Wellington Peixoto diz que relatoria do Plano Diretor ‘não é questão de interesse’

Vereador explica que escolha se dá por ordem alfabética e defende que projeto não seja aprovado a toque de caixa

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O vereador Wellington Peixoto (MDB) falou ao Jornal Opção sobre sua intenção de ser o relator do Plano Diretor na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara Municipal de Goiânia. “Não é questão de interesse, os relatórios vão chegando e sendo relatados em ordem alfabética”, destaca. “Se cair para eu relatar o farei, se cair para outro vereador sem problemas”, complementa Peixoto.

“Eu não escolho qual projeto cai para minha relatoria, a presidente [vereadora Sabrina Garcêz] que coordena isso com seus assessores. Os projetos chegam e eles olham quem é o próximo da lista. Tanto que, ao final semestre, os vereadores têm uma média parecida de projetos relatados”, explica o parlamentar.

Segundo o vereador, a solicitação feita por ele foi uma consultoria externa para orientar e auxiliar os vereadores e a realização de audiências públicas nos bairros. “Existem muitas pessoas que sequer sabem o que é Plano Diretor, por isso temos que ir e mostrar o que está sendo feito, quais os impactos disso pelos próximos 10 anos”, defende.

“Não estou preocupado com quem vai relatar, temos que fazer com que seja uma discussão aberta, onde quem quiser apresentar uma emenda o faça, e que a população participe dessa discussão”, diz Wellington. “Não pode ser aprovado a toque de caixa, sem uma discussão ampla e transparente”, conclui o vereador.

São membros da CCJ os vereadores Sabrina Garcêz (sem partido), Anderson Sales (DC), Wellington Peixoto (MDB), Zander (Patriota), Tatiana Lemos (PCdoB), Leia Klebia (PSC) e Dra. Cristina (PSDB).

Código Tributário 

Ao avaliar a conturbada tramitação do Código Tributário, Peixoto afirma que grande número de emendas e, em seguida, retirada do projeto pela prefeitura foram ocasionadas por conta da questão do IPTU. “Os vereadores dessa legislação não concordam com o aumento de IPTU, eu não concordo”, afirma.

“Nós não queríamos que a população pagasse ainda mais impostos do que ela já paga. Isso foi um problema, pois esse aumento estava embutido dentro do Código Tributário”, finaliza. 

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