Vereadora pede afastamento de Iris Rezende: “Prefeitura está parada por omissão”

Sabrina Garcêz (PMB) quer que prefeito também seja responsabilizado, juntamente com a secretária Fátima Mrue, pelo caos na Saúde

Sabrina Garcêz quer que Iris Rezende seja denunciado por crime contra administração pública | Fotos: Fernando Leite e Câmara Municipal de Goiânia

Diante do pedido do afastamento da Secretária de Saúde de Goiânia, Fátima Mrue, a vereadora Sabrina Garcêz (PMB) subiu à tribuna da Câmara Municipal de Goiânia na manhã desta terça-feira (5/12) para pedir que também seja afastado o prefeito Iris Rezende (PMDB).

“A prefeitura está parada, não é apenas uma secretaria. Sabemos que o prefeito é controlador e se a cidade está como está é por omissão do prefeito, porque é ele quem dita as regras. Omissão também é crime contra a administração pública”, disse a vereadora.

Em abril, Sabrina chegou a sugerir em plenário a renúncia do prefeito, também por vários casos omissão e problemas crônicos em áreas importantes da administração, como Saúde e Educação. “Em abril fui muito criticada pelo meu pronunciamento porque tínhamos apenas quatro meses de administração. Mas e agora? Desafio algum vereador ligado ao Paço a citar uma área da prefeitura que tem feito um bom trabalho”, pontuou.

A ideia da vereadora é que o prefeito seja investigado, juntamente com a secretária, por omissão na gestão da pasta. “Que ele seja denunciado aos investigadores policiais e, se entenderem pelo afastamento da secretária, que afastem também o prefeito Iris Rezende”, pontuou.

Na última segunda-feira (4/12), os vereadores integrantes da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Saúde levaram denúncia à Delegacia de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (Dercap), que abriu inquérito policial para investigar possíveis crimes na suspensão do atendimento odontológico nas unidades de Saúde da capital.

O presidente da Câmara, Andrey Azeredo (PMDB) se pronunciou pedindo cautela aos parlamentares. “Precisamos agir com muita responsabilidade para depois não sermos taxados de apressados ou ridículos. Temos que refletir se realmente há embasamento jurídico para este tipo de requerimento, para depois não sermos ridicularizados”, disse.

Ainda na manhã desta terça (5), o vereador Jorge Kajuru (PPR) apresentou mesmo requerimento aprovado pela CEI da Saúde pelo afastamento de Fátima Mrué. Assinaram o documento 25 vereadores.

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