Você sabe a diferença entre mutação, variante, cepa e linhagem do coronavírus? Entenda

Goiás já registra 377.861 pessoas infectadas e mais de 8 mil mortes desde o início da pandemia. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO), existem sete variantes do novo coronavírus até agora no estado

Coronavírus | Foto: Getty Images

Por Juan Meloni

O novo coronavírus (Sars-Cov-2) evoluiu e com isso novas mutações surgiram, algo normal porque o vírus se espalhou no mundo todo. A partir disso, surgem novas variantes, linhagens e cepas. Entenda abaixo o que isso significa.

As mutações são mudanças que acontecem no material genético (DNA) dos organismos vivos ao se multiplicar. Essas mudanças, muitas vezes, são responsáveis pelo surgimento de novas espécies. As mutações são mais comuns em locais com alta taxa de circulação do vírus e para diminuir o número de mutações é necessário parar a epidemia.

A variante é o vírus que mudou no processo de replicação, multiplicação, ao ser passado de uma pessoa para a outra. O vírus original pode ter muitas variantes, conforme sua circulação. A P.1, por exemplo, é a variante brasileira encontrada primeiramente em Manaus (AM), mas ainda existem a B.1.1.7, que foi identificada em dezembro de 2020 no Reino Unido e a 501Y.V2 ou B.1351, localizada na África do Sul.

Em Goiás, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO), existem sete variantes do novo coronavírus até agora.

A linhagem é definida como um grupo de variantes que se originam de um vírus comum, mas se diferenciaram e agora são encontrados em grande quantidade após sua consolidação.

A cepa é uma variante ou um conjunto de variantes dentro da linhagem, um pouco diferente do vírus original. As cepas podem ser de linhagens diferentes ou uma linhagem pode ter várias cepas diferentes.

Covid-19 em Goiás

De acordo com o boletim epidemiológico da SES-GO, divulgado na quinta-feira (18), nas últimas 24 horas foram registrados 2.316 novos casos de coronavírus e 60 mortes.

Até o momento, já são 377.861 infectados e 8.193 mortes no Estado desde o início da pandemia. Os recuperados são 362.762 e há suspeita de 320.540.

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