Viração Goiás: festa reúne geração de militantes do movimento estudantil

Tendência foi um marco na história de estudantes na década de 1980, que lutou por mais democracia promove reencontro dia 20 de junho em Goiânia

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Denise Carvalho em discurso do Movimento Estutantil no anos de 1980 | Foto: Denise Carvalho/Arquivo Pessoal

A Viração, um movimento de expressividade e manifestação do pensamento estudantil, com origens na década de 1980, vai promover reencontro no dia 20 de junho, às 19 horas, no Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (ADUFG), localizada no Setor Vila Nova em Goiânia. Esta corrente, surgida há mais de 30 anos, dentro de um processo de reconstrução das entidades estudantil ao final da ditadura civil-militar no Brasil, a partir deste encontro pode voltar.

A luta desta tendência ligada ao PCdoB começou no Campus II da Universidade Federal de Goiás (UFG), em um período em que vários estudantes foram presos, mas logo a população apoiou e até entrou na manifestação dos pula-catracas, como ficou conhecido o movimento. Mas o objetivo principal da Viração era lutar contra a ditadura, por eleições diretas, pela redemocratização do País, em defesa da universidade gratuita, diminuição do valor das mensalidades das universidades pagas e por mais liberdade e em defesa da universidade pública.

De acordo com a ex-deputada estadual e vereadora em Goiânia, Denise Carvalho, que também foi vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFG, a Viração era o nome da chapa da eleição para a presidência da União Nacional dos Estudantes (UNE) em 1979, o primeiro pleito após longos anos de repressão. A chapa vitoriosa era presidida por Aldo Rebelo (PCdoB), atualmente ministro de Ciências e Tecnologia do governo federal. “Esta corrente que foi implantada no Brasil inteira nasceu daí”, diz.

Esta geração goiana da Viração, que é suprapartidário, ou seja, seus integrantes atualmente militam em diferentes legendas políticas como PCdoB, PSDB e PSD, por exemplo, vai realizar no próximo dia 20 o terceiro encontro da tendência. Trata-se de uma festa, onde os que militaram naquela época poderão se reencontrar. Segundo Denise, o evento quer ir mais além. É um esforço para reunir pessoas que já protagonizaram lutas democráticas importantes no passado recente.

Em função dos protestos do final do ano passado e do início deste ano, em que bandeiras reacionárias, autoritárias e antidemocráticas apareceram, e pelo Congresso Nacional de maioria conservadora, houve uma inquietação por parte dos integrantes da Viração no sentido de intervir no atual quadro político. “Vamos agir pela garantia das conquistas democráticas, pois esta foi a geração que conquistou a democracia no Brasil e vamos resgatar esta história.”

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