Zezé Di Camargo diz que “Brasil nunca chegou a ser uma ditadura”

Em entrevista no canal de Leda Nagle no Youtube, o sertanejo também disse que “é muito politizado” e “adora notícia”

Declaração de Zezé durante entrevista com a jornalista Leda Nagle gera polêmica  | Reprodução/ Portal UOL

O cantor sertanejo Zezé Di Camargo gerou polêmica na noite da última segunda-feira (11/9) quando resolveu falar de política. Em entrevista ao canal da jornalista Leda Nagle no Youtube, o músico disse que o “Brasil nunca chegou a ser uma ditadura militar”.

“Muito gente confunde militarismo com ditadura, todo mundo fala ‘nós vivíamos numa ditadura’. Nós não vivíamos numa ditadura, nós vivíamos num militarismo vigiado. Ditadura é a Venezuela, Cuba com Fidel Castro, Hungria, Coreia do Norte, China. Esses são realmente ditadores. O Brasil nunca chegou a ser uma ditadura daquelas que ou você está a favor ou você está morto”, disse o músico.

A jornalista então lembrou que, por 21 anos, a ditadura prendeu, torturou e matou muita gente, ao que Zezé respondeu: “Mas não chegou a ser tão sangrenta, tão violenta, como a gente vive até hoje, no mundo de hoje. Não dá para acreditar que muita gente ainda acredita que uma ditadura vai dar certo”.

Depois, acrescentou que o Brasil poderia considerar o militarismo como uma forma de “reorganizar as coisas”.  “Mas eu acho, eu acredito, as pessoas vão me achar maluco, não quero isso jamais pro Brasil, mas eu imagino que o Brasil hoje precisaria passar por uma depuração. O Brasil até podia pensar no militarismo para reorganizar a coisa e entregar de novo”, completou.

>À jornalista, o músico também afirmou que já recebeu propostas para se candidatar, mas que não aceitou por não ter “vocação para exercer”. “Já conversei com alguns políticos, eles ficam impressionados com meus conhecimentos políticos”, disse.

Zezé, que canta em dupla com o irmão Luciano, também contou a Leda que gosta de ouvir e assistir notícias, seja no rádio ou na televisão. “Eu sou alucinado por notícia”, disse.”Eu acho que seria fascinante para o jornalismo criar um programa onde o jornalista desse a notícia e expressasse a notícia como cidadão”, completou.

A segunda parte da entrevista deve ser divulgada nesta terça-feira (12/9).

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