Segundo o parlamentar, muitos deputados ainda possuem dúvidas sobre itens específicos a serem aprovados. O desafio, na visão de Carapô, será encontrar “pontos com maior aceitação entre os parlamentares”

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Após o governador Ronaldo Caiado (DEM) enviar à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) um pacote de medidas que coloca o Estado em condições de aderir ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), o deputado Zé Carapô (DC), que é vice-líder do governo na Casa, traçou um diagnóstico sobre a possível tramitação das propostas.

Ao Jornal Opção, Carapô lembrou que o governador sempre se mostrou “propenso” a aderir o regime e lembrou que a maior resistência para aprovação do ingresso está no Legislativo. “A Casa é que está fazendo uma melhor análise deste tema. Muito deputados ainda possuem certas dúvidas sobre itens específicos a serem aprovados”, explica.

Na interpretação de Carapô, medidas que impedem o repasse de verbas para os municípios ou a privatização da Saneago, por exemplo, podem travar a discussão do ingresso no Legislativo. No entanto, ele lembra que, para a adesão do regime, o Estado não precisa acatar todos os pré-requisitos estipulados pelo Governo Federal.

Sendo assim, o desafio, segundo ele, será encontrar os pontos com maior aceitação entre os Parlamentares. De qualquer forma, o vice-líder acredita que esta discussão deve ficar para o ano que vem.

Ao ser questionado se esta questão chegou a ser discutida na reunião dos parlamentares com o governador esta semana, Carapô disparou: “Discutimos sobre a PEC da Educação, sobre a reforma da Previdência e até sobre o Estatuto do Servidor Público, mas nada foi falado a respeito do RRF”, garantiu.

Medidas

Os projetos foram lidos em plenário, na tarde da última quarta-feira, 27. Dentre eles está a reforma do estatuto dos servidores públicos. A matéria trata, dentre outros pontos, sobre o fim da licença prêmio. Outra matéria diz respeito à revogação do acesso aos depósitos judiciais. Vale lembrar que a autorização para acesso ao montante — equivalente a R$ 1,8 bilhão — foi viabilizado via projeto de lei, do próprio Executivo, aprovado recentemente pela Alego.