Vereadores aprovam venda de seis áreas públicas para quitar dívida da prefeitura

Matéria foi alvo de polêmica na Câmara e de discussões acaloradas entre oposição e base

Projeto foi aprovado em sessão nesta sexta-feira | Foto: Marcelo do Vale

Projeto foi aprovado em sessão nesta sexta-feira | Foto: Marcelo do Vale

Mesmo com o clamor contrário da oposição, a bancada de apoio ao prefeito Paulo Garcia (PT) na Câmara de Goiânia conseguiu aprovar nesta sexta-feira (15/1), em primeira votação, o projeto de lei que autoriza o Paço a vender seis áreas públicas em Goiânia para quitar débitos junto ao Instituto de Previdência do Servidor Municipal (IPSM).

Na votação, por 13 votos a 11, foi negado um pedido de vistas ao projeto solicitado pelo vereador Paulinho Graus (PDT). A matéria gerou polêmica e acaloradas discussões no plenário da Casa de leis, que se reúne, mesmo em recesso parlamentar, desde a última semana, para apreciar projetos importantes do prefeito.

Na sessão, os vereadores Djalma Araújo (Rede), Tatiana Lemos (PCdoB), Cristina Lopes (PSDB), Geovani Antonio (PSDB), Pedro Azulão Jr (PSB) e Paulinho Graus (PDT) teceram duras críticas ao projeto aprovado, alegando que a venda de áreas públicas para pagar dívidas previdenciárias é “um crime” contra a cidade e a população.

Em resposta, líder do Prefeito na Casa, vereador Carlos Soares (PT), contestou as críticas e acusações da oposição. “É lamentável que colegas utilizem de termos inadequados para falar de um assunto tão sério. Não houve roubalheira nem apropriação de recursos, como disseram a oposição. Essa operação precisa ser aprovada pela Previdência Social”, argumentou.

O vereador petista alegou, ainda, que a dívida em questão não foi feita pelo atual prefeito de Goiânia e vem de outras administrações. A proposta deve ser debatida novamente, em segunda e última votação, no início da próxima semana. (Com informações da Câmara Municipal de Goiânia)

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