Vistoria identifica paróquia que “invadiu” nascente do João Leite em Goiânia

Por meio de trabalhos da Comissão de Meio Ambiente, parlamentares e fiscais da Amma constataram que, além da igreja, algumas casas estão construídas em local impróprio

Paróquia Nossa Senhora da Assunção | Foto: reprodução/ site da paróquia

Na manhã desta sexta-feira (23/3), os vereadores Gustavo Cruvinel (PV) e Paulo Magalhães (PSD), da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal, estiveram em uma das principais nascentes do Ribeirão João Leite, no conjunto Itatiaia, em Goiânia, para realização de vistoria.

No local, os parlamentares e fiscais da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) verificaram que a Paróquia Nossa Senhora de Assunção e outras quatro casas estão construídas em local irregular, “invadindo” o espaço da nascente.

Na semana passada, o Jornal Opção havia adiantado que a paróquia construída na região já é alvo de ação na Justiça por conta da edificação inapropriada.

A construção da igreja, datada de 1981, foi feita em terreno cedido pela Prefeitura de Goiânia. Até então, o templo ocupava espaço de 900 metros quadrados, mas, com a expansão da igreja, chegou aos dois mil metros quadrados, ficando a cerca de apenas 50 metros do afluente do Ribeirão João Leite.

A Justiça já determinou pela desocupação do templo religioso, mas o local permanece de portas abertas. A reportagem tentou entrar em contato com o padre responsável pela paróquia e com a advogada da Arquidiocese de Goiânia, mas não obteve retorno.

Na avaliação do vereador Gustavo Cruvinel, é possível entrar em um acordo para que não seja necessária a demolição do espaço.  “O importante é que este tipo de situação passe a não acontecer mais, para que haja a preservação desses afluentes”, defendeu.

Projeto de lei

Para evitar este tipo de situação irregular, Gustavo adianta que tramita na Casa de leis um projeto apresentado na última quinta-feira (22/3), de autoria da Comissão, que promete facilitar a identificação dos lugares onde há nascentes e tentar impedir que haja construções e aumento da poluição nestes lugares.

“Existem muitas irregularidades em nascentes de Goiânia, como esta do conjunto Itatiaia. O objetivo dessas averiguações e do projeto é justamente preservar estes afluentes. O projeto, se aprovado, deixa a prefeitura responsável por identificar nascentes e instalar placas com informações e telefones de contato da Amma para eventuais denúncias”, explica Gustavo.

O trabalho da Comissão do Meio Ambiente está sendo feito de 15 em 15 dias com visitas e vistorias às nascentes de Goiânia.

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