Vereador quer proibir publicação de livro escrito pelo serial killer de Goiânia

Delegado Eduardo Prado deve entrar na Justiça para impedir lançamento da obra escrita pelo ex-vigilante Tiago Henrique, condenado por 25 homicídios

Suposta capa do livro de Tiago Henrique, previsto para ser publicado em breve | Fotos: divulgação / Facebook e TJGO

O vereador Delegado Eduardo Prado (PV) deve entrar com ação judicial para vedar o lançamento do livro escrito pelo ex-vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, conhecido como Serial Killer de Goiânia, já condenado a mais de 650 anos de prisão por uma série de homicídios na capital.

Para o vereador, o lançamento do título “Tiago Rocha: Um pouco da história por trás de um serial killer”, é uma “afronta à toda sociedade goianiense”. “Estou estudando junto com minha assessoria jurídica a possibilidade de entrarmos com uma ação judicial para vedar o lançamento desse livro que, a meu ver, é uma afronta à sociedade goianiense”.

Segundo ele, o embasamento legal para a suspensão seria a conotação de incentivo a crimes dessa natureza que a publicação do livro pode gerar. “É uma questão inclusive de segurança para a sociedade. A publicação desse livro nada mais é que uma vaidade desse psicopata que pode despertar a vaidade de outros que estão adormecidos”, ponderou.

A publicação do livro foi confirmada pelo padre  Luiz Augusto Ferreira da Silva, que faz trabalho com detentos. Segundo ele, o livro foi regido pelo próprio Tiago e já estaria encaminhado para a gráfica para breve publicação.  O padre Luiz Augusto foi apontado em 2015 como servidor fantasma da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

Preso desde 2014, Tiago Henrique já foi condenado a mais de 650 anos de prisão por 25 homicídios na capital. Laudos comprovam que Tiago Henrique é psicopata, o que caracteriza um transtorno de personalidade e não uma doença mental. Portanto, além de ter plena consciência de seus atos, a psicopatia é uma condição intratável.

“O que tem que ser respeitado é a sociedade, os familiares e o próprio trabalho policial para desvendar esse caso, não fazer um glamour com a figura de um criminoso, fazer com que ele vire um herói ou um protagonista desse episódio tão triste e cruel”, disse Eduardo Prado.

Nas redes sociais, também existe um movimento de boicote ao livro que já tem a adesão de milhares de pessoas.

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Joanismar

Uma sugestão ao “ocupadíssimo” vereador: Deixa o assassino lançar o livro dele e após lê-lo o digníssimo lança também um livro replicando a obra literária do psicopata.
É mais ou menos assim que funciona em países de gente que pensa!