Vereador quer proibir homenagens a personagens ligados à Ditadura Militar

Projeto é de autoria do vereador Marlon Teixeira (Cidadania) e visa “valorizar a democracia” sem que os moradores e trabalhadores de uma avenida ou rua sejam prejudicados

Voto vencido ao lado de outros sete parlamentares que se posicionaram a favor da alteração do nome da Avenida Castelo Branco para “Avenida Iris Rezende Machado”, o vereador Marlon Teixeira (Cidadania) quer proibir homenagens aos 377 agentes de Estado que foram apontados pela Comissão da Verdade como responsáveis por crimes durante o período de Ditadura Militar (entre 1965 à 1985). Castelo Branco é um deles.

O objetivo de Marlon é impedir que personagens ligados ao Golpe Militar deem nomes para locais locais públicos, como acontece com Avenida Castelo Branco, e também sejam objetos de homenagens no âmbito da Administração Municipal, a exemplo de instalação de bustos, estátuas e monumentos. “Não existem ruas que homenageiam Adolf Hitler na Alemanha, muito menos homenagens a Sadam Saddam Hussein no Iraque. Devemos pensar sobre isso, fazer este debate e fazer esta retratação histórica para impedir que existam avenidas como a Castelo Branco que homenageia uma pessoa ligada à ditadura, mas que causa um transtorno muito grande aos trabalhadores e moradores locais”, defende o parlamentar.

Marlon apresentou na Câmara Municipal o projeto de lei na última terça-feira, 22. A proposta ocorreu, inclusive, durante a análise do veto do prefeito Rogério Cruz (Republicanos) ao projeto de Clécio Alves (MDB), após grande pressão dos comerciantes da Região. A manutenção do nome da Avenida Castelo Branco fez Clécio anunciar a saída da liderança da bancada do MDB. O veto ao nome de Iris Rezende teve voto de dois emedebistas, Henrique Alves, que chegou a ser secretário de Iris; e Kleybe Morais, e foi alvo de crítica do presidente do partido, o pré-candidato a vice-governador Daniel Vilela.

Se for aprovado o projeto de Marlon, será proibida a atribuição desses nomes também em prédios, repartições públicas e bens pertencentes ou sob a gestão da administração pública municipal direta ou indiretamente. A proposta proíbe qualquer nome que conste no relatório final da Comissão Nacional da Verdade. Ações deste tipo, segundo ele, permitem a construção de relações sociais mais fraternas, sem valorizar ditadores, torturadores e violadores dos direitos humanos, e favorecem um processo educativo em defesa da democracia e para “deixar a democracia viva”.

Embora tenha se tornado projeto agora, o entendimento do vereador é antigo. Tanto, que ele também tinha um projeto de alteração do nome da via para homenagear a cantora Marília Mendonça e retirar o nome do General e ex-presidente Castelo Branco. O político, no entanto, retirou o projeto para homenagear o ex-governador e ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende Machado (MDB). 

 

3 respostas para “Vereador quer proibir homenagens a personagens ligados à Ditadura Militar”

  1. Avatar Maria disse:

    Homenagear representantes da ditadura militar com nomes de rua equivale homenagear assassinatos ée assassinos baŕbaros. O povo merece respeito!

  2. Avatar Katya disse:

    Vai achar o que fazer, de fato, por quem votou em você, vereador. Faça juz ao seu salário. Fatos históricos fazem parte da história de um país, positivos ou negativos. Destrui-los é destruir uma cultura e valores.

  3. Avatar Gilberto Barros Vieira disse:

    Concordo com o vereador. Como pode assassinos ser homenageados??

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.