Vereador Willian Veloso vai em busca de uma vaga na Alego

Meta do grupo do qual ele faz parte é ter pessoas com deficiência na Câmara Municipal, na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. A alegação é de que a falta de representatividade afeta a efetividade de direitos

Vereador é o terceiro cadeirante da história da Câmara de Goiânia | Foto: Divulgação

O vereador Willian Veloso (PL), eleito em primeiro mandato nas eleições de 2020, deve buscar uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Ele é o terceiro vereador cadeirante da história Goiânia, que já deu uma cadeira no parlamento para Iram Saraiva (MDB), que chegou a ser senador por Goiás nas décadas de 80 e 90, além de deputado federal e ministro do Tribunal de Contas da União (TCU); e para Cidinha Siqueira (PT), também secretária municipal de Políticas para as Pessoas com Deficiência na gestão de Paulo Garcia (PT).

Nas eleições do dia 02 de outubro, Willian deve fazer uma “dobradinha” com o Conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Hebert Batista (sem partido), também cadeirante, que deve disputar para deputado federal. As candidaturas, no entanto, dependem do resultado de uma consulta ao segmento que eles representam: as pessoas com deficiência. De acordo Hebert, que foi coordenador da campanha que elegeu Willian com 1.972 votos, embora sem definição neste momento, a tendência é que de fato o vereador dispute uma das vagas de deputado estadual por Goiás. “Não é uma decisão unicamente pessoal, desde a candidatura do Willian, e é assim que nos queremos conduzir”, afirma ao Jornal Opção.

Apesar de estar apenas no início do segundo ano de mandato, Hebert defende que a saída de Willian da Câmara pode ser favorável à causa. “Ele realmente ganhou um destaque no trabalho que vem fazendo na Câmara Municipal de Goiânia e, obviamente, através da Alego ele pode ampliar esse trabalho, ele pode dar continuidade àquilo que ele faz em Goiânia, mesmo não estando na Câmara, mas logicamente com a força que um deputado tem, não perderia isso, e ampliaria esse trabalho para todo Estado”, avalia o conselheiro da OAB que, como já mostrou o Jornal Opção, é pré-candidato ao cargo de deputado federal.

Hebert acredita que a movimentação de Willian também favorece a abertura de novas representações do segmento, mas nas eleições 2024, na própria Câmara Municipal. “Em tese, essa seria a ideia. Pelo trabalho que ele vem desempenhando, pelo destaque que ele vem tendo e pela capacidade que ele demonstrou como político, ele poderia fazer um trabalho bem mais amplo na Alego”, acrescenta. A meta do grupo é ter pessoas com deficiência na Câmara Municipal, na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

De acordo com Hebert, o segmento busca conquista de espaços diante da grande dificuldade que as pessoas com deficiência enfrentam quanto a efetividade dos direitos que lhes cabem. Ele atribui a isso a falta de representantes, tanto no executivo quando no legislativo. Goiás possui cerca de 1 milhão de pessoas com algum tipo de deficiência, o que representa 15% da população.

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