Vereadores do PMDB refutam impeachment de Paulo Garcia, mas não saem em defesa do prefeito

Enquanto opositores articularam para protocolar pedido, peemedebistas evitam falar sobre assunto

Vereadores peemedebistas Mizair Lemes Jr., Clécio Alves e Izídio Alves: nada de impeachment | Fotos: Câmara Municipal de Goiânia

Vereadores peemedebistas Mizair Lemes Jr., Clécio Alves e Izídio Alves: nada de impeachment | Fotos: Câmara Municipal de Goiânia

O veto do prefeito Paulo Garcia (PT) ao projeto de lei que reajusta o salário dos servidores municipais desponta no atual cenário político-administrativo da capital como mais um problema a ser contornado pelo gestor, sob o risco, de pela segunda vez em menos de um ano, ter seu mandato ameaçado por um pedido de impeachment.

Sem o comando da mesa diretora da Câmara de Goiânia, caso o pedido seja concretizado, Paulo enfrentará, dessa vez, o peso de uma oposição fortalecida e a “indecisão” de integrantes não mais tão convictos de sua base.

Sobre a possibilidade do impeachment, o Jornal Opção Online ouviu vereadores do PMDB, que evitaram falar sobre a questão. Refutaram a suposição, mas, ao mesmo tempo, não fizeram questão de sair em defesa do petista, que seria substituído pelo também peemedebista Agenor Mariano.

“Para haver esse pedido, é necessário uma fundamentação jurídica para tanto.” A fala é do vereador Mizair Lemes Júnior, que, a menos de dois anos do próximo pleito municipal, acredita não ser o momento oportuno para se tratar do assunto.

Mizair diz enxergar com naturalidade o veto de Paulo ao projeto de lei que reajusta em 6% o salário dos servidores municipais, e acredita que a decisão do petista não se configuraria em nenhuma irregularidade. “Veto é normal”, explicou, acrescentando que o suposto pedido se configuraria em pura “especulação política”.

O peemedebista, entretanto, não omite a opinião quanto à baixa popularidade amargada pelo prefeito petista e sustenta que o melhor caminho, a médio prazo, é a conscientização política. “A população tem o reflexo da administração que ela não esperava nesse momento. Ela esperava o mesmo ritmo que o Iris Rezende tinha, mas ele [Paulo Garcia] foi eleito pelo voto popular. Não tem como querer tirá-lo sem fundamentação jurídica”, pontuou.

Enquanto a oposição se articula internamente para protocolar o pedido de impeachment,  o ex-presidente da Câmara Clécio Alves (PMDB) afirma desconhecer qualquer especulação do gênero, mas alega não haver “razões para o pedido”. “Já pediram uma vez. Isso não pode ser algo banal”, frisou, dando por fim o assunto.

Com posição semelhante, o vereador Izídio Alves evitou falar sobre o possível  pedido, mas, assim como Mizair Lemes, afirmou que o argumento a ser utilizado para tanto deve ser baseado em algo “bem forte”. “Eu comento sobre coisa que existe, mas agora é tudo só especulação”, defendeu.

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