Vereador vai ao MPF contra curso “Golpe de 2016” oferecido na UFG

Oséas Varão (PSB) diz que ao ministrar curso, universidade faz uso político partidário da instituição

O vereador Oséas Varão (PSB) apresentou na manhã desta quinta-feira (15/3) no plenário da Câmara Municipal, uma moção de repúdio contra o curso “Golpe de 2016” oferecido na Universidade Federal de Goiás (UFG).

O parlamentar ainda vai protocolar junto ao Ministério Público Federal (MPF) uma representação contra o curso que ele considera fazer parte de uso “político partidário” da universidade.

“O grupo de militantes partidários que ocupam a academia no Brasil estão se utilizando dessa posição para promover de maneira desrespeitosa uma visão de mundo em especifico, uma ideologia em específico e fazem isso sem qualquer constrangimento, algo que é absurdo”.

Para Oséas, o curso tem o objetivo de fazer as pessoas acreditarem que houve golpe no impeachment da ex-presidente Dilma Roussef. “A ex-presidente caiu porque o povo foi as ruas exigiu isso, não houve nenhum golpe”.

O curso

A Universidade Federal de Goiás (UFG) irá oferecer de 16 de março a 26 de junho um curso de extensão sobre “o golpe de 2016 e a universidade pública brasileira”.

Segundo o professor da Faculdade de Eucação da federal, Adão José Peixoto, o curso tem como referência a diciplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil” oferecida na Universidade de Brasília (UnB).

As aulas vão ocorrer no miniauditório da faculdade e contam com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Educação e dos centros acadêmicos dos cursos de Pedagogia e Psicologia.

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Abélio

A solução é privatizar. Aí não tem como fazer política com o dinheiro público

Silmar Moreira

Cada um tem uma maneira de interpretar um fato histórico. O problema é que muitos os fazem de acordo com os seus interesses, como no caso do vereador em questão, que deseja “apenas” a para manter sua comida posição na sociedade que desenhou para si e para os seus. Acontece que o povo não é burro, o fato de um bando de manipulados terem ido ás ruas pedir o impedimento da presidente, não faz todo o teatro deixar de ser um golpe uma vez que não se configurou crime de responsabilidade. O regime que prevê o afastamento do chefe do… Leia mais

oseias

Silmar Moreira, apesar da divergência ideológica que evidentemente temos um com o outro, penso que o mais importante é refletirmos sobre a ausência do pluralismo e do rigor acadêmico na condução desse curso. O que você acharia se propusessem cursos com os seguintes temas: “a Venezuela como modelo ideal de democracia” ou “a condenação sem provas do ex-presidente Lula”? Isso seria de fato produção de conhecimento acadêmico ou apenas panfleto político/partidário? A mim a resposta parece óbvia. Respeito, porém, seu direito de divergir.

Adalberto de Queiroz

Fosse a medida de uma tal leitura da realidade (transformada em curso!) uma regra, teríamos os seguintes cursos possíveis: “Comprando uma refinaria falida por uma bagatela: o caso Pasadena” (101); “Aprendendo a transferir renda do contribuinte para os partidos políticos: Brasil, 13 anos de poder da esquerda” (102) – sempre matérias optativas, claro…a lista é incompleta, naturalmente.