Vereadora enfrentou na Justiça pelo direito de se candidatar mesmo com partido apoiando coligação de Maguito Vilela (MDB) em detrimento dela

Dra Cristina Lopes | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

A vereadora dra. Cristina Lopes (PL) disse, em entrevista ao Jornal Opção, que sua ação na Justiça Eleitoral para candidatura a prefeita de Goiânia na eleição de 2020 servirá como “um legado”. “Eu não aceito esse tipo de injustiça”, afirmou sobre suposto boicote que sobre do partido em detrimento do apoio à coligação do prefeito eleito Maguito Vilela (MDB).

Ela diz que é preciso que a Justiça Eleitoral tome uma “posição firme” para cumprimento da cota de 30% para candidaturas femininas. Em Goiânia, nove partidos estão enfrentando ações por supostamente não terem cumprido o mínimo exigido pela legislação. As siglas alegam que, no momento do registro das candidaturas, cumpriam a cota.

“Enquanto a Justiça Eleitoral não tomar uma posição firme e deixar como exemplo para a democracia brasileira e todos os partidos, essa situação não vai se modificar”, diz.

Dra. Cristina afirma que é preciso rever o fato da contagem da cota de gênero apenas no momento da inscrição. “Isso é muito frágil. Mulheres declararam que só souberam que eram candidatas pela imprensa. A lei é muito frágil. Enquanto a Justiça não tomar uma medida clara e uma punição exemplar, isso não vai se modificar”, avalia.

Mudança

Cristina ainda adianta que está conversando com vários partidos para possível mudança. No entanto, espera tomar a decisão de forma coletiva junto com apoiadores e uma “decisão acertada”. “Errar uma vez é natural, mas segunda vez é burrice. E não sou burra”, brinca.