Polícia avança em investigação do Caso Orelha; dois adolescentes suspeitos retornaram ao Brasil
29 janeiro 2026 às 18h11

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A Polícia Civil de Santa Catarina (PC-SC) continua investigando a morte do cachorro comunitário Orelha, que vivia na Praia Brava, em Florianópolis. O animal, de cerca de 10 anos, era cuidado por moradores da região e morreu após sofrer agressões graves. Dois adolescentes apontados como suspeitos retornaram recentemente ao Brasil depois de uma viagem aos Estados Unidos.
De acordo com os investigadores, a saída do país estava relacionada a uma viagem previamente programada. O delegado Ulisses Gabriel informou que foram cumpridos mandados de busca e apreensão dos celulares dos jovens, que estavam na Disney. O monitoramento contou com apoio da Polícia Federal, que identificou a antecipação do voo de retorno.
Ao todo, quatro adolescentes foram identificados como suspeitos de envolvimento nos maus-tratos. Dois deles já haviam sido alvo de mandados de busca e apreensão no início da semana. Além disso, um adulto também é investigado por tentativa de coação de testemunha. Segundo a polícia, ele teria ameaçado uma pessoa com arma de fogo, mas o objeto não foi localizado. Durante a operação, os agentes apreenderam pequena quantidade de droga para consumo próprio.
O desaparecimento de Orelha foi registrado em 16 de janeiro. Dias depois, o cão foi encontrado gravemente ferido por um de seus cuidadores. Diante da gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia. Um laudo pericial confirmou que o animal foi atacado com objeto contundente. A identificação dos suspeitos ocorreu por meio da análise de câmeras de segurança e de depoimentos colhidos durante a apuração.
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