“Mas como fecha em uma situação dessas? Está ruim, mas se fechar é pior”, disse

Zacharias Calil diz que HMI não tem mais solução, e que reforma será apenas um paliativo
Foto: Fernando Leite | Jornal Opção

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Para o deputado federal Zacharias Calil, o Hospital Materno-Infantil (HMI) não tem mais solução. O parlamentar considera reforma da unidade um paliativo até que se encontre uma solução. “Não adianta reformar. O próprio ministro da Saúde esteve lá e falou que as instalações são um absurdo. Mas como fecha em uma situação dessas? Está ruim, mas se fechar é pior. As gestantes de alto risco, as crianças vão para onde?”.

Calil lembra que se formou como médico em 1986 e, em 1980, fez estágio no HMI. Em 86, então, tornou-se contratado na unidade. Segundo ele, a cidade não tinha 500 mil habitantes na época e, hoje, com cerca de 2 de milhões na grande Goiânia, a instalação ainda é a mesma. “Não houve interesse na melhoria. A criança foi esquecida em Goiás”, desabafa.

Ele defende a construção de um Hospital da Criança e Adolescente. Mas, enquanto isso, considera que, apesar do problema estrutural, há equipe especializada no HMI. Por isso, acha que o melhor, como medida provisória, seria uma transferência integral para o Hugol.

Briga antiga

Zacharias também traz à memória que sua luta é antiga pela otimização do HMI. Ele afirma que, em vários momentos, não havia sequer medicamentos para crianças com convulsão e que os profissionais precisaram fazer “vaquinha”.

“Já terminei cirurgias com lanterna de celular, assim como outros colegas. A estrutura não aguenta muitos aparelhos ligados ao mesmo tempo”. Apesar disso, ele acredita que o governador Ronaldo Caiado (DEM) seja sensível às causas de Pediatria. “Ele foi lá no primeiro dia lá e sentiu na pele”, disse.

Hospital da Criança e Adolescente

Há pouco tempo, Calil dizia que o melhor seria a construção de um novo Materno Infantil. Mas mudou de ideia. Ele acredita ser difícil tocar, simultaneamente, as obras de um HMI 2 e do Hospital da Criança e Adolescente, que está mais perto de acontecer – que deve ser feito nos moldes do que existe em Brasília e que ele já visitou.

Segundo ele, já houve, inclusive, conversas com o controlador-geral do Estado, Henrique Ziller, sobre a ideia.

“Conseguimos uma área de 33 mil metros quadrados, próximo ao Parque das Laranjeiras, e agora à tarde conversei com o Ziller para que o governador assine o termo de intenção de construir o Hospital da Criança e do Adolescente com a WFO”, afirma Calil, animado com a possibilidade.

Segundo o deputado federal o hospital é todo montado nos Estados Unidos e trazido para cá, o que barateia o investimento geral em 40%.  “O termo está bem encaminhado, mas falta um estudo jurídico profundo para não se criar situações ilegais. Acredito que poderemos começar em menos de um mês”, adianta otimista.