevista com o senhor Marcos Bagno, para mostrar as incongruências da fala dele. Na ânsia de defesa de seu discurso corrompido, ele mente para o leitor.As línguas acompanham sempre o progresso ou o retrocesso ideológico e moral dos povos, já disse um excelente escritor; e o linguista Bagno é um símbolo da retrocesso moral e ideológica da sociedade brasileira.

ele devia ter respondido em Bagno, para vermos afinal as diferenças.

Oxe! Não concordo, não apoio, não compartilho, nem muito menos indico!

Primeiramente, respondo aqui a um comentarista que perguntou o que é “brasileiro”. Brasileiro é o nome com que os portugueses chamavam os homens que trabalhavam na extração da madeira pau-brasil, que ia diretamente para Portugal. Depois, os filhos de quem nascia no Brasil eram denominados brasileiros. Por isso, -eiro é o único sufico indicativo de nacionalidade na língua portuguesa. O sufixo -eiro é indicativo de profissões, como pedreiro, carpinteiro, bombeiro, barbeiro, engenheiro e assim por diante. Vejam o que os portugueses fizeram com a língua há cinco séculos… O Professor Doutor Marcos Bagno é lúcido e fala linguisticamente. Não fala… Leia mais
“Nós linguistas brasileiros, o apoiamos”… Nós quem o cara pálida??? fale por vc, a língua é diferente onde??? o Português é um só, o que acontece entre Portugal e Brasil acontece com todos os países do mundo e todas as línguas do mundo, são APENAS DIFERENÇAS e não passa disso, mas a língua é a mesma, se o brasileiros nãoo entendem o português, isso é pura falta de costume com o sotaque, coisa que em questão de horas ou alguns dias desaparece, as vezes nem mesmo um brasileiro entende um ao outro, mtas vezes um gaúcho não entende um paraíba… Leia mais

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Olhe os Estados Unidos nem sequer têm lingua oficial, mas no entanto falam Inglês Americano, por isso não é por ai.

Compare as diferenças entre o inglês UK e EUA (tarefa fácil) e depois compare as diferenças entre PT e BR (aqui você vai precisar de bastante tempo. Bons estudos!)

Absurdo. Já agora o seu nome vem de onde? É que na terra dos antepassados do Bagno, quiçá, dos seus, houve quem um dia me dissesse que eu falava melhor a língua oficial local do que um napolitano. E, um dia, fui obrigado a ensinar a um australiano que não era eu que falava pior do que ele o inglês, era ele que não dominava o inglês internacional…

O que é absurdo, caro Armando? Pode ser mais claro? Ou você é mais um que não entendeu nada além das palavras língua portuguesa?

O português não é lingua dos Lusitanos, os Lusos tem sua própria lingua e hoje lutam para reconstruí-la, não confunda Portugal com Lusitânia, pois são duas nações diferentes, mas Portugal ainda teima em não reconhecer a Lusitânia como nação. É importante entender que, os lusitanos não são portugueses e portanto sua lingua não é o português.

Desconheço a palavra “engastalhar”. Nunca a (ou)vi no RS, onde morei e estudei, nem no Amapá, onde resido e leciono há dez anos.

nem tu nem os portugueses, mas é como tudo, algumas regiões em Portugal também usam palavras diferentes, como por exemplo: charengado/xarengado (quer dizer chateado/fodido) , almariado (quer dizer tonto) ,… e por ai fora, são palavras que não são usadas em todo o país, ou seja, não fazem parte do português padrão.

