Votação da cassação de Cunha só depois do impeachment de Dilma

Presidente da Câmara marcou para 12 de setembro o processo contra o ex-presidente 

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia durante coletiva de imprensa| Foto: Luiz Macedo/ Agência Câmara

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia durante coletiva de imprensa| Foto: Luiz Macedo/ Agência Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou nesta quarta-feira (10/8) que a votação final da cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) será realizada no dia 12 de setembro. O caso será levado ao plenário após a conclusão do processo do impeachment de Dilma Rousseff (PT), prevista para o fim do mês de agosto.

De acordo com Maia, o caso não poderia ser colocado em votação na próxima semana porque não haverá atividades na Câmara, já que se iniciará o período eleitoral. Na semana seguinte a votação estaria inviabilizada por causa da votação do impeachment no Senado.

Já na semana de 29 de agosto a 2 de setembro, Maia deverá assumir o comando do país interinamente, em função da viagem do presidente para a reunião do G-20 na China e, portanto, não poderia presidir a sessão. Com o feriado de 7 de setembro, a semana seguinte teria um quórum reduzido, o que também impossibilitaria a votação.

Sendo assim, a semana entre 12 e 16 de setembro foi a encontrada pelo presidente da Câmara. Segundo parlamentares próximos a Maia, ele não escolheria o dia 13 por este ser o número do PT nas urnas, e acabou escolhendo o dia 12.

Com a decisão de Maia, prevaleceu a defesa da base governista do presidente interino Michel Temer, que queria que a decisão sobre o futuro de Cunha, ex-presidente da Câmara, ocorresse depois da conclusão do processo de impeachment de Dilma Rousseff, previsto para o próximo dia 26.

Histórico

O processo ficou pronto para decisão antes do recesso de julho. A leitura do parecer emitido e aprovado pelo Conselho de Ética, por 11 votos a favor e 9 contra, foi feita na última segunda-feira (8), dando ao caso preferência sobre as demais matérias, mas sem impedir que outros temas sejam analisados.

Cunha é acusado de mentir ao depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, em maio de 2015, sobre a existência de contas bancárias de sua propriedade no exterior.  (Com Agência Brasil)

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