Pedido de vista adia decisão sobre ponto biométrico para médicos da rede municipal

Vereadoras Priscilla Tejota e Dra Cristina pediram vistas ao projeto para apresentarem uma emenda estendendo o tempo de tolerância para atrasos

A segunda votação do projeto que determina a implantação do ponto eletrônico para médicos da rede municipal de saúde foi supensa após pedido de vistas nesta quinta-feira, 25, na Câmara Municipal de Goiânia . A matéria é de autoria da vereadora Tatiana Lemos, que usou a tribuna para argumentar sobre a necessidade da obrigação para garantir que a população tenha acesso aos serviços públicos de saúde.

“Uma enquete na TV mostrou que 89% da população é a favor do projeto, mas na Câmara muitos pares tem interesses obscuros e alegam que essa obrigação e inconstitucional. Isso não é verdade, várias decisões do STF já garantiram os interesses da pessoas”, disse a vereadora.

O ponto eletrônico já existe nas unidades de saúde, sendo os médicos desabrigados de baterem o ponto como os demais profissionais já fazem, argumentou a autora da matéria. “Hoje as pessoas chegam nas unidades de saúde municipais e encontram um médico apena atendendo. A população não aguenta mais esse descaso”.

Tatiane disse ainda que um profissional relatou a ela que deixaria a rede caso o projeto fosse aprovado. “Não dá para a população pagar e não ter acesso ao serviço de saúde porque o profissional não irá cumprir sua carga horária. Para quem trabalba corretamente nada muda”, defendeu Tatiana.

As vereadoras Priscilla Tejota e Dra Cristina pediram vistas ao projeto para apresentarem uma emenda estendendo o tempo de tolerância para atrasos, que no texto atual é de 15 minutos. “Isso irá facilitar a aprovação que ganhará o apoio dos profissionais que têm interesse em bater o ponto e cumprir sua carga horária”, afirmou a Dra. Cristina.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.