Boas intervenções Lince Ibérico… Ajudar o ignorante a chegar a douto ignorante seria uma obra de misericórdia, infelizmente, na maior parte dos casos, inglória. E, alguns deles, ainda se dizem linguistas porque têm um diploma pendurado na parede. Se forem tão bons como os distintos colegas e estudantes que me fizeram trocar a carreira académica pela prática real da formação académica adquirida, poder-se-iam padronizar no espelho lá de casa, quem sabe, em português brasileiro, pois deste português europeu, só traduzido, né? (cuidado, não vá o nosso português ser contaminado com mais um neologismo ou forma de uso corrente transformado em… Leia mais
esse professor é um grande imbecil, pqp, queria ir à UNB para lhe dizer umas verdades, separar ou classificar as variações linguísticas seja de qual idioma for só enfraquece a língua, Português é Português em qualquer país lusófono, seja em Angola, Timor, Moçambique, Brasil, Portugal ou qualquer outro, se fosse assim, a língua portuguesa perderia importância e deixaria ter ter 260 milhões de falantes e passaria a ter apenas 10 milhões, afina o Português só seria falado em Portugal, no Brasil se falaria Brasileiro, em Angola Angolano, em Timor timorense e por aí vai… o mesmo serviria para os idiomas… Leia mais
Acho que a forma mais justa de contestá-lo não é indo até a UNB para lhe dizer “umas verdades”. Estude e faça o mesmo que ele: apresente a tua tese baseada, claro, na linguística, história e antropologia. Ficar gritando análises superficiais como ” então, no México se falaria mexicano, na Argentina se falaria argentino, na Austrália australiano (…)” . Defenda uma tese explicando as diferenças linguísticas dos países de língua espanhola e os de língua inglesa. Depois, claro, com o amplo estudo que você vai fazer das questões linguísticas brasileiras, considerando também os aspectos culturais e sociais, você conseguirá contestá-lo… Leia mais
Você tem taaaaaaanta razão!!! tanta quanto os erros de sintaxe conjugação, pontuação que eu achei no seu texto! Caro facistóide defensor da língua portuguesa, estude mais sobre a lingüística e procure conhecer os lingüistas que defendem a separação do “português brasileiro” do português europeu., pois eles existem sim e têm muito o que dizer. Outra coisa: seja mais gentil quando estiver defendendo suas opiniões senhor “PQP”. Não valeria a pena você ir dizer “umas verdades” pro Bagno, pois acho que você seria descascado quando fosse tratar desse tema com ele, já que você não tem muito o que dizer e… Leia mais

Típico de um homem que quer aparecer provocando polêmica. A própria Constituição Federal no seu artigo 13 quis deixar bem claro, já temendo os devaneios de alguns, que a língua oficial do Brasil é o Português.

Eu leio livros de Saramago e os entendo muito bem, se ele nao entende…

Parabéns, mto bem dito…. Saramago é português e vc é brasileiro, como vc o entende se segundo o imbecil da UNB o brasileiro não fala Português??? os livros do Saramago devem ter sido traduzidos, só pode…. queria perguntar a esse “professor” como em Portugal passa novelas brasileiras, as rádios tocam músicas brasileiras e os portugas entendem…será que são traduzidas para o Português ou são legendadas??? e se o Brasil nem os brasileiros falam o “Português” como pode o Brasil ser um país lusófono e fazer parte da CPLP??? Caro Anderson vc entendeu tudo o que escrevi??? sei lá né, vai… Leia mais

Só não se esqueça do detalhe mais irônico disso tudo: os livros portugueses são “adaptados” para o português BR e vice-versa. Traduzir a “mesma língua” para a “mesma língua” ? Interessante…

Mas é claro que você entende, pois é a língua escrita e a escrita é conservadora, varia pouco. Por isso entendemos perfeitamente os textos em português europeu. Mas na língua falada não se dá o mesmo e é fundamentado nas diferenças da fala que se argumenta que Brasil e Portugal não falam o mesmo idioma. A língua falada é que é a verdadeira língua, a escrita não passa de uma convenção imperfeita e artificial pra representar visualmente a fala. O curioso é ver gente, que nem se quer faz uso, defender esses modelos de escrita e gramática normativa com um… Leia mais

Este senhor é parvo e contradiz-se: “a palavra língua, ao contrário do que o senso comum pensa, não se refere a um bloco homogêneo.”
Para quê separar as as diferentes versões da mesma língua se é precisamente isso que lhe dá alma e universalismo?

