Vereadores querem diminuição no reajuste do IPTU/ITU; prefeito Paulo Garcia bate o pé

Falta de acordo entre base aliada e Paço adia votação do IPTU/ITU na CCJ. Câmara quer aumento de 30%; petista não abre mão dos 57% e ameaça vetar qualquer valor diferente

Vereador Carlos Soares e prefeito Paulo Garcia: dissenso entre aliados e Paço | Fotos: Eduardo Nogueira / Fernando Leite

Vereador Carlos Soares e prefeito Paulo Garcia: dissenso entre aliados e Paço | Fotos: Eduardo Nogueira / Fernando Leite

O projeto que reajusta o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU/ITU) de Goiânia não entrou na pauta de votação da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Câmara Municipal de Vereadores, em reunião na manhã desta quinta-feira (27/11).

O anúncio partiu do presidente da CCJ e líder do PT, Carlos Soares. A retirada se deu pela falta de acordo entre os vereadores da base do prefeito Paulo Garcia (PT). “Está lá, mas não vai entrar em discussão. Colocaram números [na mesa], mas sem acordo”, informou o vereador ao Jornal Opção Online, antes de comunicar os integrantes do colegiado.

Relator do projeto na CCJ, Eudes Vigor (PMDB) confirmou a informação e sugeriu que discute-se um acordo entre 30% a 40%. O primeiro valor é o que mais agrada a base e o bloco moderado. Contudo, em reunião na tarde de ontem com a base, no Paço Municipal, Paulo Garcia descartou qualquer possibilidade de flexibilização. Na oportunidade, o petista adiantou vai vetar qualquer valor diferente ao apresentado pela prefeitura. “Ele foi claro e duro na hora de falar. Não vai haver recuo”, contou um vereador.

O Poder Executivo pretende atualizar os impostos em 57,8%, em 2015, e 29,7%, em 2016. O projeto precisa ser votado até o dia 20 de dezembro para que possa ser aplicado nos próximos dois anos. A reunião da CCJ encontra-se suspensa, mas cogita-se que pode ser reaberta nesta tarde, após novas tentativas de negociações. A análise na CCJ era esperada para esta manhã, já que a matéria causa desgastes no Poder Executivo e Legislativo.

Da CCJ, o projeto segue para o plenário para primeira votação. De lá, vai para a Comissão Mista e retorna para segunda votação. O tempo de tramitação depende de pedidos de vistas, apresentação e análises de emendas. As audiências públicas foram realizadas.

Reunião curta

Antes do encontro da CCJ, cerca de 15 vereadores da base e o líder do bloco moderado, Zander Fábio (PSL), se reuniram na sala da presidência com Clécio Alves, presidente da Casa, e a líder do prefeito, Célia Valadão, ambos do PMDB. No entanto, o encontro foi suspenso rapidamente para a que a sessão plenária desta manhã fosse aberta.

Nos corredores, ficou perceptível a insatisfação com a prefeitura. Um vereador disse que, apesar de rápido, o encontro foi “só canseira”. Outro afirmou que o clima ficou quente depois que Paulo Magalhães (SD) reafirmou que não votaria para “aumento nenhum”. Em contrapartida, comentava-se que ele “gosta de aparecer demais”.

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