Apesar de nenhum voluntário ter relatado efeitos graves à vacina, estudo ainda deve durar cerca de um ano para avaliar eficácia da vacina

Em testes desde julho no Brasil, a vacina produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, continua seus estudos em cerca de nove mil voluntários em todo país, sendo 850 deles apenas no Distrito Federal. O primeiro voluntário testado na Região Centro-Oeste, foi o médico gastroenterologista goiano Gabriel Ravazzi dos Santos, de 31 anos, que já recebeu a segunda dose da Coronavac.

“Os voluntários recebem duas doses da vacina com intervalo de 14 dias entre elas. Após essa etapa, são realizados mais dois retornos também com intervalo de 14 dias para avaliação médica e coleta de novos exames”, conta Gabriel ao Jornal Opção.

A pesquisa tem duração de 12 meses, mas os voluntários são monitorados regularmente para avaliar possíveis efeitos colaterais e o funcionamento da vacina. “Eu já passei por 4 retornos. Os dois primeiros para realização da vacina, que é uma avaliação médica e coleta de exames. Os outros dois, somente para avaliação médica e coleta de exames. Meu último foi há uma semana, quando completou um mês após a segunda dose”, conta o médico.

Segundo ele, cada voluntário está em uma etapa diferente. Antes dos testes, todos os voluntários são orientados sobre quais tipos de reações podem ocorrer em decorrência da vacina. “Pessoalmente, o único sintoma que tive foi um leve desconforto no local da aplicação, semelhante a qualquer outra vacina. Não apresentei nenhum sintoma mais grave”, disse.

“Até o momento, não foi relatado por nenhum voluntário da pesquisa da vacina da Sinovac reações adversas graves à vacina”, informou Gabriel, que continua muito animado com os possíveis resultados positivos da Coronavac. “A cada dia que passa, renovamos a esperança de estarmos cada dia mais perto da tão sonhada vacina”, afirmou.