Parabéns!!! é exatamente isso, é a diversidade da língua que a torna tão rica e bonita.

Finalmente alguém se pronunciou sobre esse assunto! Sou professora de português e fico irritada ao esbarrar em provas que testam alunos em conjugações verbais como vós falais, vós quereis, e assim por diante….Quem conversa dessa maneira? Ensino português para estrangeiros e deixo bem claro que na nossa língua, o PORTUGUÊS BRASILEIRO, isso não se usa! Ensino que a segunda pessoa do singular é “VOCÊ” e não tu! E que o plural é “VOCÊS” e não vós, e que nossa conjugação verbal tornou-se mais simples! E que escrevemos “estou”, mas falamos e cantamos “tô”! A língua é viva, e transforma-se de… Leia mais

Quanta ignorância…..

Ignorância da sua parte, Sérgio.

Quem o diz? Você? ;-)

Perfeita colocação, Mari!
Eu compartilho da mesma opnião.
É uma grande farsa manter o português brasileiro vinculado ao Português de Portugal. Gastamos tempo demais para aprender coisas que nunca usamos, nunca iremos usar e que só dizem respeito a Portugal, que em nada expressa a cultura brasileira e a maneira como nos expressamos.
Os suecos, dinamarqueses e noruegueses também se entendem e falam línguas autônomas.

Sou a favor, aliás donde vivo sempre me perguntam se meu idioma é brasileño.

se perguntam isso é por puro desconhecimento, mas no Brasil, em Portugal, na Angola, em Moçambique, em Timor, em Cabo Verde fala-se Português, é um idioma único, rico, com suas especificidades, diferenças, regionalismo, mas é Português, não existe o “brasileño”, angolano, moçambicano, mas sim o Português, não importa onde ele é falado, assim como o Espanhol ou Castellano é um só, ou vai me dizer que onde vc vive fala-se Mexicano, Argentino ou Colombiano??? que só se fala Español na Espanha, Inglês só na Inglaterra, Francês só na França.

Fábio, acho que o desconhecimento é seu, porque o Português de Portugal, é totalmente diferente do Brasil, não só a pronunciação, também palavras escritas diferentes, sem acentos, sem r, com nm, uma infinita regra diferente.
Falo com causa e experiência, por trabalhar com Portugueses e Angolanos a 10 anos.
Cumprimentos.( PT)
Saudações.(Br)

Mas aposto que, quer em PT, quer em “Br” se escreve “HÁ 10 anos”

se é totalmente diferente porque é que respondeu escrevendo português ou português brasileiro? eu percebo bem.

Saudações também é dito em Portugal. -_- essa diferença que vocês ACHAM que têm é nada mais nada menos que pura ilusão e preconceito.

E pura ignorância, seja vocabular, seja estrutural e multidisciplinar. É como aquela questão do velho princípio adoptado pelo Direito Romano: O desconhecimento da lei não impede o seu cumprimento.

Machado de Assis odiaria essa ideia.

Eu acho que ele amaria essa ideia. Gênio como era, saberia discenir as necessidades linguísticas da própria cultura.

Dá pra ver que você não entende nada de Machado de Assis…

Faltou foi espelho aí em sua casa foi, ó Djegovsky?

Tem a certeza do que está p’ra aí a dizer, Djegovsky…?!

http://revistapontesdevista.com/2015/04/06/machado-de-assis-e-os-portugueses/

Só lembro que é Angola e Moçambique os países que não aceitam o Acordo Ortográfico e não Portugal que aliás foi o primeiro a assinar e onde o acordo é obrigatório desde 2012. Detalhe: o acordo foi pensado e redigido pela Academia Brasileira de Letras e, portanto, é sim uma política da língua já liderada pelo Brasil. Sem mágoa histórica, penso que a língua é viva e que, claro, em cada país que se fala o português, a língua é falada recebendo colaborações das várias línguas nativas. Penso ainda que a juventude lusófona existe sim, e se identificam nas diásporas,… Leia mais

Apenas que uma língua é também a polifonia e a pluralidade fonética e vocabular.

