Vingança pessoal motivou assassinato de empresário em Goiânia, conclui Polícia Civil

Delegado afirmou que desentendimento entre vítima e ex-inquilino por conta de uma festa quatro anos antes ocasionou tragédia; suspeito confessou crime

Jhenyweltton Teixeira confessou ser autor dos disparos | Foto: Jota Eurípedes

Jhenyweltton Teixeira confessou ser autor dos disparos | Foto: Jota Eurípedes

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), apresentou nesta quinta-feira (24/11) o homem suspeito do assassinato do empresário Abisué Monteiro dos Santos, ocorrido em 18 de julho de 2015. De acordo com a polícia, Jhenyweltton Teixeira foi o autor dos tiros e teria sido motivado por vingança pessoal, após uma confusão entre os dois.

A briga ocorreu quatro anos antes, época em que o suspeito morava em um barracão nos fundos da oficina da vítima, no Jardim América. “Eles tiveram um desentendimento na época por conta de uma festa e chegaram a um confronto físico. Após este fato, o Jhenyweltton guardou um forte ressentimento e se vingou posteriormente”, afirmou o delegado adjunto da DIH, Dannilo Proto.

A investigação foi difícil, explicou o delegado. Na época, foi constatado que o empresário Abisué não possuía inimizades e nem era envolvido com atividades ilícitas. Briga de trânsito e latrocínio também foram descartados. Após novas diligências, a polícia acabou descobrindo a briga entre ele e Jhenyweltton, que foi confirmada por testemunhas.

Os policiais descobriram que após o crime, o suspeito havia fugido para Santa Helena de Goiás, onde a mãe morava, de onde foi para o Pará. Depois seu paradeiro estava desconhecido. “Conseguimos encontrá-lo em uma residência em Aparecida de Goiânia, no último dia 11”, apontou o delegado.

No momento da prisão, Jhenyweltton portava um revólver calibre 22, com seis munições intactas. “Eu comprei uma arma depois de ser assaltado duas vezes”, disse. “O meu intuito sempre foi me proteger. Infelizmente, perdi a cabeça ao me deparar com o Abisué, que sempre insistiu em falar palavras abusivas para mim”, confessou.

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