Volume de emissão de notas fiscais demonstra sinais de recuperação da economia goiana

Movimentação de mercadorias teve alta de 20% em junho quando comparação ao mesmo mês do ano passado

Estado de Goiás teve um acréscimo de 20% nas transações comerciais no mês de junho deste ano quando comparado a igual período de 2019. A constatação vem da observação de emissão da NF-e (Nota Fiscal Eletrônica), da NFC-e (Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica) e do CT-e(Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), que são documentos de transações entre as empresas e o de transporte de cargas.

Segundo os dados da Secretaria da Economia do Estado de Goiás, além da alta na emissão dos documentos fiscais, foi possível verificar também o aumento de 30% em termos de valores totais destes documentos. Esses índices demonstram que a economia já ensaia uma retomada em relação ao cenário de crise. No entanto, o resultado ainda requer monitoramento, uma vez que a economia goiana ainda é afetada pela pandemia.

A auditora fiscal Flávia Rodrigues Reis e Silva, gerente de Inovação em Auditoria, da Superintendência de Informações Econômico-Fiscais da Secretaria da Economia, responsável pelos números, explica que eles demonstram o aquecimento das vendas em alguns segmentos. 

“A indústria e os atacadistas que utilizam estes documentos (fiscais) trabalham para abastecer o varejo. Aí também estão as operações com vendas por canais digitais. Nesse mesmo período, comparando com o ano anterior, verificamos uma diferença positiva de mais de 30%, tanto na indústria quanto no atacado”, afirma a gerente.

Dentro desse quadro, muito embora o varejo tenha apresentado um crescimento menor quanto às vendas, essa diferença positiva revela uma reação do mercado. Foi verificado pela emissão de NFC-e aumento também no quantitativo desses documentos fiscais, com acréscimo de 3,8 % em relação ao mês anterior. 

Destaques

Ao efetuar a análise dos dados por setor, percebe-se que o padrão de consumo do goiano foi modificado. Os setores de material para uso médico e hospitalar, comércio varejista em geral e o setor de combustíveis são os que apresentam melhores resultados no período. 

O setor de produtos médico-hospitalares e de combustíveis foram os que mais contribuíram para esse cenário positivo. Vale destacar que o setor de combustíveis registrou variação positiva de 16,87%.

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