Essas pessoas que ficam dizendo que nenhuma ciência é neutra acabam por manifestar o desejo de subjetivar a realidade, são uns poetas disfarçados, fingidores da arte de chamarem o que fazem de ciência.

Comentário excelente. Parabéns!

isto é ridiculo , a lingua portuguesa é das línguas mais versateis do mundo, a língua portuguesa é uma língua evoluida as pessoas é que não evoluem com ela, como é o caso deste senhor.

Versátil é mesmo. Tão versátil que nos permitiu muda-la ao ponto de transforma-la em outra língua.

mudar em outra língua? qual? a vossa lingua oficial é o português.

Exatamente. A oficial (a que nos foi imposta, proibindo a língua Tupi) é a Língua Portuguesa. A real, a que faz parte da cultura brasileira, do cotidiano, a que nos representa, é a língua brasileira. Já está tão institucionalizado este fato que um estrangeiro tem obrigatoriamente que escolher entre o “português brasileiro” e o Português de Portugal, tão institucionalizado que em qualquer site do mundo você têm o “Português BR” e o Português PT, tão institucionalizado que usamos legendas quando aqui passa algo de Portugal, tão institucionalizado que a gramática de Portugal tem suas regras e aqui usamos as regras… Leia mais

imposta?? voces é que a aceitaram na, se a lingua pertence a quem fala então porque é que no resto dos paise lusofonos não se fala Angolano? Moçambicano? e até nas regiões portuguesas do Algarve, Açores,….?

Menino, estou vendo que de certa forma você é extremamente ingênuo. Talvez lhe falte um pouco de conhecimento histórico. Uma vez que o Tupi foi proibido e a língua portuguesa foi oficializada, você vai me dizer que não foi imposta? Aqui entra as questões da colonização. Preste atenção no que você está dizendo. Os outros países “lusófonos” também mantém suas línguas nativas em alguma proporção. Tua análise é muito rasa. Não se fala moçambicano ou angolano, porque em Moçambique ou Angola não ocorreram as mudanças na língua como ocorreu no Brasil, e eles se mantêm próximos do Português de Portugal,… Leia mais

lol ingénuo és tu que achas que o português do Brasil tem assim uma enorme diferença do Português para justificar que o brasileiro tenha lingua propria, falas como se amanhã os Australianos fossem falar aborigene XD, sim porque o inglês tambem foi imposto, não?

Nossa! Que difícil! Quem vê acha que você é um profundo conhecedor da língua BR. Pelo jeito, deve conhece-la mais do que quem a usa. Que parte você não entendeu que a língua portuguesa só nos foi imposta em 1758? Essas generalizações rasas “como se amanhã os australianos fossem falar aborígene” só mostra que você não faz ideia do que você está falando. Se basear em coisas superficiais não vai conseguir contestar o Bagno.

foi imposta em 1758, o Brasil foi independente em 1822, e até hoje o português foi sempre falado. Por isso se tu te baseias na alteração da língua por um mero preconceito pessoal, isso só te ridiculariza assim como o Bagno está a ser ridicularizado pela maioria das pessoas.

“Tupinanzado” desde o início.
Ridicularizado pelos “linguistas” de plantão e pelo portugueses especialistas em cultura BR? Discordar do Bagno é direito de cada um, porém, contestá-lo com clichês não o ridiculariza porque não o alcança. Se você tiver um estudo profundo, bem embasado que confronte o Bagno, por favor, não deixe de compartilhar conosco para enriquecer o debate. Os clichês eu dispenso.

Ingênuo é você em achar que sabe mais da língua brasileira do quem a usa. Ingênuo é esse tipo de clichê: “como se amanhã os australianos fosse falar aborígene”. Não é suficiente para contestar o Bagno. Sorry.

mas como é que podemos sentir incomodados e ofendidos? na America fala se o Ingles Americano e dai? já ouviu o português da Madeira, ou dos Açores? também é diferente, assim como é diferente o do Brasil.

