Zoológico de Goiânia permanece com sistema de bilheteria que possibilita fraude

Uma licitação para compra de catracas está em andamento mas não existe nenhuma previsão de quando o novo sistema começará a funcionar

Divulgação

Mesmo após a investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP-GO (Gaeco) que resultou na Operação Multigrana e revelou esquema para fraudar a emissão de bilhetes e desviar a verba dos ingressos, a bilheteria do Zoológico de Goiânia ainda permanece com o mesmo sistema.

De acordo com a Agência Municipal de Turismo Eventos e Lazer (Agetul), uma licitação pra adquirir catracas e implantar um novo sistema de bilheteria está em andamento.

A assessoria de comunicação da Prefeitura de Goiânia, no entanto, informou que não existe nenhuma previsão de quando o novo sistema começará a funcionar.

As fraudes nos bilhetes, reveladas pela Operação Multigrana, só eram possíveis por causa da precariedade na organização da bilheteria que dificultava o monitoramento dos valores referentes aos ingressos do parque, pagos sempre em dinheiro.

Caso os bilhetes já utilizados fossem descartados de forma intacta, eram reaproveitados e “vendidos” novamente. Por outro lado, se os bilhetes fossem rasurados ou rasgados, fazia-se uma duplicação e reimpressão desse ingresso, devolvendo para o caixa, para contabilização do dinheiro a menos. Nos dois casos, os valores com a segunda venda dos ingressos ficavam com o grupo.

O esquema envolvendo agentes de dentro da Agetul desviava cerca de R$ 60 mil por final de semana de funcionamento, somente no Parque Mutirama, que atuava com o mesmo sistema de bilheteria. A estimativa é que o rombo nos cofres públicos chega a R$ 3 milhões por ano.

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