Pré-candidato confirma foco no projeto ao governo e reconhece movimento de aproximação com o partido

Na última semana, o deputado federal Major Vitor Hugo confirmou sua filiação ao PL e o apoio do presidente da República, Jair Bolsonaro, à sua candidatura ao governo de Goiás. Desde então, a situação gerou movimentos de insatisfação e desconforto dentro do diretório estadual do partido, que estava determinado a apoiar Gustavo Mendanha (Patriota), bem como ventilações de possibilidades que major fosse desistir do governo para formar alianças com outros projetos alinhados com o presidente, como o de Ronaldo Caiado (UB), por exemplo.

Vitor Hugo, no entanto, garante que está “totalmente focado em disputar o governo do Estado” e vê “zero possibilidades” de aproximação com o atual governador. “Não tenho nenhuma intenção [de me aproximar de Caiado]. Ele se afastou do presidente nos momentos mais críticos. Poderia ter liderado o movimento dos governadores em apoio, mas, na pandemia, preferiu adotar uma postura de oposição. Da minha parte não há nenhuma vontade ou estímulo para isso”, explica.

Vitor Hugo ainda defende que as possibilidades de associá-lo a planos de disputar outros cargos que não o de governador, como o de vice em outras chapas ou senador, vêm de sentimentos de desânimo e ansiedade de seus adversários, especialmente” pela força que afirma que sua candidatura tem ganhado”. Ele garante que até mesmo os impasses que antes encontrava no PL regional têm sido reduzidos, num movimento de pacificação que tem ocorrido a partir do diálogo com líderes da legenda. “Eu já vislumbrava que esse momento chegaria. Tenho mantido contato com o presidente Flávio Canedo e com a Madga Mofatto. Mesmo nos momentos mais tensos, nunca fiz críticas pessoais ou contundentes. Tenho sentido neles uma disposição de aproximação, até reconhecendo que conseguimos apoios expressivos, alguns que vieram depois do presidente, mas outros que já vinham de antes”, comenta.

Para ele, a política é muito dinâmica e tem a ver com processos, não somente com atos. Diante disso, o pré-candidato enxerga que ainda há um grande caminho para percorrer, mas já vê uma aproximação positiva com o partido. Entre outros pontos, atribui essa movimentação principalmente ao apoio do presidente Bolsonaro e à força que acredita que o partido está construindo. “Conseguimos montar uma chapa bem competitiva, tanto com deputados estaduais como federais. Pessoas até ade outros partidos, mas que estão conosco no projeto e com a confirmação da chapa do Senado no nosso grupo pro Wilder Morais”, pondera.

O pré-candidato ao governo também demonstra confiança no apoio público de prefeitos ao redor do Estado – citando como exemplo municípios de Alexânia, Ouro Verde, Cachoeira Dourada e Petrolina de Goiás –, mas aposta principalmente na proximidade com o senador Vanderlan Cardoso. “Já sinto um crescimento de uma percepção de que nós estamos no páreo e vamos crescer cada vez mais. Outros candidatos que ficaram em cima do muro e sinalizaram para vários lados vão se desgastando. Eu mantive meu alinhamento com o presidente o tempo todo e as pessoas percebem. Tudo isso está assustando os demais candidatos, a ponto de toda hora aparecer uma ‘fake news’ de vice ou senado. Vejo como certo desespero de quem encara nosso crescimento”, pontua.