Eu te explico:

“A língua brasileira” com 200 milhões de falantes continuaria com a mesma importância, situada no ranking das línguas mais faladas do mundo.
E Portugal iria para onde? Para alguma posição sem muita importância, certamente.

É isso. Um peso, duas medidas:
Quando querem exercitar o orgulho colonialista de donos da língua:
– Ah… você fala “brasileiro”…

Quando não querem perder visibilidade internacional perdendo 200 milhões de “falantes” e ainda exercendo o orgulho colonialista:

-Isso é um absurdo! Falamos a mesma língua!!!!!

Hahahahahah Exatamente, Conrado.

mas a lingua portuguesa não é só Portugal e Brasil, nem a importancia está somente entre esses dois paises.

A língua portuguesa é Portugal e os países lusófonos africanos. O Brasil está de gaiato nessa história.

só um ignorante é que não sabe o que é a lusofonia.

Só um ignorante para achar que o Brasil realmente faz parte da lusofonia.

Se não faz então que raio está a fazer na CPLP? porque aderiu? só te contradizes, ainda não deste nenhuma para a caixa.

Pois é. Infelizmente isso é uma questão política. Esta tua pergunta entra exatamente na discussão aqui. Essa é a pergunta que os governantes brasileiros tem que se fazer: Que raios estamos nós brasileiros fazendo na CPLP?

Uma agência de tradução jamais contrataria um brasileiro para traduzir para o português europeu, e, do mesmo modo, jamais contrataria um português para traduzir para o português brasileiro. (excetuando-se, claro, casos excepcionais de tradutores com vivência em ambos os países).

Apenas esse fato já mostra muito claramente a constatação inegável de que as diferenças entre o PB e o PE são muito significativas.

E fá-lo-ia com um nigeriano para publicação no mercado britânico? Ah tá, a Nigéria tem mais línguas que o Brasil… Estados!

https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADnguas_da_Nig%C3%A9ria

Esse exemplo não serve para contestá-lo. Não se trata das línguas existentes em um país. Qualquer nativo do idioma inglês pode sim estar apto para trabalhar com as demais variantes do inglês. Eu sempre contrato serviços de tradução e a grande maioria dos nativos da língua inglesa circulam facilmente pelas demais variantes. Ele tem razão. Se o tradutor não tiver uma vivência real entre Brasil e Portugal não consegue atender a uma tradução com segurança. Se for tradução simultânea, então, pode esquecer.

Nossa! Como é possível alguém pensar que o Brasil não fala português só porque: 1. Tem grandes diferenças nos níveis fonéticos, morfológico, lexical, semântico e…, acredite se puder, sintático! Que a Escola e os gramáticos fascistas do Brasil insistem em negar colocando como erros, ignorância e até falta de cultura. Mas felizmente temos lingüístas como Marcos Bagno comprometidos com uma mudança nessa farsa. 2. A língua escrita passa a ilusão de homogeneidade fazendo parecer que brasileiros e portugueses falam um mesmo idioma enquanto que na língua falada no dia-a-dia as coisas não são bem assim. 3. A inteligibilidade entre brasileiros… Leia mais
Uma língua não pode nem deve ser regida por mercados, governos, mas muito menos reclassificada ou pretensamente catalogada por falsos arautos de cientificidade de qualidade muito, mas mesmo muito, duvidosa; que não seja a mera mediocridade de uma visibilidade mediática; que lhe confira protagonismo perdido na ausência de qualidade académica só que aplaudida por plateia estudantil acólita própria e, como tal, esconso na pseudo-ciência da arte do vitrinismo fácil apenas confinado contemporaneamente à simpatia alimentada entre e pelos seus discentes somente. Por isso, se chama língua viva. Pressupõe a organicidade, i.e., a existência de orgãos autónomos mas em correlação coexistencial.… Leia mais

O mais engraçado é ler todo esse discurso de um cidadão de país que falava galego quando decidiu chamar a sua língua de portuguesa para atender o novo Estado que nascia, chamado Portugal, que até virar português, nada mais era do que língua galega. Ah! Me esqueci! Vocês gostam de falar que a língua portuguesa saiu do latim, né?

