Waldir acredita em candidatura ao Senado independente de chapa para o governo

Diferentemente de uma “candidatura avulsa”, político acredita em uma jurisprudência que teria sido criada em 2010. Ele tem se esforçado para conseguir concorrer ao cargo

Cotado como candidato ao Senado, o deputado federal Delegado Waldir (hoje no PSL) acredita que há possibilidade de os partidos políticos lançarem, cada um, um candidato a única cadeira em disputa. É uma situação que dependerá de cada partido, mas o deputado crê na regulamentação desta possibilidade a partir de uma jurisprudência criada em 2010, quando o juiz aposentado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Hamilton Carvalhido, entendeu que não há impedimento para que uma coligação ou sigla lance um candidato ao Senado sem um candidato próprio ao Governo do Estado.  

É o que também cogita fazer o deputado federal e o próprio senador Luiz do Carmo (de saída do MDB). O primeiro quer concorrer pelo União Brasil (partido que surgirá da união do Democratas com o PSL, em fevereiro) e o segundo pode ir para o PSC, liderado pelo ex-prefeito de Bela Vista, Eurípedes do Carmo, que é irmão do senador.  

Ambos almejam ser escolhidos pelo governador Ronaldo Caiado (Democratas). No entanto, também estão na disputa o ex-ministro das Cidades, Alexandre Baldy (PP), o ex-senador Wilder Morais (hoje no PSC), o ex-ministro da Economia Henrique Meirelles (PSD), o deputado federal Dr. Zacharias Calil (Democratas) e o também deputado federal João Campos (Republicanos). Ou seja, há muitos postulantes para apenas um cargo.

Diante disso, o deputado voltou a questionar a possibilidade de um postulante ao Senado concorrer a uma cadeira por uma chapa “independente”, ainda que exista uma coligação com outros partidos para o Executivo Estadual. “Todos os partidos da base do governador poderiam ter uma candidatura ao Senado, se quiserem. A minha consulta é justamente quanto a essa possibilidade”, acrescenta o parlamentar.  

Esforço pelo União Brasil 

Waldir aposta na candidatura dele diante do esforço que fez pela união entre o PSL e o Democratas, que se tornará o partido dele e do governador Ronaldo Caiado. “Não ajudei a criar o União Brasil com o maior tempo de TV, o maior fundo partidário para jogar tudo isso fora e isso é possível de acontecer. É uma situação que pode acontecer”, pontua o político.  

Ele reconhece que o tema é polêmico e que há várias decisões contrárias à possibilidade e também a possibilidade de candidatura “avulsa”. Essa, no entanto, segundo o deputado não é a situação. Ele diz que não se trata de uma candidatura avulsa, e sim do embasamento deste posicionamento do ministro Carvalhido.  “O que eu fiz foi uma provocação ao TSE. Quanto mais candidatos tiver, melhor. Respeito todos. Vamos deixar para o cidadão escolher quem ele acha melhor dentre os nomes que estiverem colocados”, diz.  

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