Vereadora visita Ambulatório Municipal de Psiquiatria e o Pronto Socorro Psiquiátrico Wassily

Dra. Cristina, que presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara, verificou deficiências nas duas unidades; prefeitura se posicionou ponto a ponto

Foto: Divulgação

Após visita ao o Ambulatório Municipal de Psiquiatria e o Pronto Socorro Psiquiátrico Wassily Chuc, a vereadora Dra. Cristina (PSDB) constatou que somente quatro, dos dez médicos lotados, têm atendido de forma efetiva no primeiro. Também foi apontado que faltam 12 dos 37 medicamentos fornecidos no local.

Cristina, que é também presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara Municipal de Goiânia, esteve no local nesta sexta, 30. O intuito foi começar os trabalhos relativos à campanha Setembro Amarelo e verificar as condições de atendimento à população. Vale destacar que o mês é dedicado à prevenção de casos de transtornos psicológicos, sobretudo o suicídio.

Mais apontamentos

Além do já registrado, a comissão também identificou problemas estruturais, como o arquivo físico – ou seja, o ambulatório não é informatizado. Há, ainda, uma área no lote em que o mato está alto. A roçagem no local só acontece quando os próprios funcionários fazem a “vaquinha”, foi revelado por trabalhadoras. Vale destacar que a unidade só recebe pacientes repassados pelo sistema de regulação da Prefeitura de Goiânia.

Já o Pronto Socorro Psiquiátrico Wassily Chuc atende aqueles enviados pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) e casos de emergência. Também conforme a comissão, no local, há pacientes com transtornos psiquiátricos e dependentes químicos que dividem o mesmo espaço, que está lotado. Faltam roupas de cama, colchões e alimentação adequada, segundo funcionários que também dizem ser insuficientes para a demanda.

Resposta

A prefeitura de Goiânia, por meio da secretaria municipal de Saúde, se posicionou acerca de todos os apontamentos. A pasta informou que já, inclusive, está aberto um edital para contratação de mais psiquiatras.

Em relação aos medicamentos, foi informado que “não há nenhum que faz parte da Relação Nacional de Medicamentos Obrigatórios (Rename), do Ministério da Saúde, em falta. No passado se comprava muita coisa que não era obrigatória, agora o município segue o que é especificando pelo MS”.

Já sobre a informatização, a SMS informou que o ambulatório possui computadores em todos os consultórios e o arquivo físico existente contêm o histórico de pacientes desde o Hospital Adalto Botelho e não pode ser descartado. “Está sendo negociado um acordo com o curso de Biblioteconomia da UFG para uma melhor organização. O Wassily Chuc está sendo informatizado”.

Na questão do “mato”, a secretaria informa que este pertence a Santa Casa de Misericórdia e a área do ambulatório é limpa por meio de contrato da SMS com a Comurg.

“Os dependentes químicos representam menos de 2% dos pacientes do Wassily Chuc e possuem leitos específicos. A convivência deles com outros pacientes já é prevista no fluxo da unidade”, revela, também, e continua: “não há falta de alimentação. Todas as refeições são servidas normalmente”.

Por fim, a gestão declara a compra de roupa de cama e colchões está em andamento e faz parte da reestruturação do Wassily.

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