“Portugal estava à delimitar fronteiras e se formar como um Pais independente do Reino de Castela e Leão (Espanha)” ??? Espanha nem sequer existia na altura.

Dá-lhe Lince… Esta gente precisava era de melhorar a qualidade da educação a sul do Equador. “Aprentzi!” (como diz a minha mulher e de ilustre língua materna paraibana kkkkkkkkkkkkk)

LOL (kalma… acabou de chegar um anglicismo… será que já estou a dominar uma nova e terceira língua?! ahahahaha)

Ou, então, ter filhos luso-brasileiros para perceber a diferença qualitativa entre terceiro mundo versus resto.

Os parênteses deixam claro que Espanha é o nome que foi dado depois à região onde antes eram os Reinos de Castela e Leão. Do contrário não seria necessário usar parênteses.

Vocês só estão confirmando a fama que os portugueses têm no Brasil de serem burros. Acho que nem educação resolve isso.

Este Senhor é apenas um Marxista que gosta de esquerdar na seara da Linguística. E como todo esquerdista vê o mundo sob o prisma de teorias absurdamente anti-realísticas, ele agora vem com este papo do português brasileiro ser uma língua a parte. Ora, o português brasileiro não é e nunca foi uma língua a parte, é apenas uma variante (na verdade, um conjunto de variantes). Basta comparar, a título de exemplo, a relação entre o português brasileiro e o europeu com o que ocorre entre a língua crioula haitiana e o francês, ou entre o holandês e o africâner. Nestes… Leia mais
Adorei a entrevista e as teses do professor! Precisamos sim desconstruir essa coisa de achar que devemos manter o favor de permanecer como na época da invasão em terras indígenas brasileiras. O português brasileiro pode ter sido imposto um dia no Brasil por causa da ganância de terceiros (que só nos deu como legado assassinatos, escravidão e muito roubo). Ainda hoje querem nos roubar a identidade também? Não! O Brasil tem sua cultura própria e como tal carrega seu idioma consigo que, realmente, não tem nada a ver com portugal, afinal, como bem já disse o professor “ter uma receita… Leia mais
Acho que o que mais difere o português do Brasil do português de Portugal é o fato de termos a influência do tupi-guarani e dos vários dialetos trazidos pelos negros da África. Só isso já é um bom motivo para criar essa alteração de nomenclatura. Assim como acontece no espanhol, a língua falada na América não é exatamente a mesma da Europa. Isso não quer dizer que neguemos nossa origem, muito pelo contrário : estamos valorizando não só a língua do colonizador, mas também do colonizado, a língua original da terra, e todas as que chegaram depois e tiveram igual… Leia mais

Só faltou propor que déssemos a cada variação linguística regional do Brasil também o status de língua separada.
Isto é um disparate!

Besteira mutia coisa que este homem disse uma língua começa com o entendimento, então, se gasta muito em preservar uma linguagem, quanto a ser colonizado a formação do português é só o fruto da exacerbação das diferenças entre que se falava nos arredores de Lisboa em relação ao que se falava nos arredores de Madri, mais os efeitos do tempo.

BRASIL É MAIOR!
BRASILEIRO É A LÍNGUA!
E O POVO É DIVERSO! Alguns idiotas aqui e ali, uns espertões e um pessoal mais aceitável. No geral pode se dizer que com poucas mudanças (porém complexas e drásticas) é possível melhorar muito.
INDEPENDÊNCIA DE PORTUGA FULEIRA!
INDEPENDÊNCIA DA LÍNGUA
TCHAU!

