Vídeo mostra pai incentivando menino que teve braço dilacerado por tigre a brincar com leão em zoológico

O garoto teria seu braço amputado pouco tempo depois em decorrência do ataque de um tigre. Imagens contradizem versão do pai sobre o incidente

Um vídeo publicado no YouTube nesta sexta-feira (15/8) põe em cheque a versão apresentada pelo pai do garoto atacado por um tigre a respeito do incidente. O caso ocorreu em um zoológico em Cascavel (PR) no dia 30 de julho e fez com que o menino, de 11 anos, tivesse o braço direito amputado.

As imagens mostram o garoto, Vrajamany Fernandes Rocha, passando a mão nas patas do leão enquanto seu pai diz: “Dá, dá, dá, filho!”, referindo-se a um osso de galinha que estava em seu bolso.

“Mas ele não vai pegar”, retruca o garoto. “Ele não vai pegar, mas vai se divertir”, diz o pai.

Em entrevista ao “Fantástico” no dia 3, o pai do menino, Marcos Carmo Rocha, de 43 anos, afirmou que Vrajamany não quer que o animal seja morto. “Sabe a primeira hora que ele falou [depois] que estava sem o braço? Ele falou assim: ‘não mata o tigre’. Sem o braço! Ele só pensou no tigre em primeiro lugar”, afirmou.

Numa entrevista à TV Globo, o garoto disse que seu pai não é culpado pelo acidente. “O meu pai não teve culpa. Ele não sabia que ia acontecer.” Ele contou que, após ser mordido, ficou consciente e que, já na ambulância, percebeu que teria o braço amputado.

O pai garantiu não ter visto o filho pular a cerca entrando em uma área proibida e colocando-se em risco ante o tigre. Sobre o contato com o leão, ele disse não ter visto perigo no episódio. “Quando eu vi a situação, eu vi que estava sob controle. O leão estava muito tranquilo com ele e as pessoas envolvidas com a situação de certa maneira assim, gostando, eu digo”, alegou.

Segundo ele, a tragédia ocorreu por um “lapso”. Ele relata ter deixado o filho pequeno, de três anos, que estava em seu colo, para correr e acudir o mais velho. Ele conta que enfiou os dedos nos olhos do tigre para que ele soltasse o braço de seu filho.

A Polícia Civil do Paraná investiga o incidente foi provocado por omissão do pai do menino ou da guarda do zoológico. Rocha pode responder por lesão corporal.

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