Vereadores vão ao MP pedir afastamento dos secretários Kleber Adorno e Samuel Almeida

Elias Vaz, Jorge Kajuru e Priscilla Tejota assinam requerimentos protocolados nesta quarta-feira (18) em que pedem medida cautelar na Justiça para corte de auxiliares

Montagem | Fotos: Marcos Souza​

Os vereadores Elias Vaz (PSB), Jorge Kajuru (PRP) e Priscilla Tejota (PSD) protocolaram nesta quarta-feira (18/1) no Ministério Público de Goiás (MPGO) duas representações que pedem o afastamento dos secretários recém-empossados pelo prefeito Iris Rezende (PMDB), Kleber Adorno, da Cultura, e Samuel Almeida, do Governo.

Ambos os auxiliares respondem a ação penal movida pelo MPGO e, ainda assim, foram nomeados para compor o primeiro escalão da prefeitura. Na denúncia, os vereadores pedem ao órgão ministerial medida cautelar na Justiça ou recomendação ao prefeito para afastar os secretários. As representações foram direcionadas ao promotor Alexandre Mendes Vieira, da 35º promotoria, e à titular da 58ª, Fabiana Vasconcelos.

Em entrevista ao Jornal Opção, o vereador Elias Vaz lembrou que já encaminhou duas notificações extrajudiciais ao prefeito em que pedia o afastamento dos secretários, mas não obteve qualquer resposta da administração peemedebista. “O prefeito Iris está omisso e vem se escondendo da situação”, critica.

“Os dois casos são imorais e ferem o princípio da moralidade administrativa previsto na Constituição Federal. A sociedade está cansada das práticas da velha política. Todos os dias acompanhamos manifestações contra impunidade, ineficiência, imoralidade e, principalmente, a improbidade daqueles que ocupam os cargos públicos. Mas parece que a postura da prefeitura segue na contramão desses grandes anseios sociais”, acrescenta Elias Vaz.

Cultura

Conforme já noticiou o Jornal Opção, Kleber Adorno responde na Justiça por estelionato, formação de quadrilha e fraude em licitações referentes à época em que assumiu a pasta da Cultura pela primeira vez entre os anos de 2010 e 2011. Investigações da Polícia Civil chegaram a confirmar esquema de beneficiamento de empresas ligadas ao alto escalão da pasta.

De acordo com a denúncia, para fugir da licitação, os contratos com artistas e para serviços de montagem de palco, luz e som, entre outros, eram sempre fracionados e firmados com apenas cinco empresas que teriam recebido R$ 4,7 milhões em esquemas de superfaturamento. De acordo com a polícia, os artistas ficavam com a menor parte.

Em março de 2012, Kleber Adorno foi afastado do cargo de secretário de Cultura, justamente pelas irregularidades cometidas na secretaria, e que ainda está em tramitação no Judiciário. Para os vereadores autores da denúncia, a insistência de Iris em mantê-lo à frente da secretaria pode prejudicar o andamento e o resultado da ação penal que está em curso.

“As testemunhas da ação são músicos, artistas e profissionais do segmento cultural que foram lesados na época, por isso poderão sofrer pressões, perseguições e assédios, já que essas pessoas continuam dependentes dos recursos de incentivo à cultura”, explica o vereador Elias Vaz.

Secretaria de Governo

Já Samuel Almeida chegou a ser condenado pela Justiça a sete anos de reclusão pela prática de crime de fraude em licitação. O crime foi praticado quando o auxiliar era presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, entre os anos de 2005 e 2006. A sentença é do juiz Oscar de Oliveira Sá Neto, da 7ª Vara de Crimes punidos com reclusão.

O mesmo juiz confirmou a prática criminosa com prejuízo aos cofres públicos, em sentença no dia 5 de agosto de 2016, seis meses antes de tomar posse como secretário de Iris Rezende.

Além da denúncia quanto ao crime de fraude em licitação, conforme mostrou o Jornal Opção, o novo secretario de Governo também já foi alvo de inquérito policial acusado de facilitar um esquema que teria desviado meio milhão de reais de cofres públicos por meio de funcionários fantasmas e da igreja a qual era ligado.

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