Vereador questiona aditivos de R$ 33 mi em contratos de fiscalização de trânsito da prefeitura

Djalma garante que irá protocolar requerimento nesta quarta-feira (11) pedindo a presença do secretário Valdi Camarcio na Câmara para explicar licitações

Djalma Araújo (SD) quer investigação na SMT | Foto: Alberto Maia

Djalma Araújo (SD) quer investigação na SMT | Foto: Alberto Maia

Alguns contratos da Prefeitura de Goiânia com uma empresa de fiscalização de trânsito têm sido alvos do vereador Djalma Araújo (SD). De acordo com o parlamentar, os aditivos são absurdos, e os acordos foram feitos com dispensa de licitação. Djalma garantiu que nesta quarta-feira (11/3), irá fazer um requerimento pedindo a presença do secretário de Administração, Valdi Camarcio, e do procurador-geral, Carlos de Freitas, na Câmara Municipal para explicar contratos.

Conforme dois documentos entregues pelo vereador, a gestão de Paulo Garcia (PT) possui contrato com a Trana Construções desde 2010. A empresa fornece serviço técnico especializado de instalação, implantação, operação e manutenção de equipamento de fiscalização de trânsito em Goiânia.

Em um dos contratos, consta que o projeto possui quatro aditivos, totalizando R$ 33,8 milhões em pagamentos até fevereiro deste ano. O primeiro pagamento data de outubro de 2010. A data de fim do último aditivo é maio deste ano.

Djalma enviou na última terça-feira (10), dois requerimentos de documentação: um ao controlador-geral do município, Edilberto Castro Dias, e outro ao secretário municipal de Trânsito, José Geraldo Freire.

No documento entregue ao secretário, que o vereador mostrou ao Jornal Opção Online, o integrante do Solidariedade informa de possíveis irregularidades quanto aos dois contratos com a Trana e os aditivos. Djalma pede que lhe seja enviado a cópia integral dos dois processos, incluindo o processo licitatório, que de acordo com ele, houve dispensa.

Há dois anos, o Ministério Público de Goiás (MPGO) instaurou um inquérito a fim de apurar a contratação da empresa Trana Construções pela então Agência Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (AMT) de Goiânia.

Na época, o promotor Fernando Krebs explicou que uma representação feita pela empresa Deltaway Sistemas de Trânsito e Tecnologia apontavam que a AMT teria contratado aquela empresa, apesar de ter sido segunda colocada em procedimento licitatório.

Veja documentos:

documentos-djalma

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Charles Alves Bento

Meu amigo ; Esse nosso país jeito não , só gafanhoto de roça alheia !