Vereadora cobra repasse a creches em Goiânia

Priscilla Tejota (PSD) denunciou caso de unidade de ensino conveniada que não recebe da prefeitura desde novembro de 2016 e pediu audiência com secretário

A vereadora Priscilla Tejota (PSD) pediu, nesta terça-feira (7/2), uma audiência com o secretário de Educação, Marcelo Costa, para cobrar dele que a Prefeitura de Goiânia repasse o que deve à algumas das 110 creches conveniadas. Segundo ela, oito unidades de ensino estão sem receber o valor a que têm direito pelo contrato parcial com o Executivo Municipal.

Priscilla explicou que foi procurada pela diretora da creche União das Pioneiras de Goiânia, Ruti Brito, que contou que a situação da unidade é crítica. Eles até voltaram das férias no dia 23 de janeiro, mas só conseguiram funcionar por uma semana. “Os 16 funcionários não têm dinheiro nem para pagar o ônibus, então eles tiveram que interromper o serviço”, contou Priscilla.

Esta é a primeira vez em 36 anos que a entidade não consegue retomar as aulas. Para conseguir honrar a folha de pagamento do mês de dezembro, diz Ruti, foi necessário pegar dinheiro emprestado. Agora, a direção da creche tenta mais uma vez conseguir um empréstimo para pagar seus funcionários. Eles não recebem o repasse desde novembro.

No convênio, a unidade recebe R$ 165 por criança. O dinheiro é utilizado para folha de pagamento, material de limpeza e produtos pedagógicos. O restante é mantido pela própria instituição. Segundo Ruti, considerando manutenção, vestuário e alimentação, o gasto por aluno chega a mais de R$ 300.

Resposta

Em resposta ao Jornal Opção, a SME informou que a instituição recebeu cinco pagamentos no ano passado, mas que um realmente ficou em aberto. Segundo o órgão, a dívida é uma pendência deixada pela administração anterior e, agora, o novo secretário está tentando antecipar o primeiro repasse de 2017.

Confira a nota:

A Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME) informa que a instituição recebeu cinco pagamentos no ano passado e que um repasse de 2016 encontra-se em atraso. A SME ressalta que o pagamento é uma pendência da gestão anterior e que está sendo avaliada pela atual administração. No momento, a SME está buscando, de forma emergencial, a antecipação do primeiro repasse anual, que em 2016, ocorreu em abril.

*Atualizada em 8/2, às 16:09, para inclusão da nota resposta da SME

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