Vereadores acusam base de Iris de manobra em eleição da CEI das Obras Paradas

Votação polêmica terminou com três vereadores abandonando a reunião. Aliados do prefeito ameaçam deixar colegiado

Vereadores Alysson Lima e Vinícius Cirqueira bateram boca na sessão desta terça-feira (3/4)

Mais uma vez, a Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar as obras paradas em Goiânia foi centro de polêmica na Câmara Municipal. A reunião para a escolha da presidência, vice-presidência e relatoria, na manhã desta terça-feira (3/4) terminou com a debandada de três integrantes do colegiado que não concordaram com a escolha do vereador Delegado Eduardo Prado (PV) para relator.

Segundo os parlamentares Vinicius Cirqueira (PROS), Romário Policarpo (PTC) e Kleybe Morais (PSDC), este último foi o legitimamente escolhido para a função. Todos os três compõem a base do prefeito Iris Rezende (MDB). Os demais integrantes são: Priscilla Tejota (PSD) e Milton Mercêz  (PRP), da oposição, e Alysson Lima (PRB) e Delegado Eduardo Prado, independentes.

Os três vereadores da base argumentam que a votação foi realizada por seis integrantes da CEI, antes da chegada de Milton Mercêz. “Estávamos em seis membros. A votação aconteceu e ficou empatado em três votos para o vereador Eduardo e três para o vereador Kleybe. Com o critério de idade, o Kleybe já estaria eleito. Diante dos protestos dos demais integrantes, chamamos o suplente, vereador Paulo Daher (DEM), que também votou pelo Kleybe”, disse Cirqueira.

Segundo Eduardo Prado, porém, Paulo Daher não votou, visto que o titular Milton Mercêz chegou a tempo. Além disso, regimentalmente, a primeira votação é para escolha do presidente e não do relator.

“Foi uma clara manobra para impedir que eu seja o relator. Eles tentaram de todas as formas, mas juridicamente, o vereador Milton chegou no tempo estabelecido pelo vereador Alysson, que presidia a sessão, e eu fui escolhido relator”, disse Eduardo Prado.

Alysson Lima, escolhido como presidente da CEI, relata que foi pressionado para realizar a votação antes de Mercêz chegar. “A todo momento tentaram adiantar a votação antes da chegada do colega. Quando ele chegou e eles viram que não teriam maioria, eles reconheceram que foram derrotados politicamente e se retiraram da reunião. Como tínhamos quatro integrantes presentes, ou seja, maioria, prosseguimos com a votação, que é a que vale”.

Vinicius Cirqueira, por sua vez, também acusa manobra e diz que, caso permaneça o entendimento de que Eduardo Prado é o relator, ele vai deixar a comissão. “A eleição do Kleybe foi legítima. Votamos de comum acordo que o relator seria escolhido primeiro e depois não aceitaram, tentaram manobrar. Temos dois vereadores que são pré candidatos e claramente querem fazer da CEI seu palanque eleitoral. Isso eu não posso aceitar. Estou disposto a contribuir com a CEI, mas dessa maneira eu prefiro abrir mão da minha vaga”, disse.

Vinicius Cirqueira passou a integrar o colegiado depois que a diretoria legislativa reconheceu erro na primeira composição e a CEI teve que ser reinstalada.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.