Lula de aparência “extraterrestre” é filmada pela primeira vez na Fossa de Tonga
02 setembro 2026 às 13h18

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Uma lula considerada uma das criaturas mais incomuns das profundezas do oceano foi registrada em vídeo pela primeira vez na Fossa de Tonga, no Oceano Pacífico. O animal pertence ao gênero Magnapinna, conhecido pela aparência peculiar, com corpo pequeno e tentáculos extremamente longos e finos, que dão à espécie um aspecto semelhante ao de uma criatura extraterrestre.
As imagens foram feitas a aproximadamente 3.300 metros de profundidade, durante uma expedição realizada por pesquisadores da Minderoo-UWA, da Universidade da Austrália Ocidental, em parceria com a organização Inkfish. O registro representa a primeira identificação de uma Magnapinna na região.
No vídeo, a lula aparece nas águas escuras e se aproxima lentamente da câmera de um equipamento utilizado na exploração do fundo do oceano.
Animal pode chegar a 8 metros
Apesar de o corpo da Magnapinna ser relativamente pequeno, seus braços e tentáculos podem atingir grandes proporções. Pesquisadores estimam que exemplares do gênero possam chegar a cerca de oito metros de comprimento.
Uma das características mais marcantes são os longos filamentos que se estendem a partir dos braços. O comportamento desses animais ainda é pouco conhecido pela ciência, principalmente porque eles vivem em regiões extremamente profundas e são difíceis de observar.
Os registros de Magnapinna são considerados raros. Por isso, cada novo encontro ajuda os pesquisadores a compreender melhor a distribuição, o comportamento e a biologia do gênero.
Exploração das profundezas de Tonga
As imagens fazem parte da Expedição da Fossa de Tonga, que utiliza submersíveis e sondas para investigar e mapear áreas profundas do Oceano Pacífico.
A expedição teve início em julho e tem previsão de encerramento em outubro. A região explorada está entre os ambientes mais extremos dos oceanos, com grande profundidade, baixa temperatura, ausência de luz solar e pressão elevada.
O uso de veículos submersíveis permite que os pesquisadores alcancem áreas que dificilmente poderiam ser observadas diretamente.
Gênero ainda guarda mistérios
O nome Magnapinna vem do latim e significa “grandes barbatanas”. Atualmente, o gênero reúne três espécies reconhecidas: Magnapinna atlantica, Magnapinna pacifica e Magnapinna talismani.
A dificuldade de encontrar esses animais, no entanto, faz com que os cientistas considerem possível a existência de outras espécies ainda não identificadas.
Além de ampliar o conhecimento sobre a ocorrência da lula no Pacífico, o novo registro reforça o quanto as profundezas dos oceanos ainda são pouco exploradas. Mesmo com o avanço dos equipamentos de pesquisa, uma grande quantidade de organismos permanece desconhecida pela ciência.


