Vereador quer que Goiânia entre para a história com a extinção de zoológico

Zander Fábio alerta para o fato de que os animais vivem em condições precárias no local. Intenção é a de que os bichos retornem à vida selvagem

Zander Fábio afirmou que animais não têm qualidade de vida | Foto: Marcello Dantas/Jornal Opção Online

Zander Fábio afirmou que animais não têm qualidade de vida | Foto: Marcello Dantas/Jornal Opção Online

O vereador Zander Fábio (PSL) vai apresentar na Câmara Municipal na próxima terça-feira (5/8) um projeto de lei que pede a extinção total do Zoológico de Goiânia, localizado no Setor Oeste. Na avaliação dele, a capital pode entrar para a história caso a proposta seja efetivada.

“O modelo de zoológico é totalmente arcaico em Goiânia, fora dos padrões de salubridade”, avaliou, em entrevista ao Jornal Opção Online neste sábado (2). Para ele, a última reforma no local teve gasto vultoso por parte da Prefeitura de Goiânia, mas não significou em qualidade de vida para os animais. A intenção é que o parque se torne aberto para visitação, sem que os bichos estejam expostos.

Em julho de 2009, o Zoológico começou a ser reformado, sendo que naquele ano, 77 animais morreram. Devido aos acontecimentos e à precária infraestrutura, as visitas foram suspensas na época.

Contudo, Zander pontuou que o destino das atrações terá de ser tratado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O vereador disse que nas recentes visitas ouviu reclamação de frequentadores sobre a situação das jaulas. “Levei meu filho de três anos e fiquei com dó de falar aquilo era um leão. Estava acabado”, comentou, emendando que diversos urubus são atraídos pelos restos de comidas dos animais.

O político alertou que a redação nada tem a ver com o episódio ocorrido na última quarta-feira (30/7) em Cascavel, no Paraná, em que um menino de 11 anos foi atacado por um tigre e teve o braço direito amputado. “O projeto já estava pronto e era para ter sido apresentado nas duas últimas sessões antes do recesso [de julho]”, afirmou.

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