Esse Bagno é uma vergonha. Não é porque o povo é ignorante, que se deve mudar a realidade para acomodar a ignorância. “Nossa, o brasileiro fala tudo errado, parecemos idiotas. Já sei, vou chamar o analfabetismo de ‘outra língua’, e aí essa fala grotesca será perfeitamente correta!”. Não me surpreende que seja amante do Lula, afinal essa esquerda que temos aí é a mesma que busca popularizar tudo o que há de pobre e miserável nesse país. No rumo proposto por esse homem, logo estaremos falando um crioulo da língua portuguesa, tudo em prol de seu elitismo às avessas.

Esses pseudos-intelectuais do terceiro-mundismo adoram cultuar a pobreza e todas as suas mazelas, mas lá de longe, de seu apartamento na cobertura, ou do hotel em Paris. Pois como muito bem disse Joãozinho Trinta: “O povo gosta de luxo, quem gosta de miséria é intelectual”.

Este abaixo assinado visa à mudança do nome da língua portuguesa, para “língua Brasileira”, visto que possuímos características que diferem do Português Europeu, construídas por falas das três etnias o Índio, Branco e o Negro, que formaram nosso Brasil, deixando praticamente nulo a existência de uma imagem de colônia que ainda fala Língua de seus colonizadores. Sendo impreterivelmente necessária nomeá-la como “língua Brasileira”, no que se refere a uma Sociedade ou Nação e no falar de seus cidadãos. Sua autonomia! Assim como ilustres Visconde de Pedra Branca, Varnhagen, Paranhos da Silva, Machado de Assis, Mário de Andrade e os românticos… Leia mais
Este señor dice lo siguiente: “Não é uma vergonha o Brasil não ocupar este espaço linguístico na América Latina? É verdade. Mas o mesmo ocorre com o espanhol. No Brasil, existe o Instituto Cervantes, que é da Espanha. A gramática é feita na Espanha, tudo vem de lá. E nós não temos um instituto linguístico de grandes países latino-americanos, como Peru, Argentina, Colômbia ou México. Esses grandes países de língua espanhola poderiam investir mais nesse sentido.” Quiero aclarar aquí que no existen en el español diferencias notables ni pugnas lingüísticas que ameriten la creación de instituto de divulgación de español… Leia mais
O que temos mesmo, é pressionar para que a nossa língua (no Brasil) seja oficializada (Brasileiro, Brasílio, Brasilis) ou qualquer coisa assim. Não podemos permitir que 10 milhões de pequenos portugueses ditem a regra do jogo e em como devemos falar e/ou escrever. Já há uma grande distinção entre ambas (Português e Brasileiro) e sinceramente, prefiro a maneira em que expressamos. Vejam que no mundo da informática, por exemplo, programas são elaborados distintamente, o que em minha opinião isso é um benefício para ambos, Brasileiros e Portugueses, o que não me agrada é que o nome da nossa língua neste… Leia mais

Enfim..se esse é o grande filologo brasileiro fico já com pena do Brasil…Muito sindrome de colonizado nesse comentário. “nós é que temos que mandar no idioma” “nós somos 9% dos falantes de portuguÊs”, “nós somos a 8ºeconomia do mundo””Portugal está no fundo do poço…” A verdade é que Portugal é um país desenvolvido e muito melhor estruturado que o Brasil. É obvio que o Brasil fala português e tem mais a ganhar com isso do que ganharia se falasse “brasileiro”…

Não falamos português, ele além de outros linguistas defendem a língua nacional.

Tanto que já criamos uma petição para que isso aconteça:

http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR71343

As diferenças entre pt-pt e pt-br justificam a separação.

Tem mais é que desprezar mesmo essa tal “lusofonia mesmo”! A única coisa que Portugal fez para o Brasil foi explorar, escravizar e roubar…Aliás, ele impôs seu idioma somente para esses fins quando aqui chegou com toda sua tralha, como se aqui não houvesse moradores, como se já não existisse quem fossem donos dessas terras… e como se não bastasse matar esses donos (indígenas) ainda trouxe escravos traficados da áfrica e hoje pagamos um preço muito alto por isso… Viva a Semana da Arte Moderna de 1922 que rompeu com a arte importada europeia e mostrou ao mundo que o… Leia mais
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