Vereadores do MDB acenam permanência na base

“Não vejo racha”, afirmou Clécio Alves

Reunião de vereadores do MDB | Foto: Divulgação

Em coletiva na manhã desta segunda-feira, 5, quando o presidente estadual do MDB, Daniel Vilela comunicou saída coletiva dos secretários indicados por Maguito Vilela à Prefeitura de Goiânia, ele também afirmou que os parlamentares da sigla se reuniriam posteriormente para decidir qual posicionamento tomariam diante dos últimos acontecimentos no Paço.

Para o decano da Câmara de Goiânia, Anselmo Pereira, apesar das mudanças substanciais das coisas, os vereadores eleitos pelo partido têm responsabilidade com o plano de governo defendido por eles durante a campanha pela eleição de Maguito, candidato eleito que morreu por complicações da Covid-19, em janeiro deste ano, sem ter chance de assumir o mandato.

“Elegemos essa Prefeitura, então temos responsabilidade também de fazer com que o plano de governo, que tanto defendemos e continuamos defendendo, seja colocado em prática”, afirmou. “Fugir deste compromisso é também fugir do compromisso com nossos eleitores. Eles esperam de nós um plano de governo vitorioso, que o povo escolheu que seja colocado em prática. Ausentar-se dessa prática, ao nosso entender, é nocivo”, pontuou.

“Nós ontem conversamos com nosso presidente do diretório [Daniel], avisamos a ele. Tentamos, de manhã, fazer uma aproximação ainda evitar essa cisão, mas parece que as coisas já estavam delineadas. Nós precisamos de administrar a cidade de Goiânia com o plano de governo que foi eleito”, disse o vereador.

Clécio Alves também defendeu a permanência na base, apesar das desavenças entre o gestor e o secretariado indicado pelo MDB. “Desde o primeiro momento, temos visto que o prefeito tem cumprido à risca tudo aquilo que foi decidido e desenhado pelo nosso saudoso Maguito Vilela, no que diz respeito ao nosso plano de governo. O que foi reafirmado hoje, para nós, pelo próprio prefeito.

“Eu tenho compromisso com Goiânia. Goiânia está em primeiro lugar”, declarou Clécio. “Não seria justo nós deixarmos o prefeito e dizer: ‘não vamos andar com você’. Goiânia não merece isso. Temos que unir nossas forças”, afirmou o parlamentar.

“O rompimento hoje não foi do MDB, foi dos secretários do MDB que estavam na prefeitura. Para mim, não vejo esse racha. Na minha opinião, o MDB não é coadjuvante da política, é protagonista”, definiu o vereador.

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